16
agosto

A viagem não pode parar: prudência nos “bons portos” e esperança nas “tempestades”! – Por Claudionor Bezerra

“Senhores”, disse ele, “eu acho que vamos ter dificuldades pela frente se prosseguirmos talvez naufrágio, perda da carga, prejuízos e morte”. (At. 27.10, Bíblia Viva)

 

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

O significado desse versículo em uma palavra: PRUDÊNCIA. No dicionário prudência é a virtude que faz prever e procura evitar as inconveniências e os perigos. É uma virtude que nem todos possuem. Paulo possuía. Ele partiu em um navio de prisioneiros de Cesaréia em direção a Roma. Viagem perigosa! Leia um trecho do diário de bordo de Paulo:

“Tivemos diversos dias de navegação difícil, e por fim nos aproximamos de Cnido, porém os ventos haviam ficado muito fortes, de modo que atravessamos para Creta, passando o porto de Salmona. Lutamos sem resultado contra o vento e com grande dificuldade navegamos devagar ao longo da costa sul, até que chegamos a Bons Portos, perto da cidade de Laséia” (At.27.7).

Depois de alguns dias em “Bons Portos” (nome sugestivo!), os oficiais do navio decidiram seguir viagem, apesar do alerta de Paulo! Por que não ouviram Paulo? A resposta: “Nesse momento um vento leve começou a soprar do sul, e pareceu um dia perfeito para a viagem” (At.27.13). Esse era o problema: “pareceu um dia perfeito”! Sabe qual foi o resultado? Veja: “Porém logo depois disto o tempo mudou de repente, e veio um forte vento com a força de um furacão” (At.27.14). Entre um versículo e outro TUDO MUDOU!

A grande lição aqui é: seja prudente! Se sua vida está em “bons portos” não se apresse. Não tome decisões apenas porque “parece ser perfeito”! De repente, TUDO MUDA e o vento leve se transforma na força de um furacão. Ore, analise, ouça conselhos, ore de novo, analise mais uma vez… para poder tomar decisões importantes! Quantas dificuldades, perdas e prejuízos evitaríamos se agíssemos com mais prudência. Bom, mas e se já foi? E se o “navio” já partiu? O que fazer?

Vamos voltar ao diário de bordo dessa história para encontrar as respostas: “A terrível tempestade rugiu sem diminuir nada durante muitos dias, não nos deixando ver o sol nem estrelas, até que finalmente toda a esperança acabou.” (At.27.20)

Resposta (1): Não deixe sua esperança acabar! Resposta (2): Aprenda com seus erros: “’Homens, vocês deveriam ter-me dado ouvidos em primeiro lugar e não ter deixado Bons Portos – teriam evitado todo este prejuízo e esta perda!’” (At.27.21). Resposta (3): Acredite que Deus amenizará seu sofrimento: “Mas tenham ânimo! Nenhum de nós perderá a vida; somente o navio afundará’,” (At.27.22)! Portanto, siga em frente! A viagem não pode parar! Mas seja prudente! Não crie suas próprias tempestades! “Bons Portos” é um lugar que nunca deveríamos ter pressa de sair!

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02
agosto

Sobre a vida antes da morte, e a morte depois da vida! – Por Claudionor Bezerra

Porque, para mim, viver significa oportunidades para Cristo, e morrer – ora, isso é ainda melhor! (Fp1.21, Bíblia Viva)

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

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Viver e morrer: essa é a regra! Mas é preciso saber viver! Inevitavelmente uma vida bem vivida conduzirá a uma morte bem “morrida” (essa palavra existe?). Bom, de qualquer forma, é o conteúdo da vida e o discernimento da morte que importa aqui.

O que é a vida pra você? Para Paulo, segundo o texto acima, era uma encadeamento de oportunidades para evidenciar a Cristo! E veja, eu não estou pensando em nenhum tipo de clausura ou vida ascética. É simplesmente viver! Fazendo com que tudo: alegrias e tristezas se encontrem em Cristo.

Isso posto, com uma vida centrada em Cristo, fazendo dEle o nosso filtro de avaliação da existência, poderemos com esperança encarar a morte. Não parece muito sugestivo para muitos a ideia de pensar na morte. Mas para Paulo se viver em Cristo já era bom, morrer NELE É AINDA MELHOR! Foi-se o medo, o temor, a angústia, o desespero… nEle, tudo se desfaz e o que fica é a esperança de um novo amanhecer.

O Evangelho quebra a tirania do pecado sobre nós, ele nos gera para uma nova vida de oportunidades. Assim sendo: Não reclame da vida. Apenas aproveite as oportunidades que Cristo lhe dá de viver nEle. Simples assim! E quanto a morte? Bom… ninguém vai ficar a procura dela. Mas quando ela chegar, esteja certo e seguro, o que lhe aguarda é muito melhor!

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28
junho

Artigo – Por Adriano Oliveira

Lula é favorito?

 

Pesquisa divulgada em 25 de junho pelo IPEC mostra possibilidade de vitória do ex-presidente Lula no 1° turno na eleição presidencial – Lula tem 49% de intenções de voto e Jair Bolsonaro, 23%. Contudo, não posso afirmar que o ex-presidente Lula deve vencer a eleição. Ele é, nas condições atuais, favorito. Porém, a pergunta fundamental é: quais serão os efeitos das variáveis pandemia, crise econômica, vitimização do Lula, crise energética, “fraude” eleitoral e Covaxin na eleição presidencial? Não adianta olhar exclusivamente para a variável Intenção de voto. Ela é um indicador secundário.

Os eleitores responsabilizarão o presidente Bolsonaro pelos milhares de mortos em razão da pandemia? Por enquanto, as pesquisas sugerem que sim. Apesar da recente variação positiva do PIB, o desemprego continua alto. Qual será a taxa de desemprego no próximo ano? Não adianta o PIB crescer e não gerar empregos. Caso o crescimento da economia gere empregos, Jair Bolsonaro será beneficiado. O governo Bolsonaro estenderá o Auxílio Emergencial até o verdadeiro início da recuperação econômica? O aumento do valor do Bolsa Família, já anunciado pelo governo, alavancará a popularidade do presidente Bolsonaro?

Possível racionamento de energia ameaça a recuperação da economia e, por consequência, a popularidade do atual presidente da república. As inúmeras decisões da Justiça favorecendo Lula têm o poder de vitimizá-lo em parcela da opinião pública. O possível escândalo Covaxin trouxe para agenda midiática o debate sobre o impeachment do presidente Bolsonaro. Esta possibilidade não deve ser descartada. Assim como o enfraquecimento do “escândalo” e, por consequência, o fortalecimento da popularidade do governo Bolsonaro.  A narrativa sobre fraude na eleição vindoura tem consequência explosiva caso as instituições, em particular militares e STF, não desencorajem o presidente em tal pleito.

O Lula, caso seja candidato, estará no 2° turno. E existe a possibilidade dele vencer no 1°. O enfraquecimento do presidente Bolsonaro ou o seu impeachment favorece o candidato do Centro. Este é um dado importante. Pois a interrupção prematura do mandato do presidente não beneficia o PT. Ao contrário. Fortalece o substituto do presidente Bolsonaro e oxigena o candidato do Centro. Saliento que ainda existem oportunidades para o presidente Bolsonaro recuperar popularidade. Porém, o estilo Jair Bolsonaro de ser – conflitivo, inábil para o diálogo – enfraquece as suas chances de recuperação.

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18
junho

Artigo – Por Adriano Oliveira

Lula, Doria e Tite

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Existe equívoco quanto à polarização no Brasil. Aliás, não existe polarização. Foram várias pessoas que a condenaram equivocadamente. O raciocínio era simplista. De um lado, o presidente da República. Do outro, o ex-presidente Lula. Não estava presente terceiro candidato competitivo. Conclusão: o Brasil convivia com a polarização extremada.

O termo extremo qualificou a polarização Lula versus Bolsonaro. Outro erro. A ausência de evidências condenava a qualificação. A era Lula teve parceria com o Centrão, nomeação do primeiro colocado da lista tríplice enviada pelo Ministério Público Federal, um grande empresário na vice-presidência da República, Henrique Meirelles no Banco Central. Como afirmar que Lula é extremo? As críticas corriqueiras do ex-presidente Lula à imprensa são suficientes para classificá-lo como extremo?

Chega a Covid-19 ao Brasil. O competente João Doria enxerga condições de fabricar vacinas. O Butantan larga na frente. Nas redes sociais, o governador de São Paulo passa a ser classificado como “calcinha apertada”, oportunista. João Dória sofre desconstrução por parte do bolsonarismo radical por fazer louvável e óbvia opção de salvar vidas.

Tite é técnico moderno. Futebol alegre. Tite nunca teve forte rejeição da torcida brasileira. Ao contrário. Porém, o atual treinador da seleção não foi firme na defesa da Copa América no Brasil. Por consequência, os bolsonaristas radicais passaram a atacá-lo. Tite não é candidato à presidente da República, mas virou inimigo do bolsonarismo radical.

Lula, João Doria e Tite são exemplos de que a polarização não existe no Brasil. Lembro também de Sérgio Moro, Mandetta, general Santos Cruz. Qualquer indivíduo que discordar das atitudes do presidente Bolsonaro será imediatamente desqualificado. Para o bolsonarismo radical não existe adversário. Mas inimigo a ser combatido e eliminado. Portanto, o único extremo presente é o bolsonarismo radical.

A polarização numa disputa eleitoral de dois turnos é natural. Ela sempre existirá no Brasil. O que é incomum em nosso país contemporâneo é a polarização tóxica. De um lado, o sujeito democrático, autônomo e livre para expressar as suas ideias. Do outro, o sujeito que descontrói imagens, carreiras. O fabricante de inimigos. O bolsonarismo radical atrelado ao militarismo do governo colocam em risco a democracia brasileira. Não podemos falar em eleição presidencial vindoura sem considerar as ameaças do bolsonarismo radical para o pleito.

