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Santa Cruz aparece em área de seca grave e Defesa Civil reforça atenção para El Niño 2026/2027

Santa Cruz do Capibaribe aparece inserida em uma área classificada como de seca grave no Monitor de Secas referente a setembro de 2026. O cenário ocorre em meio à intensificação da estiagem em Pernambuco e às orientações para que as Defesas Civis municipais ampliem a preparação diante do El Niño 2026/2027.

O material foi encaminhado pelo coordenador da Defesa Civil de Santa Cruz do Capibaribe e mostra grande parte do Agreste e do Sertão pernambucano na categoria S2, correspondente à seca grave.

Dados do Monitor de Secas mostram que a situação se agravou significativamente em Pernambuco entre agosto e setembro. A área do estado atingida por algum nível de seca aumentou de 91% para 98%, enquanto a parcela classificada como seca grave passou de 28% para aproximadamente 74%. Pernambuco apresentou, em setembro, a condição mais intensa de seca entre os estados brasileiros.

O cenário ganha atenção diante da evolução do El Niño. O boletim mais recente produzido por instituições federais aponta que o fenômeno deve permanecer pelo menos até o primeiro trimestre de 2027, com intensidade forte a muito forte. Para o período entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, há previsão de chuvas abaixo da média em áreas do Nordeste, enquanto as temperaturas devem permanecer acima do normal em grande parte do país.

Defesa Civil recebe orientações de preparação

Entre as recomendações encaminhadas às Defesas Civis estão a revisão dos planos de contingência, a verificação da capacidade de mobilização das equipes e dos recursos disponíveis e o reforço do acompanhamento das condições meteorológicas, hidrológicas e geológicas.

Os municípios também são orientados a ampliar a divulgação de informações de risco, manter articulada a rede local de Proteção e Defesa Civil e preparar canais de alerta destinados à população.

As orientações incluem ainda o acompanhamento permanente das atualizações do Painel El Niño 2026/2027 e dos boletins produzidos pelos órgãos federais.

O Governo Federal recomenda que estados e municípios reforcem os sistemas de monitoramento e alerta e mantenham articulação entre áreas como recursos hídricos, meio ambiente, saúde e assistência social diante dos possíveis impactos do fenômeno.

A combinação entre período seco, temperaturas elevadas e redução da umidade também exige atenção para ocorrências de incêndios em vegetação. Nos últimos dias, focos de incêndio foram registrados em diferentes pontos do Agreste, embora a origem de cada ocorrência dependa de apuração específica e não possa ser atribuída diretamente ao El Niño.

O monitoramento das condições climáticas continuará sendo atualizado pelos órgãos responsáveis ao longo dos próximos meses.

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