NOVO PARCEIRO!

Na manhã desta sexta-feira (01) o vereador Joab do Oscarzão, que integra a bancada governista em Santa Cruz, concedeu entrevista no programa Rádio Debate, da Polo FM.

Entre os pontos, a questão político-eleitoral e também a sua saída da Secretaria Extraordinária de Habitação já que haveria, segundo o próprio vereador, mais motivos a serem ditos quanto a sua permanência, por menos de três meses, no cargo.

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Reais motivos para sair da Secretaria Extraordinária de Habitação

Durante a entrevista, o vereador voltou a sustentar que não tinha sido oferecida, por parte da prefeitura municipal, uma estrutura mínima para que a secretaria pudesse funcionar, porém foi mais além.

Joab citou também que uma de suas razões para sair da secretaria seria a descoberta, durante uma vista a ministérios em Brasília, de que a prefeitura não teria enviado documentos para que ocupações do Santo Agostinho e Barrinha (próximo a UPA 24h) conseguissem acesso Cartão Reforma, oferecido pelo Governo Federal.

Nesse ponto, a ocupação da Barrinha teria sido a prejudicada segundo ele.

“Tínhamos conseguido, em Brasília, 200 cartões reforma para Santa Cruz, sendo 100 para o Santo Agostinho e 100 para a ocupação da Barrinha, próximo a UPA. O Ministério das Cidades orienta que esses cartões sejam para áreas irregulares, como ocupações e, quando chegamos a Brasília, tivemos a notícia de que a ocupação (da Barrinha) foi reprovada porque não mandaram uma documentação. Por lá ser uma ocupação, precisa de uma carta de intenção, que seja mandada ao Ministério, pelo prefeito, dizendo que futuramente lá vai se regularizar. Foram mandadas as documentações e eu entendo que, intencionalmente, mandaram as documentações de Santo Agostinho e Barrinha e essa carta (de intenção) não chegou. Se costuma colocar a culpa no digitador, vai se quebrar no espinhaço de quem é mais pequeno”.

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Primeiro recado ao prefeito Edson Vieira

Joab continuou as críticas com a questão do Cartão Reforma, onde mandou um recado ao prefeito:

“Vou mandar um recado para o prefeito aqui no ar: Estou falando isso do Cartão Reforma porque tive uma reunião com o povo lá da ocupação na sexta e não escondi nada. Por isso, estou falando hoje e eles foram os primeiros a saber. Que o prefeito dê explicações ao povo da Barrinha. Ele precisa explicar isso daí” – frisou.

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Nome de Alessandra Vieira como pré-candidata

Joab também foi questionado sobre pontos da entrevista concedida pela pré-candidata Alessandra Vieira (PSDB) no dia anterior.

Um desses pontos, que foi dito por ela, era que seu nome como pré-candidata pelo grupo de apoiadores de Edson Vieira teria sido anunciado em fevereiro deste ano, em uma reunião com vereadores. Segundo Joab, tal reunião para discutir essa possibilidade não teria acontecido, mas sim uma com outros termos.

“A minha saída da secretaria sem avisar ninguém foi espelhada no prefeito. Ele não comunicou a ninguém que a esposa seria pré-candidata e fiquei sabendo como todo mundo, lá de Bonito. Fiz do mesmo jeito na secretaria. Não fiquei sabendo. Houve (essa reunião) depois que todo mundo já sabia, que foi convidado alguns vereadores depois que ninguém queria mais. Não houve uma convocação para ver o que a gente achava. Já estava em tudo quanto era blog e rádio a pré-candidatura de Alessandra. Fiquei sabendo como todo mundo ficou sabendo”.

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Permanência no grupo?

“Não vou sair do grupo. Agora com relação de apoio a Alessandra ou a Diogo, ou quem quer que seja, estou analisando. Vou conversar com meus companheiros, mas não só do Movimento (MTST), mas também do meu partido. Ainda vou discutir isso” – pontuou

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Conversas com Diogo Moraes e Cleiton Barbosa, que pleiteiam cargos na ALEPE

Joab foi questionado sobre seu discurso de posse na Secretaria de Habitação.  Nos bastidores, as falas de Joab com elogios à atuação de Alessandra Vieira a frente da Secretaria de Ação Social soariam como uma declaração de apoio a sua pré-candidatura a Assembleia Legislativa (ALEPE).

