31
março

Coluna


Divórcio à luz da Bíblia

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O pensamento correto sobre a natureza do casamento dá o alicerce para sabermos o que Deus pensa do divórcio. Se o nosso Deus é o Deus de aliança, e Ele não quebra nem aceita quebra de aliança, também não é de acordo que o casamento seja quebrado. O casamento é uma união vitalícia, até que a morte os separe.

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O Deus que instituiu o casamento diz que odeia o divórcio. Ml. 2:16 “Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o divórcio“. Mt. 19:6 “Aquilo que Deus ajuntou não separe o homem“. Deus nunca intencionou o divórcio, pois este contraria a essência do casamento como uma aliança que nunca deverá ser quebrada, anulada. Moisés permitiu pela dureza dos corações, mas Deus não deu a Sua bênção.

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Considerando que Deus instituiu o casamento como uma união exclusiva e permanente, Jesus chega à inevitável conclusão de que divorciar-se de um parceiro e casar-se com outro, ou casar-se com uma pessoa divorciada, é assumir um relacionamento proibido, adúltero, pois a pessoa que conseguiu um divórcio aos olhos da lei humana, ainda está casada, aos olhos de Deus, com o seu primeiro parceiro(a). Mc.10:1-12; Lc.16:18; Rm.7:2,3; I Co.7:10-14.

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Cláusula de Exceção para o Divórcio. Não há nenhum estímulo divino para o divórcio, muito pelo contrário, todas as exortações bíblicas giram em torno da manutenção do casamento. Mas, “por causa da dureza dos corações” é que dois casos são apresentados como passíveis de divórcio:

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1. Adultério – Mt.5:32 “Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada, comete adultério”. E ainda, Mt. 19:9 “Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra, comete adultério”;

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2. Abandono Obstinado do Lar I Co.7:15 “Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos não fica sujeito à servidão, nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz”. Como diz a Confissão de Westminster: “Posto que a corrupção do homem seja tal que o disponha a forjar argumentos, para indevidamente separar aqueles a quem Deus uniu em matrimônio, contudo nada, a não ser a adultério, é causa suficiente para dissolver o vínculo matrimonial, a não ser que haja deserção tão obstinada que não possa ser remediada nem pela Igreja nem pelo magistrado civil”.

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Divórcio e Novo Casamento. Mt.19:9 “Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra, comete adultério”. Entende-se que em caso de adultério, a parte inocente (traída) estará livre para casar-se novamente. “No caso de adultério depois do casamento, é lícito à parte inocente propor divórcio, e, depois de obter o divórcio, casar com outrem”. Já no caso de Abandono Obstinado, somente, (I Co.7:15) como base para o divórcio é certo, mas para casar-se novamente, é incerto. Intérpretes divergem.

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Assim seja!

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