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07
junho

Artigo – Por Maurício Romão

POLARIZAÇAO E TERCEIRA VIA

 

No livro “Ruptura”, Manuel Castells disserta sobre o turbilhão de múltiplas crises que assolam as populações de quase todo o mundo e realça a maior delas: a crise de legitimidade política, a saber, o sentimento majoritário do povo de que os atores do sistema político “não nos representam”, o que gera uma ruptura na relação entre governantes e governados.

No seu sentir, não se trata de uma questão de opções políticas, de esquerda ou direita, mas sim do colapso gradual da democracia liberal, enquanto modelo político de representação e governança.

Daí os filmes já assistidos urbi et orbi: as amplas mobilizações populares contra os sistemas político-partidários e o surgimento de lideranças políticas que contestam o stablishement, negam as formas partidárias existentes e alteram profundamente a ordem política nacional.

O autor afirma que, teoricamente, esse desajuste se corrige na democracia com pluralidade de opções e eleições periódicas para escolher entre essas opções.

Mas é aí que reside a devastadora tragédia de grande parte da população brasileira: ficar adstrita apenas a opção bipolarizada entre o bolsonarismo e o petismo ou, como diz F. Schuller, arriscada a enveredar diante de uma disputa de rejeições: o antipetismo contra o antibolsonarismo.

A característica saliente da polarização política é a incapacidade dos pólos encetarem qualquer tipo de diálogo concordante sobre quaisquer temas, ainda que de interesse comum. Ao contrário, os lados opostos interditam aproximações e vão além, descambam para a ofensa e outras formas de agressão e violência.

Os pólos se vêem distintos nos propósitos, percebem-se qualitativamente superiores, atribuem-se a detenção da verdade, e ao oponente apenas imputam juízos negativos. Alimentam-se de teorias conspiratórias, idéias fixas, generalizações superficiais e, portanto, não passíveis de refutação racional. Não há espaço para a argumentação, para o convencimento lógico, para a demonstração dos fatos.

O que impera é a pós-verdade, o apelo às emoções, às crenças pessoais, à desinformação, à distorção, à mentira. Nesse ambiente conflitivo não há como florescer o entendimento, a cooperação, a concertación em prol da superação de dificuldades e desenho de um futuro comum para o país.

E, como bem lembrou Moisés Naim, o que mais nocivo e destrutivo pode acontecer a um país é quando à polarização e à pós-verdade se junta o populismo. E é exatamente essa tempestade perfeita que assombra os brasileiros.

Tal situação, de exasperante, cansou. Um segmento expressivo da população busca fugir dessa insensatez, almejando outra via de representação, equilibrada, eqüidistante dos pólos, uma terceira via, que restabeleça a paz da convivência.

O chamado centro democrático, todavia, ainda não apresentou alternativa concreta à postulação governamental ou à sua antítese populista-ideológica, apesar da proximidade das eleições.

Mas a política tem seu tempo próprio e, sobretudo, não comporta vácuo.  A alternativa irá aparecer. Sua viabilidade eleitoral vai depender “dela e de suas circunstâncias”, parafraseando Ortega y Gasset, e da aderência da sociedade às propostas que apresentar para o país. Politicamente, contudo, já terá sido vencedora, porque empunhará a bandeira da conciliação e o bastão da esperança.

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05
junho

A quem você jura fidelidade? Quem é o Rei-Senhor da sua vida? – Por Claudionor Bezerra

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

A cidade de Filipos, situada na antiga província da Macedônia, era considerada uma porta de entrada da Europa para os visitantes provenientes da Ásia. No primeiro século era uma vigorosa colônia de Roma, seus habitantes tinham orgulho de sua cidadania romana e alardeavam sua fidelidade ao imperador e a cultura do império. O apóstolo Paulo não tinha planos imediatos de visitar essa cidade, mas advertido em sonho por um jovem que dizia “passa a Macedônia e ajuda-nos” (At.6.9) ele partiu para Filipos.

A mensagem do Evangelho chegou em Filipos na Macedônia como um choque entre poderes, de um lado o império romano, seus cultos, deuses e toda a dimensão espiritual que esses elementos carregavam, do outro a mensagem do Cristo crucificado, feito Rei e Senhor sobre todos e que agora chama todos ao arrependimento de suas obras más a fim de receberem o dom gratuito da verdadeira vida de Deus.

A passagem do apóstolo em Filipos foi intensa, teve pregação, conversão, acolhimento, alvoroço, exorcismo, rejeição, perseguição, açoite, prisão, oração, canção pela madrugada, terremoto, libertação, cuidado, batismo e refeição celebrando vida nova. Recomendo que leia o capítulo 16 de Atos dos Apóstolos para entender essa sequência de tirar o fôlego! Mas é nesse meio que está a conhecida “conversão do carcereiro de Filipos”. O ponto em destaque aqui é que esse homem era fiel e leal ao Imperador. Sua atitude dramática em querer tirar a própria vida diante do fracasso de não ser capaz de manter os prisioneiros aponta para isso.

Dessa forma, as palavras de Paulo ao carcereiro devem ser entendidas dentro de um contexto muito próprio, quando Paulo diz: “Creia no Senhor Jesus e será salvo tu e a tua casa” isso tem a ver com rejeitar seu antigo senhor e jurar lealdade a um outro. A mensagem do Evangelho carregava uma profunda retórica anti-imperial, as palavras “Senhor”, “Filho de Deus”, “Fazedor da Paz”, e “Salvador” eram comumente atribuídas aos imperadores romanos. Portanto, a mensagem do Evangelho é antes de tudo uma mensagem que apresenta um novo REI, um SENHOR e um SALVADOR. O que Paulo propõe ao carcereiro de Filipos era “renda sua lealdade ao SENHOR que é Jesus, aquele que foi crucificado, mas ressuscitou, por meio dele você vai saber o que significa de fato SALVAÇÃO”.

Naquela noite Cristo foi entronizado na vida e família daquele homem, logo ele cuidou dos ferimentos de Paulo e Silas e celebrou em sua casa com sua família a chegada do Senhor e Rei Jesus. Ainda hoje cada um de nós precisa decidir a quem servimos. Não há neutralidade nessa matéria. Nesse momento alguém é senhor e rei da sua vida. A quem você jura fidelidade? O mesmo chamado ao carcereiro de Filipos é feito a cada um de nós: “Creia no Senhor Jesus e será salvo tu e a tua casa”!

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01
junho

Artigo – Por Maurício Romão

REVENDO A COLIGAÇÃO MAJORITÁRIA

 

São comuns nas eleições brasileiras para cargos executivos exemplos de alianças eleitorais compostas por vários partidos, chegando a duas dezenas em alguns casos, fenômeno que convida à reflexão sobre a pertinência desse modelo no país.

As motivações que embalam tais coligações de partidos são variadas. Para as agremiações líderes, que abrigam o postulante ao cargo, os ganhos vão desde a capilaridade quantitativa de votos à agregação de tempo de rádio e TV.

Para as demais associadas, é o caminho mais pragmático em direção à vitória eleitoral e a conseqüente participação no poder, através de espaços na máquina pública e/ou de outras formas de vantagens derivadas.

Note-se que nessas coligações a existência de afinidade programática entre os componentes não é pré-requisito para a união, mesmo porque na maioria das siglas participantes é difícil até identificar alguma referência de atuação política consistente. Nas siglas para as quais é possível vislumbrar alguma ossatura ideológica, o espectro da aliança é líquido e pendular, vai da esquerda à direita, passando pelo centro e suas confluências.

Alguns desses partidos são meros expectadores do processo eleitoral, com escassa densidade de votos e sem representação parlamentar, exceto um caso esporádico ali, outro acolá. Sobrevivem à custa do fundo partidário e de emprestar apoio a agremiações mais vertebradas eleitoralmente, em troca de algum benefício.

Diante de quadro tão medonho, pergunta-se: o que justifica a continuidade desse tipo de aliança se ela em si não tem nenhuma conformidade programática para contribuir com a formulação dos planos de governo e posterior ação executiva? Se ela em nada acrescenta à qualidade da futura gestão corporativa, ao contrário, pode prejudicá-la por, como sói acontecer, enxertar quadros despreparados na administração, como contrapartida ao apoio conferido no pleito? Se ela não soma para a governabilidade?

Ainda que em um contexto multipartidário e de eleições em dois turnos, nada justifica a permanência dessa anomalia nas eleições brasileiras, formalmente sacramentada em convenções partidárias e com agregação de tempo de rádio e TV.

É pacífico entre analistas e especialistas políticos que a reforma eleitoral de 2017, que deu fim as coligações proporcionais e instituiu cláusulas de desempenho partidário, pode contribuir fortemente para o aprimoramento do sistema político-partidário brasileiro, já tendo, inclusive, mostrado promissoras perspectivas na eleição municipal recém-finda.

É necessário avançar mais e dar continuidade a esse processo depurador, acabando também com as coligações majoritárias (Kassab, Poder360, 15/01/21) nos moldes do regramento atual, deixando a critério dos partidos o apoiamento informal a candidaturas que não sejam de suas hostes.

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10
maio

E que toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor – Por Claudionor Bezerra

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

Em 42 a.C., Júlio César foi formalmente deificado como “o divino Júlio” para todo o império romano. Mais tarde seu filho adotado, Otávio (mais conhecido pelo título “Augusto”), em 27 a.C., tornou-se conhecido como “divi filius” (filho do deus). Nesse mesmo período cresceu o culto ao imperador, em cada província governantes locais disputavam quem melhor agradava ao imperador construindo estátuas grandiosas e obrigando as pessoas a reverenciarem como “Kyrios-Senhor” o imperador de Roma. O culto ao imperador não demandava ser exclusivo, as pessoas poderiam continuar reverenciando outros inúmeros deuses existentes no Panteão, esse era apenas mais um.

Espalhados por diversas partes do império romano estavam os judeus e suas sinagogas. Havia, portanto, um acordo que permitia que os judeus mantivessem suas reuniões e não fossem obrigados a cultuar a semelhança dos romanos. Da mesma forma na Judéia respeitou-se o serviço do Templo de Jerusalém e certo nível de administração de questões locais por meio do Sinédrio. Apesar de várias revoltas serem contidas com frequência na Judéia, tudo parecia estar no seu lugar. Até que um grupo de judeus, chamados de cristãos pela primeira vez em Antioquia da Síria, agora percorriam o império convencendo judeus e romanos que havia um único Deus. Que esse Deus enviou o Messias esperado pelos judeus, que ela era o Filho de Deus e o Senhor de toda a terra! Você consegue imaginar o tamanho do problema?

