02
agosto

Expectativa – Nova reunião para tentar barrar aumento de impostos no Polo de Confecções acontece nesta sexta


SEFAZ-PE – Foto: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (02) o programa Rádio Debate recebeu o empresário Valmir Ribeiro, que também é um dos membros da diretoria do Moda Center Santa Cruz.

O empresário falou sobre o resultado da reunião com membros da Secretaria da Fazenda em recife, que tratou sobre o anunciado aumento de impostos que atingem diretamente os confeccionistas.

Até o mês de junho, empresas pagavam apenas 4% do valor das mercadorias na entrada do estado, independentemente do local de compra. Com a mudança, será cobrada a diferença de alíquotas. O cálculo pode variar de 6,44% a quase 13%, a depender da região do país, em que o produto tenha sido adquirido. Entidades afirmam que não houve discussão sobre o fato.

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A primeira reunião com membros da SEFAZ

De acordo com Valmir, estiveram presentes no encontro com membros da Secretaria da Fazenda (SEFAZ), realizado no dia anterior em Recife, representantes da classe empresarial e da política das cidades de Santa Cruz, Toritama e Caruaru.

O empresário afirmou que, na reunião, foi explanado o impacto tributário para as micro e pequenas empresas do Polo (que deixaria o cenário insustentável segundo ele) e o que esse aumento de impostos poderia implicar, segundo ele, em uma decisão por parte do confeccionista a passar a vender produtos de confecção importados ao invés de fabricá-los, o que geraria desemprego.

Valmir falou sobre a justificativa da SEFAZ para promover o aumento de impostos, em especial nos 4% de ICMS pago na compra de matéria prima, que passaria para 12% e encarecendo os produtos finais:

“A ideia do governo, analisando números apenas, é que se está entrando (no Estado) muita confecção e produtos têxteis aqui no polo. É relevante esse olhar que eles tiveram e encontramos uma certa razão, mas uma coisa é analisar números e outra coisa é se levar a realidade. Eles observaram muito bem e temos visto, essa entrada de produtos finalizados, confecção, no Polo de Confecções e para gente tem sido uma concorrência bem ferrenha, principalmente com os importados. Ficou de as três cidades se reunirem amanhã e analisarem e levarem uma proposta, para que não se tire esses incentivos do produtor de confecção, pois é ele quem gera mais empregos” – disse.

Segundo ele, após essa reunião entre as cidades, uma nova reunião deve ser realizada na SEFAZ na próxima sexta-feira (04), onde deve ser levada essa nova proposta.

“Uma coisa é você taxar ou se tirar o incentivo da confecção, porque se está entrando muito. Mas outra coisa é generalizar e se tirar o incentivo da malha, do tecido, do aviamento… Isso nos prejudicou” – pontuou.

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