Para Joab, não era assim:

“Naquele dia na posse, falei da importância da inserção da mulher na política. Não fui para a secretaria por barganha para apoiar Alessandra. O sonho de qualquer integrante do movimento que luta por moradia é de ser secretário de habitação. O apoio que eu declarei na verdade foi ao apoio ao candidato do Movimento, que agora é uma candidatura mais municipalizada, em Recife. Agora eu estou livre. Conversei com Diogo e o primeiro a saber foi no prefeito. Fui ouvir ele e vou analisar também Alessandra e outros pré-candidatos. Conversei com Cleiton Barbosa, que é meu amigo pessoal, e vamos analisar. A decisão não é minha, mas do coletivo”.

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Divergências com Edson Vieira X Interesses do MTST

O vereador foi questionado se suas arestas com o prefeito Edson Vieira poderiam prejudicar interesses de integrantes do Movimento que não teriam, em tese, nada a ver com a situação. Nesse ponto, estariam casas populares com promessa de construção e entrega em locais já de conhecimento do público.

“A gente sabe que nada é fácil. Falo como movimento social, mas sabemos cobrar. Acredito que o prefeito não vai fazer jogo duro com relação ao povo da ocupação na Barrinha; mesmo já tendo feito com esse negócio do Cartão Reforma. O povo já está no prejuízo, mas se for necessário, eu vou para cima. Eu acredito que não vai chegar a esse ponto e o povo me conhece. Tenho compromisso com o povo e não tenho compromisso de 100% com Edson Vieira ou Diogo. Quem me conhece, sabe que não tenho amores, e nem morro de amores, por essa coisa de vermelho e azul”.

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Assinatura de ordem de serviço para mais 224 casas e novo recado ao prefeito

“Segunda-feira o prefeito vai estar assinado uma documentação. Nessa ida a Brasília, conseguimos mais 224 casas e tem terreno. A Câmara cumpriu seu papel e o projeto foi aprovado pelos 17 vereadores e o projeto está pronto. Só precisa de o prefeito assinar e ele já garantiu, para que possamos iniciar esse ano essas obras”.

Joab voltou a ser questionado se suas declarações de que não está satisfeito com algumas coisas do Governo Vieira poderiam atrapalhar esse processo. Sobre isso, ele disse:

“O prefeito não vai fazer uma sandice dessas, pois ele não vai estar atrapalhando o vereador Joab, mas 224 famílias que vão sair do aluguel. Ele não vai cometer um erro gravíssimo desses, em ano de eleição e com a esposa dele como pré-candidata. Mas se for necessário, a gente ocupa prefeitura, faz protesto em rua… Sou aliado, mas se for preciso ir para cima, vamos” – pontuou.

 

 

 

Falou

Expectativa – Havia uma cobrança e expectativa em relação à primeira dama de Santa Cruz do Capibaribe, Alessandra Vieira (PSDB), falar sobre a sua pré-candidatura a deputado estadual. A mesma concedeu entrevista ao programa Rádio Debate, na rádio Polo FM.

Desenvoltura – Se alguém esperava um desastre em relação à desenvoltura da entrevista quebrou a cara, contudo, a mesma tem muito a amadurecer em diversos aspectos, mas só o tempo nos dirá se a mesma conseguirá adquirir essa experiência política. Como professor, daria uma nota 5 no primeiro desafio de Alessandra.

Alfinetou – A primeira dama não deixou de alfinetar o deputado estadual Diogo Mores (PSB), onde afirmou que desde 2015 o mesmo se fez ausente do município, deixando o prefeito só em momentos delicados. Ainda segundo Alessandra, isso ocorreu com outros prefeitos que davam sustentação ao deputado.

Dispensa – Alessandra também alfinetou José Augusto Maia (Avante), afirmando que dispensaria o apoio do mesmo em uma candidatura.

Em conflito – O relacionamento entre o prefeito de Brejo da Madre de Deus, Hilário Paulo (PSD) e os professores piora a cada dia. Após o desconto das paralisações nos vencimentos dos professores, antes de completar os 30 dias habituais para o desconto, a situação azedou de vez.