A mensagem de Cristo foi recebida no império romano como sendo altamente subversiva. Eles não apenas não adoravam os deuses romanos, eles se recusaram a adorar o imperador romano como “filho de Deus” e “Senhor”, e mais: eles estavam comprometidos a levar essa mensagem para que outros se tornassem tais como eles. Não deu outra: foram perseguidos, torturados e mortos, mas a mensagem do Evangelho prevaleceu! Isso porque o EVANGELHO é exatamente isso: a mensagem de que há um REI, e seu Reino não é deste mundo, pois não se estabelece pela força, como era o reino de César. Era um reino que não privilegiava alguns em detrimentos de outros, mas enxergava cada ser humano como sendo alvo do amor de Deus e chamava cada ser humano para ser parte da família de Deus.

Os tempos hoje são outros, mas a mensagem é exatamente a mesma. O Evangelho continua sua marcha subversiva, rejeitando os ídolos do nosso tempo, recusando se inclinar aos “senhores” do panteão do século vinte e um, sejam eles sem rosto e sem estátua, tais como o materialismo, consumismo, a vida líquida das redes sociais e tudo o mais que desumanize e destrua a vida humana. A mensagem do Evangelho não mudou, talvez precisamos reconsiderar se já não é hora de abrirmos os olhos e romper com aquilo que diminua ou se oponha a confissão mais básica dos primeiros cristãos, “para que ao Nome de Jesus se dobre todo joelho, dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Fp.2.10,11).

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07
maio

Artigo – Por Maurício Romão

OS PARTIDOS E A REALIDADE SEM COLIGAÇÕES

 

A evidência empírica das eleições proporcionais de 2020 no Brasil, sem as coligações, realçou três fenômenos na comparação com o pleito de 2016: (1) diminuiu o número de partidos em disputa; (2) diminuiu o número de partidos com representação nas Câmaras Municipais e (3) diminuiu o número de vereadores eleitos por siglas pequenas.

Com respeito ao item (1), considerando uma amostra de cidades de diferentes tamanhos dos 26 estados da federação, constata-se que houve redução média global de 44% no número de partidos disputando as eleições entre 2016 e 2020, algo como de 22 para 14 partidos.

Chame-se à atenção que nos grupos de cidades de menor porte (40 mil habitantes, 15 mil habitantes, e as menores dos estados) 16 siglas, em média, disputaram as eleições de 2016, mas esse número caiu para sete em 2020, uma queda de cerca de 56%.

Com base na Tabela publicada abaixo, é concebível inferir que há uma relação direta entre o número de partidos disputando as eleições e o tamanho das cidades: quanto maior o tamanho, maior a quantidade de partidos em concorrência e vice-versa.

Por outro lado, na comparação entre 2016 e 2020, nota-se que à medida que o tamanho das cidades vai decrescendo, vai aumentando o percentual de partidos que deixou de concorrer às eleições.

É oportuno mencionar ainda que no grupo de menores cidades de cada estado e naquele cuja população gravita no entorno de 15 mil habitantes as coligações eram destacadamente predominantes em 2016.

Tanto assim é que nos 26 estados somente coligações disputaram as eleições em 15 cidades de cada grupo mencionado. Não houve nenhum partido isolado, em vôo solo.  Isso só aconteceu em 11 cidades de cada grupo, quando uma ou duas siglas, no máximo, destoando do resto, todas coligadas, se aventuraram em competir isoladamente.

Os dados retirados da Tabela projetam, assim, a perspectiva de que uma menor quantidade de siglas, aquelas mais sólidas e competitivas, é que subsistirão no emaranhado quadro partidário do país.

Evidenciou-se também, ao fim do primeiro turno das eleições recém-findas, expressiva redução do número de partidos com representação nos legislativos locais dos municípios brasileiros, como estatuído no item (2).

De fato, os dados mostram [Portal G1, 25/11/20] que as Câmaras com até seis partidos, que em 2016 respondiam por 50% dos municípios, agora são 82% do total. Em contrapartida, caiu a quantidade de municípios com mais de seis legendas nos Legislativos locais, de 50% em 2016 para 18% em 2020.

Chamou à atenção, principalmente, o fato de que entre as duas eleições o total de cidades que tinha até três partidos com vereadores nas Câmaras sextuplicou, subindo de 262 para 1.565. Isso quer dizer que 28% das atuais 5.568 Câmaras de Vereadores do Brasil têm, no máximo, três siglas com representação.

Essa queda na quantidade de partidos com vereadores eleitos sinaliza para redução da fragmentação partidária brasileira, considerada uma das maiores do mundo, ensejando melhor exercício da governabilidade por parte do executivo, maior racionalização dos trabalhos no Parlamento e conseqüente melhoria da qualidade legislativa.

Por último, em relação ao item (3), o número de vereadores eleitos pelos 10 menores partidos (chamados de partidos nanicos) reduziu-se de 1.378 para 623 entre 2016 e 2020 [Poder360], uma queda de 55%, expondo as dificuldades dessas agremiações de pequeno porte de elegerem representantes nos legislativos quando são obrigadas a concorrerem isoladamente.

Esses números, vistos em conjunto, mostram que o fim das coligações proporcionais pode estar ensejando um salutar processo de reconfiguração do arcabouço partidário brasileiro ao longo do tempo, com menos disputantes, maior compactação quantitativa de siglas (hoje são 33) e conseqüente diminuição de sua fragmentação.

As causas que estão gerando este novo contexto partidário não são estranhas ao meio político.  Com efeito, alguns desses partidos são meros expectadores do processo eleitoral. Não têm densidade de votos e muito menos representação parlamentar, exceto um caso esporádico ali, outro acolá (atestado disso é que em 2020 quatro partidos lançaram candidatos, mas não elegeram sequer um vereador nos 5.568 municípios brasileiros). Sobrevivem à custa do fundo partidário e de emprestar apoio a agremiações mais fortes.

Como não há mais o exercício de poder dos grandes partidos em atrair siglas para o seu entorno, mediante concessão de vantagens em troca de cauda eleitoral, situação corriqueira na época das coligações, essas siglas ficam sem estímulos externos para concorrer.

Ademais, sem absolutamente nenhuma chance de ascenderem ao Legislativo por seus próprios méritos eleitorais, tais siglas preferem não incorrer nos custos da disputa: os administrativo-financeiros, os contábil-fiscais e, pelos resultados inexpressivos nas urnas, os político-eleitorais.

O fato é que o longo período do instituto das coligações proporcionais gerou uma perniciosa acomodação no sistema político-partidário-eleitoral do país, criando uma cômoda zona de conforto para a maior parte das agremiações, um verdadeiro jogo de ganha-ganha em que a estruturação, a qualificação e a solidez dos partidos não eram motivo de preocupação.

Daí a histórica resistência no Congresso em acabar com o mecanismo das alianças, apesar de haver um quase consenso de que a fórmula era a grande distorção no sistema eleitoral de lista aberta em uso no Brasil.

Enfim, mantido, como é de se esperar, o regramento da reforma eleitoral de 2017 – o fim das coligações proporcionais e a cláusula de desempenho partidário -, a solução para as agremiações com pouca ossatura de votos é enveredar pelo único caminho que lhes restam: o da fusão com outras siglas, através da qual podem ganhar envergadura para a disputa eleitoral e justificar a razão política de suas existências.

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04
maio

Artigo – Por Adriano Oliveira

De quem é a responsabilidade?

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São 400 mil mortes. O Brasil procura um responsável. O contrafactual entra em cena. Serve para especularmos. Se o presidente da República fosse outro, a Covid-19 mataria tanta gente? Parcela do eleitorado responsabiliza alguém por tantas mortes? O tempo poderá trazer as respostas.

Por que o presidente da República não incentiva o uso de máscara? Por que o presidente da República não centralizou no governo Federal as ações contra a Covid-19? Por que a vacinação no Brasil está lenta? Por que o governo Federal não dialoga com prefeitos e governadores para que ações contra a Covid-19 sejam únicas e organizadas? Por que o governo Federal não apoiou/apoia medidas de isolamento social? Por que um ministro declarou que tomou vacina escondido? Por que três ministros da Saúde foram demitidos em plena pandemia?

As perguntas apresentadas são vitais para decifrarmos o que motivou o Brasil a chegar a terrível marca de 400 mil mortes. É possível que a CPI da Covid-19 encontre respostas. O governo Federal tem a sua narrativa. Ele criou, em parceria com o Congresso Nacional, o Auxilio Emergencial. Socorreu empresas. Liberou recursos para que Estados e municípios enfrentassem a Covid-19. Comprou e está comprando vacinas. Diante da grande tragédia, o presidente da República agiu.

Se algumas ações do governo Federal foram meritórias no enfrentamento à Covid-19, por que o presidente Bolsonaro insiste em ter estilo refratário à ciência e ao diálogo? Imagina se o presidente apoiasse, desde cedo, a vacinação. Agisse em parceria com governadores e prefeitos. Inclusive, visitando municípios e verificando com seus olhos as ações de enfrentamento a Covid-19.  Imagina se o presidente Bolsonaro usasse máscara sistematicamente.

Mais casos de Covid-19, maior impopularidade do presidente da República. Tal relação é observada desde o início da pandemia. Embora a estabilidade em sua popularidade seja observável nas últimas pesquisas. A negação da ciência pode impedir a reeleição do presidente Bolsonaro. Por outro lado, é possível que parcela do eleitorado não venha a responsabilizar ninguém pela tragédia. Neste caso, os mortos tendem a ser esquecidos. O eleitor reconhecerá, ou já reconhece, que tantas mortes fazem parte do novo cotidiano. Ressalto: não desprezo a hipótese de que o esquecimento da tragédia venha a existir em parte do eleitorado em 2022.

