28
fevereiro

“Quando houve esse rompimento, eu já me decidi. Eu entendi que devo estar onde Edson estiver” – afirma Zezin Buxin


Fotos: Thonny Hill

Nesta quarta-feira (28) o programa Estúdio 1, da Polo FM, recebeu Zezin Buxin (PSDB), que volta a ocupar o posto de vereador na câmara de Santa Cruz. Zezin assumirá a vaga deixada por Dr. Nanau, que assume o posto de Secretário de Saúde nesta quinta-feira (01).

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Expectativa com volta à Câmara

Zezin já participa da sessão ordinária desta quinta-feira e regressa ao legislativo em meio ao clima de tensão constante, sendo o mais recente o racha na bancada governista entre apoiadores de Edson Vieira e Diogo Moraes. Sobre esse ponto, ele disse:

“Vivenciei três mandatos em harmonia, com a bancada sempre junta (…). Vai ser diferente, a expectativa é essa, com esse rompimento entre Edson e Diogo. Sei que é um momento turbulento essa divisão e para mim, será algo diferente, mas vou manter minha calma” – frisou.

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Saída de Nanau por suposto acordo político para reforçar palanque de Alessandra Vieira

Sobre Nanau, Zezinho negou que tenha havido acordo político e reafirmou que o mesmo já o havia procurado cerca de um ano antes para falar sobre esse desejo de ser secretário.

“Eu disse a ele que não falaria (ao prefeito), mas isso era uma vontade que ele tinha e nunca falei isso para Edson. Sou péssimo para pedir as coisas para mim, inclusive voto, mas ele já tinha essa intenção” – frisou.

Já quanto a obrigação de que, com a volta a câmara, apoiar Alessandra Vieira, ele disse:

“Quando houve esse rompimento, eu já me decidi. Eu entendi que devo estar onde Edson estiver. Sou filiado ao PSDB, tive um mandato pelo PSDB e continuo filiado. Esse compromisso ninguém precisava me incentivar ou fazer estímulo algum” – destacou.

Rompimento no grupo

 “Seria bom que não tivesse acontecido, mas aconteceu. Motivos existiram, mas não é bom para o grupo e nem para os dois (Edson e Diogo)”, completou.

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Proposta de nova CPI do Calçadão

O vereador foi questionado sobre o novo pedido de CPI, por parte da Oposição, para apurar supostas inconsistências declaradas contra a prefeitura pelo Governo do Estado, no valor de R$ 1,7 milhão, quanto as obras de construção. Questionado sobre seu posicionamento, ele disse:

“Tem que ser esclarecido sim, mas é como eu disse: eu chego amanhã e vamos conversar. Isso é uma decisão individual. Sempre se conversa, se observa e se vê o conteúdo desse pedido de CPI. Isso são coisas que devem ser averiguadas. Não vou antecipar minha posição quanto a essa questão” – colocou.

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Contas de 2007 de José Augusto Maia

Questionado sobre como será seu posicionamento nas contas do ex-prefeito do exercício 2007, que traz supostas irregularidades como excesso de gastos na coleta de lixo e aponta parecer de aprovação com ressalvas, o mesmo deu dicas que deve seguir o parecer do Tribunal de Contas.

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Reduções salariais na Câmara após ações na justiça

O parlamentar foi questionado sobre como ele tem acompanhado o caso das ações populares promovidas pelo advogado Dr. André Tadeu, que reduziram salários no legislativo local.

Sobre o assunto, citou que acompanhou os desdobramentos e críticas vindas dos dois lados da polêmica e citou que vê como injustas as reduções salariais dos edis.

“Vereador nenhum vai convencer ninguém que é injusto, pois só sabe quem é vereador, que está junto. Dizer que foi injusto fica complicado e as pessoas não entendem isso ou não querem entender. Funciona deste jeito” – frisou.

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Pensamento em não voltar à Câmara

Questionado frente as polêmicas e também voltar com um salário menor do que o que recebe (já que o mesmo ocupa um posto dentro do gabinete de governo) e se lhe teria passado o pensamento em deixar a vaga para o segundo suplente, ele foi enfático:

“Pensei; mas aí pensei também: Ora! Votaram em mim… Quantas pessoas que chegaram e me disseram que era para eu estar lá e eu sou o primeiro suplente. O meu papel é ir. Agora difícil é saber como vão me interpretar porque o resultado de tudo o que estou dizendo vai depender de quem interpretou, pois se tem uma classe mal interpretada é político, porque a maioria fez por onde. É desse jeito que funciona” – concluiu.

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