Não para – A presidente do SINDUPROM-PE, Luciene Cordeiro, fez uma extensa nota em relação aos possíveis abusos do prefeito Hilário contra os professores. Segundo Luciene, o prefeito tenta amedrontar a categoria com suas atitudes, mas a mesma afirma que a luta está só começando.

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As informações e opiniões aqui expressas são de responsabilidade de seu idealizador

 

 

 

Fotos: Ney Lima (drone) e Thonny Hill

Atualização às 10h20

Na manhã desta sexta-feira (01) um veiculo de modelo Fiorino pegou fogo na área de um posto de combustíveis, na entrada de Santa Cruz do Capibaribe.

De acordo com as novas informações, logo após ser abastecido, o veículo chegou a se deslocar por alguns metros quando teria começado o princípio de incêndio por baixo do veículo.

Ao perceber a situação, o motorista saiu do carro e populares começaram a tentar apagar as chamas usando extintores, mas sem sucesso. O carro foi então empurrado até a PE-160, para evitar que algo pior pudesse acontecer, já que ele estava próximo ao posto.

Guardas Municipais chegaram ao local e realizaram o isolamento da área, sendo depois o fogo controlado pelos bombeiros militares. Ninguém ficou ferido. O incêndio aconteceu no momento em que centenas de pessoas aguardavam na fila para abastecer seus veículos.

 

 

 

 

 

TODOS OS PRESIDENCIÁVEIS SÃO IGUAIS?

 

Pedro é convidado para uma festa de 15 anos. No convite, em letras garrafais está: Traje esporte fino. Pedro, por várias vezes, lê a informação e comenta com a sua namorada a exigência da festa. Contudo, Pedro decide ir com a mesma roupa que costuma frequentar a praia de Porto de Galinhas: camiseta e sunga. Quando Pedro chegou à festa, ocorreu o previsto: todos ficaram olhando para ele. Conclusão: Pedro chamou a atenção dos participantes da festa por está vestido diferente de todos os outros.

Chamar atenção. Esta é uma regra básica do marketing político. Políticos sábios adotam o comportamento de Pedro e conseguem chamar a atenção do eleitor de modo positivo ou negativo. Mas conseguem despertar o eleitor. Na crise dos caminhoneiros, todos os presidenciáveis falaram a mesma coisa. Portanto, nenhum despertou o eleitor.

Os presidenciáveis optaram pelo discurso fácil: apoiaram a greve e defenderam a redução da carga tributária. Nenhum presidenciável propôs o debate sobre o papel da Petrobrás no mercado de combustível brasileiro. Existiam dois argumentos em relação à Petrobrás: 1)Defender intervenção do governo na empresa; 2) Defender a atuação da Petrobrás como empresa privada, sem a interferência do governo. Todos optaram pela alternativa 1.

Fizeram isto em razão de temer a opinião pública. Eles sabem que a maioria da população brasileira é contrária à reforma da Previdência e à privatização. É por isto que o PT conseguiu derrotar o PSDB em várias eleições. Parte da população majoritária brasileira gosta do Estado, defende o Estado e tem medo do liberalismo. Compreensível diante da imensa desigualdade social e carência econômica.

Por outro lado, a redução de tributos tem apelo popular. Porém, mais Estado, mais política social, diante de um ente estatal cheios de privilégios, impossibilita a redução de impostos sem o aumento de outros impostos. E menos imposto gera déficit público e corte de investimentos. Os presidenciáveis poderiam ter aproveitado a greve dos caminhoneiros para defender a reforma da Previdência e o fim dos privilégios no Estado. Mas não fizeram, pois temem a opinião pública e temeram contrariar as categorias que têm privilégios no Estado.

Nenhum presidenciável se destacou na greve. Ressalto, contudo, uma surpresa positiva: Márcio França. Mostrou iniciativa, capacidade para negociar e habilidade com a imprensa. Por ora, os presidenciáveis não optam por ser Pedro. Por consequência, não chamam a atenção do eleitor. E um dado: os presidenciáveis liberais ou anti PT reforçaram o discurso petista entre os eleitores.

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