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25
abril

Sobre “apenas” ser discípulo! – Por Claudionor Bezerra

 

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

Saber tocar a alma dos outros reverenciando a liberdade e soberania do Espírito é algo sobre o qual os que se propõem a ensinar pessoas precisam saber. Algumas questões para mim já estão tão sedimentadas e tão profundamente enraizadas que trazê-las à tona me parece ser uma enorme perda de tempo… mas aí eu preciso lembrar que para o outro pode ser a mais importante questão da sua vida. É um exercício de domínio próprio, ao passo que para o outro é um ato de misericórdia.

Tenho orado para que não seja impaciente com a dor e a questão do meu próximo. Tenho pedido a Deus para ser paciente e tolerante com questões insignificantes para mim, mas que podem alterar para sempre os que estejam esperando de mim uma palavra de orientação. Há tempo para todas as coisas… e cada um tem o seu tempo. Acima de tudo é preciso reconhecer a complexidade do ser humano. Por isso que ninguém deveria acelerar processos.

Deixe que cada um faça suas próprias descobertas. Não queira ser “deus” para o seu próximo. Seja apenas um facilitador de consciências. Seja um apontador de caminhos. Seja uma referência para que outros sigam seus passos. Mas permita que cada um faça sua própria “viagem”. É assim que vejo Jesus agindo nos Evangelhos.

Para alguns ele apenas disse: “Vem”! E isso era suficiente. Outros, no entanto, queriam vir e ele dizia: “Não venha”!. Até quando estava dando suas últimas instruções ele desenhou destinos diferentes para seus discípulos. Por que cada “um” é “um”. E o mistério insondável da graça de Deus é que Ele trata com esse “um” que nos habita.

Eu aprendo com Jesus a não tratar a vida como um processo industrial. Eu aprendo com o Mestre a não querer produzir discípulos em escala. Meu chamado é para saber ouvir, saber ser ombro, saber estender a mão e oferecer minha voz como um som de graça e conforto a quem precisar. Mas é porque também sou um ente em processo de construção que jamais me punirei quando falhar.

Quero aprender a responder que O amo todas as vezes que falhar. E quero saber ouvir dele tantas vezes quantas forem necessárias: apascenta minhas ovelhas! Quero apenas ser discípulo e espero que esse meu QUERER, quem dera, possa lhe estimular a querer ser também!

05
abril

A igreja tem um tesouro que os governantes deste mundo precisam conhecer – Por Claudionor Bezerra

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

Segundo consta do livro de 2 Crônicas Cap.9, no Antigo Testamento, uma das visitas mais ilustres recebidas por um Rei de Israel foi a da Rainha de Sabá. O texto bíblico dá conta de que “nunca se viram tantas e tais especiarias como as que a rainha deu ao Rei Salomão”. Essa célebre soberana também consta no Alcorão e nos relatos históricos da Etiópia e do Iémen, possivelmente estamos falando de uma mulher negra, linda, poderosa e sábia. A razão da sua ida a Israel se deu pela fama da SABEDORIA de Salomão, que era o maior de todos os seus TESOUROS.

Essa ideia de um rei/rainha de outras nações vindo a Israel para admirar os tesouros da sabedoria do seu Rei sempre povoou o imaginário judaico. Razão porque era popular nos dias do apóstolo Paulo o livro “Sabedoria de Salomão”, considerado um dos mais famosos livros deuterocanônicos da Bíblia do final do primeiro século. Em resumo, o livro é um convite aos governantes pagãos para olharem para a comunidade de Israel e aprenderem a governar com sabedoria. O amor de Yahweh e a resposta amorosa do seu rei e do seu povo a esse amor seria o maior tesouro que Israel teria a oferecer aos governos do mundo.

Paulo muito provavelmente tinha conhecimento desse livro. Não somente isso, quando ele escreve aos Efésios (3.8-13) ele parece utilizar palavras e expressões desse livro, mas dando-lhe outro significado. Agora por meio da Igreja, constituída dentre judeus e gentios, os principados e potestades, seja na dimensão terrena ou celestial, podem conhecer o tesouro da multiforme sabedoria de Deus, de acordo com o seu eterno plano que ele realizou em Cristo Jesus. Isso implica que os governantes do mundo, caso queiram governar com sabedoria, poderia simplesmente olhar para a Igreja e perceber como Deus iniciou seu governo justo no mundo que terá sua consumação quando Ele renovar todas as coisas, céu e terra, e estabelecer seu governo de justiça através de Jesus, o Messias.

Há uma grande e poderosa lição aqui. A “igreja” (em aspas porque alguns grupos que se dizem igreja já não carregam mais qualquer marca ou qualidade do Evangelho de Jesus) não influenciará os governantes desse mundo pela sua capacidade de transitar nos corredores do poder, pela sua envergadura econômica, pela radicalização fiel a qualquer ideologia política, pela manipulação dos fiéis ou pelo preenchimento de cargos e funções supostamente em nome de uma missão dada por Deus.

A Igreja influenciará os governos deste mundo simplesmente por ser Igreja. Vivendo a realidade de um reino de justiça, proclamando e encarnando os conteúdos do Evangelho e revelando, no seu trato com os de dentro e os de fora, a multiforme sabedoria de Deus. Tendo Jesus como seu tesouro de insondáveis riquezas, a Igreja oferece ao mundo um modelo esperançoso de que o seu Rei e Senhor virá mais uma vez em glória e estabelecerá um novo céu e uma nova terra onde a habita a justiça.

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22
março

As dores são inevitáveis…até ser Cristo formado em vós! – Por Claudionor Bezerra

“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.” (Gl.5.1)

 

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

Eu sei que Paulo seria um homem de dores entre nós. E assim sendo, ele não seria diferente de Jesus. Foi experimentando as dores da existência que o nosso Senhor nos ensinou o caminho da vida. Jesus chorou muitas vezes. Mas Ele nunca chorou por si mesmo, aliás, foi Ele mesmo no caminho do Gólgota que disse: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!” Assim também Paulo, como um homem do Evangelho, comparou essa tristeza como sendo as “dores de parto”.

Para entender isso é preciso compreender que a pregação do Evangelho inevitavelmente não ocorre sem o desconforto que ela gera nas estruturas do nosso ser. A mensagem do Evangelho confronta nossos valores, conceitos e visão de mundo. Paulo disse aos da Galácia certa vez: “Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?” Para o apóstolo, o “dizer a verdade” aponta para tudo aquilo que sendo dito FORMA em mim o CARÁTER DE CRISTO! Por isso diz: “meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós”. Essa é a única verdade a ser dita! Agora, pense um pouco! O que é “ser Cristo formado” em nós?

Ora, é simples. É nos tornarmos semelhantes a Ele. Amáveis, misericordiosos, pacificadores, solidários na vida, atentos a necessidade do próximo, sem apegos bobos a poderes, títulos ou posições… etc! Assim sendo, é em razão disso que Paulo sente as dores de parto. Logo, sempre que algum ensino promove a desconstrução dos valores do Evangelho isso precisa ser denunciado como mentira e declarado como sendo o espírito do anticristo. Mesmo que esteja revestido de aparência de justiça, como era o caso do retrocesso ao jugo da Lei no caso dos gálatas.

Mas não é fácil! É doloroso. Paulo sabia disso. Todavia, o fruto dessa consciência é uma vida pacificada, cheia de toda esperança e de trabalho vibrante e frutífero para o Reino de Deus.

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14
março

E os bárbaros se levantarão no dia do juízo! – Por Claudionor Bezerra

“Os habitantes da ilha mostraram extraordinária bondade para conosco. Fizeram uma fogueira e receberam bem a todos nós, pois estava chovendo e fazia frio” (At.28.2, NVI)

 

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

Bárbaros! É essa a palavra que Lucas usou e que a Nova Versão Internacional traduziu como “habitantes da ilha”. Eram assim chamados primeiro por uma razão linguística, “barbarois” era um modo de identificar aquela gente de fala enrolada! Depois acabou virando sinônimo de gente inferior, de cultura inferior, de costume inferior… ou seja, é o conceito mais popularizado de “bárbaros”. Então… você percebe o susto de Lucas?

Leia de novo: “Os habitantes da ilha mostraram extraordinária bondade para conosco”! É isso mesmo. Há bondade entre os bárbaros! Chovia e fazia frio. Um punhado de homens exaustos e medrosos, de olhos arregalados com medo de terem escapado da morte no mar e encontrado a morte nos bárbaros. Tolice! Os bárbaros os acolheram. Fizeram uma fogueira. Acalmaram a todos. Lucas ficou estupefato! Eram realmente “bárbaros-civilizados”. Eram homens de bondade extraordinária.

Sabe quem se uniu na bondade dos bárbaros? Paulo. Veja: “Paulo ajuntou um monte de gravetos; quando os colocava no fogo, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se à sua mão.” Pois é. Paulo encontrou durante sua jornada muito religioso “babando” de raiva, mas os bárbaros pareciam amigos de longas datas, fizeram até fogueira juntos! É verdade que também eram limitados de discernimento e informação, eram místicos.

Primeiro julgaram Paulo como um amaldiçoado por ter se livrado de uma catástrofe no mar e depois vir a morrer pela picada de uma cobra. O senso de justiça divina que eles possuíam era semelhante aos dos amigos de Jó. Depois foram para outro extremo e, quando perceberam que Paulo não morreu, disseram: “É um deus”! Não sabemos quem eram estes bárbaros, mas não tenho nenhuma dúvida, a graça extraordinária do Evangelho foi quem proporcionou o episódio da cobra. Sim. Foi o meio para Paulo naquela noite fria, no calorzinho da fogueira, falar do Evangelho para seus novos amigos “bárbaros”! Não tenho medo e digo: MUITOS BÁRBAROS SE LEVANTARÃO NO JUÍZO! Sim.

Contra aqueles que dispondo de MUITA informação não são capazes de fazer CALOR para ninguém. Sabe a quem aqueles bárbaros serviam quando acolhiam aos náufragos naquela noite fria: a JESUS! Eram a JESUS que eles serviam sem saber! Sem informação.

