Dois servidores da Fundação de Cultura do Recife foram alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco na manhã desta terça-feira (30). Eles são investigados por suspeita de participação em um esquema de fraude em licitações envolvendo contratos com uma empresa prestadora de serviços de sonorização para festas juninas.
De acordo com as investigações, os crimes teriam sido praticados entre 2023 e 2024 e causado um prejuízo estimado em R$ 2,3 milhões aos cofres públicos.

A Operação Initium cumpriu oito mandados de busca e apreensão nas cidades do Recife e Paulista, na Região Metropolitana, além de Altinho e Caruaru, no Agreste de Pernambuco.
Por determinação da Justiça, também foram decretados o bloqueio de ativos, a indisponibilidade e o sequestro de bens dos investigados, além do afastamento dos servidores de suas funções públicas.

Segundo o delegado Júlio César Pinheiro, responsável pelas investigações, os servidores teriam recebido vantagens indevidas para aprovar contratos considerados irregulares com a empresa investigada.
“Um dos servidores recebeu R$ 10 mil e o outro, cerca de R$ 20 mil”, afirmou o delegado.
Por meio de nota, a Fundação de Cultura do Recife informou que, em janeiro, foi procurada pelas autoridades para fornecer cópia de um processo licitatório na modalidade pregão. A fundação afirmou ainda que, desde então, não recebeu novas notificações formais sobre o caso, mas permanece à disposição dos órgãos de controle para prestar os esclarecimentos necessários.



