01
agosto

Ernesto Maia busca justificar auxílio e polemiza com Valmir Ribeiro


O polêmico auxílio-alimentação, aprovado na Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Capibaribe, e as eleições 2018 foram os principais temas da entrevista do vereador Ernesto Maia (PT), concedida ao programa Rádio Debate, nesta terça-feira (01).

O petista falou sobre o protesto organizado para o retorno das sessões, nesta quinta-feira (03), e comentou as conjunturas possíveis, para o pleito do próximo ano, voltando a afirmar que não sobe em palanque com Edson Vieira (PSDB), Bruno Araújo (PSDB) ou Paulo Câmara (PSB).

Ernesto aproveitou para fazer críticas ao empresário Valmir Ribeiro, ex-síndico do Moda Center e um dos mais ferrenhos quanto ao auxílio dos parlamentares. Reconhecendo que o empresário (e qualquer outro cidadão) tem o direito de protestar, ele lembrou, porém, que Valmir não abriu mão de benefício quando esteve à frente do centro de compras, diferentemente dele.

Em outro ponto ainda mais forte, o petista afirmou que Valmir teria exigido uma fiscalização da Secretaria da Fazenda, em Santa Cruz do Capibaribe.

Confira os principais pontos:

Com Arraes

Tendo a vereadora recifense Marília Arraes (PT) como pré-candidata ao governo do estado, Ernesto disse acreditar que o grupo taboquinha em Santa Cruz, estará com ela. Voltou a repetir que não sobe em palanque com os adversários Edson Vieira (PSDB), Bruno Araújo (PSDB) ou Paulo Câmara (PSB), quando comentou a possível aliança deles com o senador Armando Monteiro.

Ernesto Maia assegurou que, mesmo se Armando Monteiro estiver no palanque da petista, mas tendo votado a favor de reformas (trabalhista e previdenciária) propostas pelo governo Temer, não terá seu apoio.

Valores

Para justificar o salário recebido, cerca de R$ 8 mil atualmente, Ernesto falou dos trabalhos na oposição, a fiscalização, as denúncias protocoladas contra a gestão municipal, entre outras coisas.

De acordo com ele, para municípios com mais de 100 mil habitantes, Santa Cruz tem o salário mais baixo do país, quando poderia chegar, por lei, até R$ 12.500,00 (50% do salário de um deputado estadual).

“Tem que receber bem, para trabalhar bem”, diz, acrescentando que sua dedicação é destinada de forma integral ao serviço legislativo.

Ele também criticou o que classifica de “indignação seletiva”, quando outras classes de funcionários públicos, como deputados, senadores e juízes, recebem bem mais.

Protesto e comparação

O vereador também falou em relação ao empresário Valmir Ribeiro, que ficou em evidencia após se colocar prontamente contra o auxílio, inclusive afirmando que vai levar ‘cestas básicas’, como protesto para Câmara. Ernesto disse que qualquer manifestação é legítima, mas aproveitou para provocar o empresário.

O petista fez uma comparação das gestões no Moda Center (onde tanto ele, quanto Valmir foram síndicos). Segundo Ernesto, enquanto esteve à frente da administração, ele abriu mão de um benefício em que não precisaria pagar seus condomínios, diferentemente de Valmir.

Em seguida, ele afirmou que o empresário chegou a exigir fiscalização para o Polo de Confecções.

“Quando o Moda Center abriu, houve uma discussão sobre uma fiscalização pesada. Essa fiscalização começou porque se entendia que não era mais uma feira livre”, diz explicando que representantes de diversas entidades foram até a Secretaria da Fazenda, para cobrar o mesmo posicionamento para outras cidades, como Caruaru e Toritama.

“Mas o posicionamento de Valmir, pegando muita gente de surpresa, foi que ele exigiu que viesse fiscalização, por que ele era formalizado e estava sendo prejudicado por quem não era”, diz.

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