Ainda cheios de confusão de raciocínio. Mas no espírito do Evangelho. Não me admira nada que NAQUELE DIA, aquela gente de fala enrolada, os “barbarois”, digam surpresos: “E quando fizemos isso por ti?”. E Jesus dirá: “Quando acendestes o fogo naquela noite. E aqueceram os que estavam com frio. E alimentaram os que estavam assustados do pavor da morte. Foi a mim que fizeram. E tem mais: lembram daquele homem que foi picado pela cobra? Era Paulo. Meu servo […] PAULO! Vem aqui. Tem alguns amigos que você precisa reencontrar!”.

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18
fevereiro

Panorama – Com Ralph Lagos

O início – O governo Fabio Aragão começa cheio de desafios. Dentre eles, honrar o discurso que emplacou na campanha e provar que tem como fazer melhor do que já foi feito. Nesse contexto se encontra a parte política que precisa ser assistida pelo Prefeito, que pela sua curta carreira na política percebe-se que não é o seu forte. Com isso, o Prefeito Fábio terá a tarefa de fazer uma grande gestão e manter o seu grupo unido para as eleições vindouras.

O Início – Quem também começa um novo legado é o vereador Capilé, agora Presidente da Câmara de Vereadores. O Presidente Capilé eleva o grupo verde para o patamar de vitrine. Sendo assim, começa a ser analisado também. Por isso, que o Vereador Presidente tem tanta responsabilidade nas suas costas. Não é apenas guiar a Câmara, é guiar como maior nome com mandato do seu grupo.

O recomeço – Já quem está em um período de recomeço é o ex Prefeito Edson. Ele viu o grupo que era tido como imbatível por alguns, ruir até chegar na terceira colocação no último pleito. Não será uma tarefa fácil reerguer o grupo denominado Boca Preta, porque existem muitas ranhuras entre os azuis. Muitas delas vindas do governo Edson, outras tantas vindas da própria eleição de 2020. Troca de farpas entre grandes caciques do grupo são facilmente identificadas e isso pode respingar em 2022. Quando Alessandra tentará a reeleição e Edson pode concorrer para a Câmara dos Deputados. O ex Prefeito já deixou claro que a prioridade é a manutenção do mandato de Alessandra.

O recomeço – Outro que está em um período de recomeço é o Deputado Diogo Moraes. Diogo tomou novamente as rédeas do seu mandato e demostra muita empolgação no que isso pode render. Sem nenhuma indicação no secretariado do Prefeito Fábio, ele mantém o comportamento de um aliado de primeira linha. Vale salientar, que a postura do Deputado Diogo sempre foi de não interferência na escolha de secretários. No Governo Edson, o Deputado também não indicou ninguém para o primeiro escalão.

Ausente – Com slogan presença e coração a Deputada Alessandra Vieira vem se destacando no seu mandato. A Deputada é sim uma figura de muita presença no dia a dia das cidades que lhe servem de base eleitoral. Vem cumprindo também um mandato interessante do ponto de vista da legislatura. Mas levou falta, e ficou ausente no quesito emendas parlamentares para a capital da moda no ano de 2021. Esperamos que no próximo ano a Deputada volte a ser presente em todos os quesitos.

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17
fevereiro

Retome sua vida. Revisite sua história. Reencontre seu passado! – Por Claudionor Bezerra

“Mas Jesus disse que não. “Volte para o meio dos seus amigos”, disse Ele, “e diga-lhes que coisas maravilhosas Deus fez por você; e como Ele foi misericordioso”.” (Mr.5.19, Bíblia Viva)

 

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

Um monstro! Assim pode ser definido aquele homem que morava entre os túmulos. Sua violência colocava em risco a comunidade, razão porque fora acorrentado como um cão raivoso. Não adiantava! Sua força descomunal era invencível. Dia e noite aterrorizava nos arredores de Gadara. Não porque faltasse exorcistas, nos dias de Jesus haviam muitos. Mas com o endemoninhado de Gadara ninguém obteve sucesso. Até que chegou o mais VALENTE! Jesus ainda estava no barco e o “monstro gadareno” foi ao seu encontro e PROSTROU-SE. Isso mesmo, prostrou-se! Reconheceu o Soberano do Universo, encurvou-se perante aquele que possuía autoridade sobre todas as forças espirituais do mal.

O resto da história você conhece. O resultado: Um homem perfeitamente sadio, vestido e sentado desfrutando da serenidade e da paz que durantes anos lhe havia sido sonegado. E agora? O que fazer? Ora, o que qualquer um faria: seguir a Jesus por onde quer que Ele fosse! Mas Jesus disse que NÃO! Como assim? Como Jesus poderia despedir um ex-endemoninhado sem antes lhe oferecer nem que fosse um mini-curso de missões? E a classe de catecúmenos?

Ora, se esse rapaz iria começar alguma coisa ele deveria pelo menos receber um treinamento teológico intensivo! Mas Jesus disse que NÃO! Ele não iria com os demais discípulos. Para ele, a missão foi clara: “Volte para o meio dos seus amigos”. Retome sua vida. Revisite sua história. Reencontre seu passado. E mais: “e diga-lhes que coisas maravilhosas Deus fez por você; e como Ele foi misericordioso”. Não minimizo a importância da informação correta a respeito do Evangelho… quanto mais nítido for o conteúdo do Evangelho, melhor.

Todavia, para cumprir sua missão, o ex-monstro, e agora DISCÍPULO de Jesus, precisava de um coisa apenas: ser propagador da misericórdia que lhe alcançou! Sem essa dimensão experienciável o testemunho do Evangelho será apenas transferência de informação. A tendência do evangelicalismo atual é para o enclausuramento de “guetos”! Jesus disse: “volte para o meio dos seus amigos”!

A alienação religiosa é tão cruel que, na contramão do que disse Jesus, exclui os novos “fieis” ao isolamento dos “amigos” agora chamados de “mundanos”! De modo que estes tais nem podem mais ser chamados de amigos, mas somente potenciais novos prosélitos. Horroroso! Escute bem! A misericórdia lhe alcançou? Então volte aos seus amigos e diga a eles o que Jesus fez com você! Mas lembre-se: Não seja um “testemunheiro” de si mesmo, mas diga ao mundo como a Graça de Jesus transforma “monstros” em discípulos! Vá em frente! Você nunca estará longe dEle!

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08
fevereiro

Quem lhe representa? – Claudionor Bezerra

“É, comi, ” admitiu Adão, “mas foi a mulher que o Senhor me deu que me ofereceu a fruta, e eu comi.” (Gn.3.12, Bíblia Viva)

 

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

Deus criou Adão como um “homem”. O pecado fez dele um covarde! Frouxo mesmo! Incapaz de assumir suas responsabilidades. Era isso o que o diabo-serpente queria mesmo: um homem de meias verdades. Assumiu prontamente que comeu a fruta proibida, mas ao invés de fazê-lo no espírito de arrependimento e confissão, ele o faz carregado de justiça própria e com o dedo apontado para Eva. Mas ele não apenas transferiu sua responsabilidade para Eva.

oi terrivelmente além! Quem criou Eva? Adão, ousadamente, lembra Deus que foi Ele mesmo quem a criou. Ou seja: Adão errou… mas errou por causa de Eva… e ainda por causa de Deus que criou Eva! Lógica perversa. Demoníaca. Rapidamente Adão deixou de se “parecer” com Deus e se tornou “semelhante” ao diabo-serpente.

Infelizmente, nesse particular, a história testemunha contra nós. Somos “naturalmente” como Adão. Gostamos de transferir “culpas”. Quando não existe uma “Eva” para dedurarmos, somos habilidosos em criar “bodes expiatórios”. A culpa é da sociedade! A culpa é da família! A culpa é do sistema político! A culpa é do DNA! A culpa é do vizinho! A culpa é da igreja! A culpa é de Deus!

Precisávamos urgentemente de um outro Adão. Ele veio. Ele não transferiu nenhum culpa, Ele era inculpável! Mas ele fez o IMPOSSÍVEL! Ele atraiu a culpa. Ele a chamou para si voluntariamente. Ele morreu por “culpas” que não eram suas. Foi o apóstolo Paulo quem descreveu a diferença entre estes dois “Adão’s” (Rm.5.12-21).

Um gerou pra morte, o outro faz renascer pra Vida! Um foi maldição pelas obras, o outro salvação pela graça! Um promoveu separação, o outro reconciliação! Um se escondeu nas trevas, o outro resplandece como luz! Um atraiu o castigo, o outro oferece o perdão! Um trouxe condenação, o outro justificação! Um é o pai da raça, o outro é o Senhor da História! Qual é o seu Adão? Quem lhe representa? De quem você é filho? Da culpa condenatória ou do perdão gracioso? Pense nisso!

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05
fevereiro

Panorama – Com Ralph Lagos

A minha homenagem ao nosso Ara

 

Como é difícil escrever sobre a morte de um amigo. Mais difícil ainda é escrever sobre a morte de um amigo do quilate de Raimundo Francelino Aragão Filho, o nosso inesquecível Aragãozinho.

Ara foi uma daquelas pessoas que jamais sairão da nossa memoria. Homem simples, amado por pessoas simples. Lembro-me do episodio quando Ara fez uma cirurgia no olho, que um ônibus de pessoas da zona rural da cidade de Jataúba foi visita-lo em Caruaru. A casa ficou repleta de pessoas e Dona Janete tentava da atenção a cada um, dos que se amontoavam pra ver e ouvir Ara.

Eu ouvi muito as histórias que Ara contava. As historias de quando ele era prefeito, as dificuldades que passou, as alegrias da sua campanha vitoriosa. Mas sem duvida, o seu olho brilhava quando ele falava da sua profissão. Ara cumpriu o juramento medico com muito amor e dedicação. Lutou e salvou a vida de muitos. Lutou muito pela sua vida, foi um guerreiro. Pois acho que essa palavra é a que melhor define ele, guerreiro. Vindo de uma família que não era abastada financeiramente, lutou por sua profissão. Foi candidato em uma eleição que ninguém do seu partido quis ser. Porque a derrota era dada como certa, Ara venceu. Lutou pra ter uma família, construiu uma linda.

