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PF faz buscas em três cidades de Pernambuco por suspeita de corrupção eleitoral após apreensão de R$ 100 mil

Operação Voto Lacrado investiga possível corrupção eleitoral; mandados foram cumpridos em Garanhuns, Tupanatinga e Petrolina

A Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão em Pernambuco durante uma investigação que apura possível corrupção eleitoral nas eleições municipais de 2024. As diligências ocorreram nesta terça-feira (11) em Garanhuns e Tupanatinga, no Agreste, e Petrolina, no Sertão.

Batizada de Operação Voto Lacrado, a ação foi autorizada pela Justiça Eleitoral. Segundo a PF, a investigação começou após a apreensão de R$ 100 mil em espécie durante o período eleitoral de 2024.

O dinheiro estava dentro de um veículo e havia sido acondicionado em uma embalagem lacrada. Materiais de propaganda eleitoral também foram encontrados no automóvel.

PF investiga origem e destino do dinheiro

A investigação busca esclarecer a origem, a circulação e a possível destinação dos R$ 100 mil. Durante as buscas, os agentes procuraram aparelhos eletrônicos, documentos, mídias e outros materiais que possam contribuir para a apuração.

A Polícia Federal não informou publicamente quem são os alvos dos mandados. Também não revelou quais candidatos, partidos ou campanhas estavam relacionados ao material eleitoral encontrado junto ao dinheiro.

O nome Voto Lacrado faz referência à forma como os valores foram encontrados e à suspeita investigada de possível interferência indevida na liberdade de escolha dos eleitores.

Investigação apura possível corrupção eleitoral

Segundo a PF, os fatos podem configurar, em tese, corrupção eleitoral, crime previsto no artigo 299 do Código Eleitoral. A legislação alcança condutas relacionadas à oferta, promessa, solicitação ou recebimento de dinheiro ou vantagem com a finalidade de obter ou dar voto, ou conseguir ou prometer abstenção.

A investigação continua para identificar a origem dos recursos, sua eventual destinação e possíveis envolvidos. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou novas informações sobre o material recolhido durante os mandados.

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