As agências da Caixa Econômica Federal retomaram o atendimento presencial nesta quarta-feira (30), após o encerramento da greve nacional dos bancários da instituição, iniciada em 10 de setembro.
O retorno ocorreu após decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que julgou o dissídio coletivo da categoria nesta terça-feira (29). O tribunal considerou a paralisação não abusiva, mas determinou o retorno imediato dos trabalhadores às atividades.
O TST também fixou reajuste de 4,6% para salários e benefícios, percentual correspondente ao INPC acrescido de ganho real de 0,6%. O mesmo índice será aplicado ao Saúde Caixa.
Os dias de paralisação não serão descontados dos salários, mas deverão ser compensados pelos trabalhadores em até 180 dias.
Plano de saúde foi principal impasse
O Saúde Caixa esteve no centro das negociações entre o banco e os empregados. Os trabalhadores defendiam mudanças no modelo de custeio, incluindo o retorno à proporção de 70% das despesas para a Caixa e 30% para os beneficiários, além do fim do limite de participação da empresa equivalente a 6,5% da folha de pagamento.
Na decisão, o TST manteve as regras do acordo coletivo anterior. A contribuição do titular permanece em 3,5% da remuneração, com limite de 7% para o comprometimento da renda do grupo familiar, além das regras já existentes para dependentes e coparticipações.
Entidades representativas dos trabalhadores afirmaram que o modelo ainda gera preocupação, especialmente para empregados com maior número de dependentes, apesar da manutenção das regras anteriores.
Com o fim da paralisação, o atendimento presencial foi restabelecido nas unidades da Caixa em todo o país nesta quarta-feira.