Ara how Ara, como você já está fazendo falta. Você partiu e deixou nos nossos corações além da dor, a certeza que homens como você estão ficando cada vez mais raros. Fica aqui a minha singela homenagem ao nosso Ara. E dizer por fim, a Dona Janete, Renata e Camila, que sei que a dor é gigante, mas deixem um pedaço no coração de vocês em meio a toda essa dor, para o orgulho do que foi esse guerreiro Aragãozinho. Santa Cruz jamais te esquecerá, Ara.

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24
janeiro

Abandone esse medo! Saia da caverna! – Por Claudionor Bezerra

“Estranho é que Ló depois ficou com medo de morar em Zoar, e foi para as montanhas. Ficou morando numa caverna, junto com as duas filhas” (Gn.19.30, Bíblia Viva)

 

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

Deus havia “puxado” Ló para a vida, mas ele desperdiçou essa graça. Ló se tornou um homem amedrontado. Sua vida paralisou. Ele não foi capaz de recomeçar. Ficou traumatizado com as perdas. O medo de Ló era realmente estranho, mas totalmente compreensível. Ló precisava “juntar os cacos” e dar a volta por cima. Mas ele teve medo! Qual era o medo de Ló? Medo de errar? Medo de gente? Medo de si mesmo? Medo da morte? Medo da vida? Ele se tornou um ser solitário. Preferiu a solidão da caverna do que o barulho da cidade. Ninguém que decida viver em cavernas goza de boa saúde psíquica.

Antes de alojar-se na caverna das montanhas de Zoar, ele já tinha se enfiado em sua própria caverna existencial. A bebida se transformou em sua companhia, a embriaguez era mais um instrumento de fuga. Nesse cenário degradante estavam as duas filhas de Ló. Sem maridos, mas ainda assim querendo manter viva a descendência de Ló. A irmã mais velha tem uma ideia terrível: “Em todo esse território não existe homem nenhum para casar conosco. Nosso pai está velho, e logo não poderá ter filhos. Vamos dar vinho a ele. Ficando embriagado, cada uma de nós se deitará com ele.” Assim foi feito. Um filho se chamou Moabe, de onde descendem os moabitas. O outro Ben-Ami, de onde nasceu os amonitas. Não se engane, Ló era um homem justo e bom (II Pedro 2:7-8). Mas sua vida foi arruinada pelas decisões erradas.

Mesmo experimentando a misericórdia do livramento faltou-lhe alegria para viver, sobrou medo. Ele arrastou para sua ruína suas duas filhas, condenadas a viver em uma caverna e tendo como esperança de perpetuidade da família embriaguez e incesto. Uma lição contundente está diante de nós: “não joque sua vida fora!” Não permita que o medo o arremesse para as cavernas da existência. Ainda dá tempo de ser feliz! Ainda existe esperança! Ainda é possível sonhar! Saia agora dessa caverna, antes que seu isolamente afete outros para o mal. Faça isso agora!

Nas paredes de um dormitório de crianças do campo de extermínio nazista de Auschwitz foi encontrada a seguinte inscrição: “Amanhã fico triste, Amanhã. Hoje não. Hoje fico alegre. E todos os dias, por mais amargos que sejam, Eu digo: Amanhã fico triste, Hoje não.” Entendeu? Faltou a Ló o que transbordou nessas crianças! Tome a mesma decisão, todo dia, Deus vai lhe ajudar!

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18
janeiro

O pior presente de aniversário que alguém já recebeu! – Por Claudionor Bezerra

“Peça-me qualquer coisa que você quiser”, prometeu o rei, “ainda que seja a metade do meu reino, e eu o darei a você!” (Mr.6.23, Bíblia Viva)

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Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

Música ao vivo, muita bebida e comida, além de gente importante para todo lado. Não podia ser diferente, era a festa de aniversário do rei Herodes! Enquanto a farra corria solta lá em cima, no calabouço estava um homem, ou melhor, uma VOZ! Era um estranho para o seu tempo. Não inaugurou nenhuma escola de rabinato e, muito menos, arrebanhou discípulos para perpetuar seu nome. Pelo contrário, seu lema era: “convém que Ele cresça, e que eu diminua”! Herodes até gostava do prisioneiro João, razão porque o considerava um homem “bom e santo” (Mr.6.20). Mas as “impressões” de bondadismo de Herodes não resistiu ao enfrentamento profético das suas devassidões morais. João denunciou o adultério praticado contra o seu próprio irmão. Herodias, a adúltera perversa, aguardava como uma fera a espreita da sua vítima o momento certo de se vingar de João. Pois bem, voltemos a festa de Herodes. Depois de tomar umas e outras, Herodes já estava bem “alegre”.

No salão principal alguém anuncia que a filha de Herodias entraria para dançar para o rei. A música começa a tocar e uma jovem linda e atraente arrebata todos os olhares no seu balanço sedutor! Mas a beleza estonteante carregava o veneno da vingança. (Pausa para uma advertência: as vezes aquilo que é belo e atraente carrega consigo venenos mortíferos cujas consequencias são imprevisíveis) Voltemos… Herodes todo excitado e seduzido reage instintivamente: “Peça-me qualquer coisa que você quiser”! Herodias no canto do salão esboça o sorriso dos perversos! Enquanto isso, no calabouço, João orava, entre os nascidos de mulher, até aquele dia, era o maior! A filhote de serpente pergunta a “naja-mãe”: “o que peço?” A resposta: “Peça a cabeça de João Batista numa bandeja!” Ao dizer isso o rei embranqueceu! Isso mesmo! Era o Rei, tinha que cumprir sua palavra! Entristeceu-se, perturbou-se, colheu os frutos da mulher que escolheu pra chamar de “esposa”! João Batista tinha razão! Herodes não devia ter tomado aquela víbora por mulher! O presente de aniversário do rei foi uma bandeja com a cabeça de um homem “santo e bom”! Acabou a festa. A música parou. As luzes se apagaram. Restariam os fantasmas que atormentariam Herodes até a morte! João Batista foi quem lucrou! Deixou o calabouço… seguiu ao paraíso! Cuidado com as suas escolhas! Não despreze a profecia do Evangelho! Suas decisões de agora podem arrasar sua vida no futuro! Não confie nos seus instintos! Seja sempre sóbrio! Do contrário, a festa da sua vida poderá ter um desfecho trágico! Não “goste” de ouvir a Palavra e nem seja mais um que reconhece bondadismo nos homens! Seja você mesmo um santo! É verdade que você talvez visite calabouços na trajetória da sua vida, mas a estação final sempre será o PARAÍSO!

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27
dezembro

SOBRE A PARÁBOLA DA FIGUEIRA E UMA EXISTÊNCIA QUE PRODUZ FRUTOS NAS DIFERENTES ESTAÇÕES DA VIDA…

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

 

Para mim nada é mais revigorante do que “paradas” para reflexão sobre a vida! Claro que isso não deve ser “regra” para ninguém, eu até entendo aqueles que diante de dores atrozes em virtude de perdas preferem simplesmente “levarem” a vida do jeito que dá! Mas temo que tal postura apenas adie o inevitável encontro com o “peso” de processar o sentido da vida em algum momento. Razão porque penso que não se deve “acumular” acontecimentos para esse balanço reflexivo sobre a vida.

É óbvio que um dia lança luz sobre outro e apenas “muito tempo depois” é que certos eventos se tornam mais claros. O importante em tudo isso é não ser figueira frondosa sem FRUTO! Explico: De nada adianta parecer ser/ter uma vida digna de ser admirada pelos transeuntes ao nosso redor e NADA PRODUZIR em favor da existência. Esse é o sentido da parábola da figueira (leia Lucas 13.6-9). Claro que há ESTAÇÕES da vida em que os frutos surgem mais abundantemente, já em outras parecem nem existir! Não importa: para a vida valer a pena ela tem que ter utilidade para além dela.

O ano de 2020 se aproxima de seu final e cabe refletir se sua vida de algum modo tocou outras vidas! Se suas mãos de alguma maneira seguraram em outras mãos (ainda que figuradamente falando rsrs). Se seus olhos foram capazes de enxergar outros. Se suas pernas se moveram na direção de quem estava longe. Se seus lábios se abriram para encher a alma de quem estava vazio e seus ouvidos serviram para aqueles que abandonados queriam apenas sentirem-se acolhidos.

E esse ano como foi? Foi uma Estação ruim? Você não soube lidar bem com as mudanças? De algum modo você foi alcançado por alguma tragédia? Então é tempo de “parar um pouco” e deixar vazar as energias que sugaram sua vitalidade. Ano novo tá chegando! Vamos tentar de novo! Sempre há tempo para recomeços! Esteja pronto para frutificar nas novas estações que se aproximam!

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14
dezembro

Soube que me amavas! – Por Claudionor Bezerra

“Deus, no entanto, mostrou seu grande amor por nós, enviando Cristo para morrer por nós enquanto ainda éramos pecadores.” (Rm.5.8, Bíblia Viva)

 

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

Soube que me amavas! Quando esse “saber” se apoderou do meu ser foi irresistível! Tudo mudou. As alegrias eram mais alegres e as tristezas suportáveis. Tudo se fez dia. Mesmo nas noites escuras um “sol” invencível brilhava dentro do meu ser! Tudo isso porque eu “soube que me amavas”! Suas Palavras de misericórdia e compaixão as tomei para mim, porque de fato eram! Seu andar na vida exalando o bom perfume do Amor condescendente me inebriou!

Eu soube que me amavas! E quanto mais eu me dava conta desse amor mais suas Palavras faziam sentido! Foi um duro golpe naquilo que acreditava ser meu “eu”! Visto que meu “eu” nada mais era senão uma falsificação do ser que o mundo havia me ensinado! Sabendo que me amavas decidi negar esse “eu” esquizofrênico! Sabendo que me amavas resolvi abraçar a tua cruz! Sabendo que me amavas desejei andar na vereda estreita! Sabendo que me amavas entrei pela porta apertada! Tudo foi tão simples! Não havia condicionamentos. E como poderia? Se Ele superlativamente me amou quando não havia nada em mim digno do Seu amor!

Foi assim que soube que me amavas como ninguém jamais poderia me amar! Soube que me amavas, mas soube também que esse amor lhe foi custoso! Soube que me amavas e que livremente aceitastes o sacrifício desse amor! Foi impossível não chorar quando soube a que ponto teu Amor te levou por mim! O que antes era apenas uma história de dor, se revelou para mim uma história de amor.

Entendi o que significa: “Christo pro me”! Uma expressão de Martinho Lutero. Este também, na solidão da torre, soube que era amado! Este “saber ser amado” me livrou dos traumas da existência. Não me livrou da dor, mas me livrou do desespero. Não me livrou das tribulações, mas me livrou das angústias fatais. Não me livrou das perplexidades, mas me livrou do desânimo definitivo. Não me livrou da perseguição, mas me livrou do desamparo existencial. Não me livrou do abatimento, mas me livrou da destruição emocional.

Hoje, de fato, nem sei como viveria sem saber que me amavas! Soube que me amavas! Mas não se trata de amor de ontem. É amor de agora! Mas, agora é que tenho consciência disso! No entanto, foi indizível saber que me amavas quando ontem não te devotava nenhum amor! E assim sigo sabendo! Sabendo que me amavas desde lá! E desde lá, segues me amando!

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14
dezembro

Artigo – Por Adriano Oliveira

O PT ACABOU?

 

Imagine que você é estrategista ou hábil político. O ex-presidente Lula lhe convida para o almoço e diz: “O PT não terá candidato a presidente da República. Mas queremos indicar o candidato a vice”. Você aceitaria? Outro cenário: alguém lhe informa, em absoluto sigilo, que o STF restaurará os direitos políticos do ex-presidente Lula e ele deve ser candidato à presidente em 2022. Você descartaria Lula das suas análises?

As duas perguntas acima têm o objetivo de trazer o realismo político para a política. Em meu último livro – Qual foi a influência da Lava Jato no comportamento do eleitor? – mostrei que o PT perde eleitores desde 2010 na disputa presidencial. Revelei que a admiração ao PT estava em forte declínio. E que reagiu na disputa presidencial de 2018.

Os resultados das eleições municipais revelam forte queda do PT. No ano 2000, o PT conquistou 189 prefeituras. Em 2012, 652. Antes, em 2010, o ex-presidente Lula elege Dilma Rousseff e deixa o governo com alta aprovação. Em 2016, após intensa ação da Lava Jato, o PT conquista 256 prefeituras. E neste ano, 183. Entretanto, desde 2002, o PT ganha eleição presidencial ou disputa o 2° turno. Ressalta-se que em 2018, mesmo diante do intenso bombardeio da Lava Jato, Fernando Haddad (PT) foi ao 2° turno.

No pleito municipal, o PT declina. Nas eleições presidenciais, o PT segue como ator estratégico. O desempenho do PT na eleição municipal não sugere qual será o seu desempenho na disputa presidencial. Esta é a evidência. Portanto, não posso considerar o desempenho do PT na eleição municipal e antecipar o seu desempenho na futura competição presidencial de 2022.

Pesquisas qualitativas da Cenário Inteligência realizadas este ano em várias cidades do Nordeste revelam que o PT é associado à corrupção e à bonança. O ex-presidente Lula também. Os eleitores que não gostam do PT, independente da classe social, mostram forte decepção com o partido e com Lula em razão da corrupção. Vários deles, contudo, reconhecem os benefícios da era Lula.  Existem eleitores que, apesar da corrupção, afirmam que gostam de Lula, pois “quem nuca roubou?”.

O antipetismo existe. Porém, o lulismo também. Ambos são concorrentes. Como ambos estarão em 2022 em um cenário com Bolsonaro candidato e, possivelmente, pífio desempenho da economia? Proponho cautela na previsão quanto ao PT. Ainda é cedo.

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02
dezembro

Artigo – Por Adriano Oliveira

BOLSONARO PERDEU?

 

Antes da eleição municipal, a tese da nacionalização estava posta. No caso, as disputas locais sofreriam forte, razoável ou fraca influência do bolsonarismo ou do antibolsonarismo. Tal tese era plausível, em razão da intensa polarização observada na disputa presidencial passada e em virtude da dinâmica das redes sociais. A nacionalização influenciou fracamente as disputas municipais.

Se o efeito da nacionalização na eleição 2020 não foi intenso, não posso afirmar que o presidente Bolsonaro saiu enfraquecido da disputa eleitoral. Assim como não posso concluir que existe antipetismo intenso. Os confrontos observados em 2018 não foram fortemente observados em 2020. Isto não significa, entretanto, que eles não tenham existido fracamente.

Se o presidente Bolsonaro fosse filiado a algum partido político, como o PSL, e este tivesse conquistado, apenas, 50 prefeituras em todo o Brasil, era plausível afirmar que o bolsonarismo perdeu. Mas o mandatário da República não tem partido. Portanto, qual é o meu indicador para afirmar que o presidente Bolsonaro saiu enfraquecido da eleição municipal?

A fraca presença de Bolsonaro na eleição 2020 não revela nada, pois o raciocínio é simples: a sua forte presença na disputa municipal revelaria a sua força ou fraqueza. Portanto, não tenho evidências/indicadores para avaliar o bolsonarismo na recente disputa eleitoral. E, como frisei, o impacto da nacionalização na disputa municipal foi fraco.

Em 2022, o bolsonarismo estará presente, sem os efeitos da sua ausência no pleito eleitoral de 2020. O que não sei, neste instante, é qual será a força do bolsonarismo na disputa para presidente. Será força máxima, relativa ou fraca? O ano de 2021 dirá como o bolsonarismo chegará na disputa presidencial. Como o bolsonarismo é formado por elementos ideológicos, não considero apenas a economia para predizer a força do bolsonarismo em 2022.

Segundo pesquisa do PoderData realizada entre 23 a 25 de novembro, a aprovação do presidente Bolsonaro é de 42%. E a reprovação de 48%. Foi estratégico para o presidente da República o sumiço na eleição municipal? E se ele tivesse participado ativamente, os seus candidatos venceriam? E se o Aliança Brasil existisse, quantos prefeitos elegeria? Diante da ausência de evidências, concluo: Bolsonaro não perdeu nesta eleição.

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30
outubro

Opinião – Por Afrânio Marques

O que vem no futuro

 

Escutamos desde novos que “o futuro a Deus pertence”, sem entrar no mérito religioso e sem poder utilizar a ciência histórica, a qual trata do tempo passado e não do futuro, vamos recorrer ao auxílio da ciência política para a construção de um simples cenário político local.

Temos vários fatores hoje que terão impactos direto na administração local no próximo ano, a exemplo da taxa de desemprego de 13,7 milhões de pessoas, uma retração no PIB de 5% e uma segunda onda da pandemia da covid-19, já acontecendo na Europa.

Como se não bastasse os problemas já existentes na saúde, educação, infraestrutura, segurança, o não pagamento do Santa Cruz PREV em torno de R$12,5 milhões, máquina pública inchada, falta de planejamento, funcionários públicos desmotivados, dentre outros.

 Logo, vemos que os desafios do futuro gestor serão enormes diante do cenário apresentado anteriormente. Os problemas já existentes que o gestor precisa ter um conhecimento mais profundo possível e se cercar de pessoas qualificadas. E quanto a nós eleitores? Somos os responsáveis por eleger os que nos representarão e não devemos mais cometer os mesmos erros que cometemos no passado, colocando pessoas para administrar a nossa cidade sem a devida capacidade para resolver os nossos problemas.

Ligeirinho

A Sabatina dos professores – vejo como positiva a realização por parte do Sindicato dos Professores (Sinduprom), pois diante dos professores e da população os candidatos se comprometeram com a educação pública municipal e tudo foi transmitido pela Rádio Polo e rede sociais, como também gravado, o que servirá a todos de registro histórico.

Os professores e a sabatina – vejo como positiva a participação de todos, em especial, os que entenderam ser aquele momento ímpar para nos esclarecermos e questionarmos as propostas dos candidatos para a educação. Entretanto, sem corporativismo, sem querer ferir ninguém e sem entrar no mérito do direito, lamentar a racionalidade útil de alguns colegas satisfeitos com respostas sem nexo ou perguntando para encurralar, deixando de exercer o sagrado direito à liberdade.

A Sabatina e os candidatos – estão de parabéns os candidatos a prefeito Allan Carneiro, Dida de Nam e Fábio Aragão por terem comparecido. No entanto, percebemos que os candidatos da oposição Allan e Fábio se preparam mais para serem sabatinados. Alan foi o mais cobrado por não ser das alas tradicionais e o vice-prefeito e candidato Dida, mesmo com todas as informações da educação disponíveis, não se preparou para a sabatina e teve um desempenho pífio com chavões e respostas repetitivas.

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25
outubro

Ele é…! e isso basta! – Por Claudionor Bezerra

“Quando Pedro ainda estava falando estas coisas, o Espírito Santo caiu sobre todos aqueles que estavam ouvindo a Palavra de Deus!” (At.10.44, Bíblia Viva)

 

Claudionor Bezerra é Bacharel em Teologia e Especialista em Teologia e o Pensamento Religioso; pastor evangélico congregacional; Contador Especialista em Controladoria atuando como Analista Fiscal na COMPESA e Professor no curso de Ciências Contábeis na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO). Consultor e sócio na BEZERRA & ASSOCIADOS ASSESSORIA CONTÁBIL.  Casado com Mônica Vilazaro e pai de Miguel Vilazaro Bezerra.

 

Ele é livre! Soberano! Ninguém O manipula! Ninguém O condiciona! Não segue roteiros! Não se subordina a liturgias! Apesar de agir no homem, está para além das finitudes da humanidade! Ele traz luz onde existe trevas. Ele traz vida onde existe morte. Ele opera nas recâmaras do coração humano. Ele é irresistível quando atua nos subconscientes do homem. Ele é vento! Ele é fogo! Ele é rio transbordante! Ele dança sobre as águas. Ele sustenta a criação. Ele visita o cosmos e renova a face da terra. Ele opera com poder. Ele suplanta as leis da materialidade. Ele é gracioso. Não se suja com o sujo, nem se impurifica com o impuro. Mas ao sujo Ele, limpa. Ao impuro, purifica.

Ele é zeloso. Ele tem ciúmes daquilo que possui. Ele se entristece com o vacilante. Mas se derrama em alegria ao que se submete em gozo. Ele fala. Ele orienta. Ele corrige. Ele é Um, sendo Trino! Ele é fonte inesgotável de consolo. É intercessor para os desanimados. Ele é assim: Indefinível. Naquele dia Ele decidiu se derramar sobre aqueles cujo coração se arregaçavam para o Evangelho! Fez isso livremente. “Pedro ainda estava falando”! Ele não recebe ordens! Ele sopra onde quer. Ali não houve rituais, palavras mágicas ou qualquer coisa do gênero! Era obra santa, genuína, não falsificada ou fabricada. Não veio sobre um grupo seleto, nem tampouco sobre alguns “iluminados”. Veio “sobre todos aqueles que estavam ouvindo a Palavra”. Estes foram batizados nEle! Cheios dEle! Selados por Ele! O louvor era o sinal da presença dEle.

As línguas eram prova contundente e inconteste que a dádiva do Evangelho era para todos! Face a sua atuação os homens se admiram e são vencidos. Não há mais argumentos. Cessou-se toda tese. Findou-se qualquer justificativa. Como negar o símbolo para aqueles que já receberam a realidade, foi essa a constatação: “Pode alguém negar a água, impedindo que estes sejam batizados?” (At.10.47). Assim, como não estender a destra de comunhão àqueles que foram abraçados e beijados pelo Espírito? Nesse dia a percepção da sua presença foi irresistível. Mas nem sempre é assim! Haverá dias cuja manifestação dEle será silenciosa. Imperceptível! Por isso muitos tentarão reproduzir o fenômeno e falsificarão seu agir! Mas enganam-se os falsificadores, posto que Ele será sempre singular! A Palavra sempre será sua espada. Jesus a sua glória! Quem passar disso não O conheceu, nem muito menos o experimentou como os da casa de Cornélio naquele dia. Um dia que entrou na história! O dia da visitação do Espírito Santo de Deus! E você? Já foi por Ele visitado?

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23
outubro

Opinião – Por Afrânio Marques

“Eu vou postar só pra doer em você”

 

O sucesso do momento nessas eleições é muito utilizado nas redes sociais, essa estrofe acima da música é sempre usada em vídeos quando alguém de um grupo quer zombar ou trollar algum adversário.

Isso demonstra, dentre outras coisas, o quanto somos emotivos e o quanto essa nossa emotividade se reflete nas nossas ações, nas nossas escolhas, inclusive, na políticas.

Optamos por zombar ou trollar os outros para tentar provar a nossa superioridade e dos nossos candidatos, sem medir as consequências para mim, para o outro e para a cidade. Assim como, estamos tentando esconder as nossas carência e defeitos.

Assim, escolhemos os nossos candidatos por ser gente boa, por ser simpático ou até mesmo por amizade. Não os escolhemos pela razão, pelo o seu plano de governo, pelo seu preparo e capacidade para governar.  E se não der certo? A culpa é da oposição e da imprensa, pois como diz Satre: “o inferno é o outro”.

Ligeirinho

Ainda não foi dessa vez – em vídeo que circula no whatsApp, o vice-prefeito e candidato a prefeito pelo PSDB Dida de Nam afirma: “Esse negócio: ele não foi pra debate! Quem disse que eu não vou pra debate? Eu vou pra debate sim”. Mas não compareceu ao debate promovido pelo Blog do Bruno Muniz. Assim, está devendo ao povo de Santa Cruz a sua ida ao próximo debate para mostra as suas propostas, todavia, se não for de novo, correr o risco de ser chamado de fujão pelo povo.

O debate I – previsto para iniciar ás 19h, mas apenas iniciou-se ás 20h45min, quase não ia acontecendo. Os detalhes ficaram por conta da rua em ficariam os partidários do candidato Fábio Aragão, som alto, provocações, no ambiente. Enfim, prevaleceu o “bom senso” sobre a teatralização.

O debate II – estão de parabéns os candidatos a prefeito Allan Carneiro e Fábio Aragão por terem comparecido. O debate teve um bom nível e um equilíbrio, mas sem entrar no mérito de um ganhador, percebi um Allan que se preparou para o debate e foi superior em argumento e desenvoltura e, um Fábio que não fez direito o dever de casa, principalmente a partir de metade do segundo bloco, mas especialmente, no terceiro.

Renovar é preciso – a câmara de vereadores de Santa Cruz, pois o nível das discussões por falta de conhecimento é grande, contudo, confesso que estou muito preocupado pois 82% dos candidatos a vereador não possuem curso superior. Assim é preciso renovar, porém com qualidade.

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15
outubro

Opinião – Por Afrânio Marques

Eu quero é festa

 

Utilizada para comemorar uma boa colheita entre povos mesopotâmicos na antiguidade ou pelos romanos na conhecida política do pão e circo, a festa torna-se hoje, assim como em Roma, um excelente instrumento de controle.

Por outro lado, diferentemente de Roma, aqui nos restou apenas o circo com a desvantagem de não ter o pão, nem durante e nem depois da eleição. Isso demonstra que voto não tem preço, mas tem consequência.

Impulsionados ou motivados, centenas ou milhares de pessoas saem as ruas para a festa da democracia ou, até mesmo, um carnaval fora de época que foi e permaneceu sendo patrocinado pela inexistência de uma política pública de lazer e cultura nessas cidades.

Por isso, em ano eleitoral as pessoas são seduzidas pelo néctar dos deuses terrestres, o qual que fica ainda mais doce e com preços imbatíveis, bem como ainda servem de gladiadores “não forçados” a defender os seus imperadores.

Ligeirinho

É verdade I – falta lençou na UPA sim, pois a avó de minha esposa foi vítima dessa falta de respeito com o ser humana, mas isso é a consequência da “política pública da festa” existente em nosso município, pois até para comprar os lençóis foi feito um Baile Municipal. Será que o dinheiro ainda não Chegou?

É verdade II – não falta dinheiro à “política pública da festa”, pois quando eu estava exercendo o mandato de vereador fiz um levantamento e só em estrutura de festa foram gastos mais de 1,3 milhão, e nesses quase oito anos do atual governo, quase 20 milhões foram gastos em festa.

A diferença I – enquanto em Toritama a política pública do prefeito construiu quatro Escolas de “primeiro mundo” com recursos do próprio município, quantas foram feitas em Santa Cruz? Lá se comprou mais de vinte ônibus para os estudantes, inclusive os universitários são beneficiados, e aqui, quantos foram comprados? Lá…, e aqui…?

A diferença II – da “política pública da festa” para a política pública de fato é que em Toritama os funcionários públicos receberam a parte do 13º salário e enquanto aqui, alguém sabe dizer quando saí? De uma coisa eu tenho certeza: lá têm problemas também, porém a forma de administrar os recursos públicos tem sido mais eficaz.

Minha Gratidão aos Professores – “Parabéns pelo seu dia. Quero lhe agradecer pela paciência e por cada ensinamento, tenho em você uma inspiração de sabedoria e alegria. Continue sempre exercendo essa profissão com tanta excelência. Lhe admiro muito. Obrigada por tudo”. Mensagem que recebi de uma aluna hoje a qual estendo aos meus ex-professores e atuais colegas nesse 15 de outubro.

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09
outubro

Opinião – Por Afrânio Marques

A Covid-19: Acabou, Acabou, Acabou

 

Na História da humanidade tivemos três grandes pandemias: A Peste Negra ou Peste Bubônica, surgida na idade média em 1347; A Gripe Espanhola de 1918, que apesar do nome surgiu nos Estados Unidos; e em 2019, a Covid-19, que surgiu na China.

Entretanto, você deve estar se perguntando: mas o que isso tem a ver com política? Tudo. Sem entrar no mérito administrativo e política de governo, me reporto nesse momento, aos movimentos partidários e a participação popular, em especial, no interior de Pernambuco.

Temos visto milhares de pessoas indo aos movimentos dos grupos políticos em Santa Cruz do Capibaribe. Penso que eleição sem participação do povo não existe emoção, seria como uma partida de futebol sem ter a torcida assistindo ou um circo sem palhaço. Contudo, me questiono: até que ponto um líder tem direito sobre a vida dos seus liderados? Até que ponto as pessoas estão exercendo a sua liberdade quando se trata de seu sagrado direito a vida?

Portanto, observando nas redes sociais e nas ruas da cidade, vejo milhares de pessoas eufóricas indo as passeatas e as carreatas defendendo as suas cores, bandeiras e ideias a que têm direito, mas não sei até que ponto temos direito de descumprir normas sanitárias e colocar em risco a nossa vida e as das outras pessoas, com isso só nos resta pedir proteção a Deus e cantar: acabou, acabou, acabou, o corona acabou.

Ligeirinho

Acabou I – a divulgação por parte da secretaria de saúde e da imprensa dos números de caso de pessoas infectadas, recuperadas e mortas com a Covid-19, mas parece que acabou a pandemia e apenas voltará depois da eleição. Por que será?

Comparações –  parte da imprensa tem feito comentário sobre as movimentações dos grupos políticos nos finais de semana e seus respectivos volumes de pessoas, porém não têm citado as visitas dos candidatos na porta das pessoas. Fiquei surpreso com a receptividade das pessoas, com a força do corpo a corpo do candidato Allan Carneiro.

Continua – as peruas, as Fake News e os ataques divulgados por seguidores dos grupos políticos.  Essa semana apareceu nas redes sociais um print e um áudio convocando as pessoas a atacarem o candidato Allan Carneiro.

Vazou – nas redes sociais pesquisa que mostra uma disputa acirrada entre os candidatos conforme já tinha escrito em matéria aqui intitulada: A novidade na eleição de 2020.

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