17
junho

“Sócia” de suposta empresa fantasma alvo da operação Casa de Papel é ex-funcionária do gabinete de Toinho do Pará quando era deputado


 

 

EXCLUSIVO

 

 

A Justiça Federal de Pernambuco (JFPE) divulgou ontem (16) os pedidos de busca e apreensão que fundamentaram as operações Antídoto e Casa de Papel da Polícia Federal e Ripstop da Polícia Civil de Pernambuco.

O principal alvo da operação é a empresa AJS Comércio e Representações LTDA. Segundo o que foi apurado pela polícia, a organização, de capital social de R$ 5 milhões, seria de fachada e usada para lavagem de dinheiro.

A empresa está em nome de Luciana Aragão Silva e Adilson José da Silva. Segundo a investigação, os dois seriam laranjas do empresário Sebastião Figueiroa de Siqueira. Figueiroa, como é conhecido, é fornecedor de materiais gráficos para diversos governos e políticos pernambucanos, detalha as investigações.

 

 

Ligações da AJS no Agreste

 

 

O Blog do Ney Lima teve acesso a informações sobre as investigações da Justiça Federal no âmbito da operação Casa de Papel. Um dos pontos que chama a atenção é que Luciana Aragão Silva, sócia da empresa AJS Comércio e Representações LTDA, apontada como laranja no suposto esquema é ex-funcionária do gabinete do ex-deputado estadual Toinho do Pará, irmão do empresário Sebastião Figueiroa. Toinho foi condenado em 2018 por improbidade administrativa.

De acordo com as investigações, o patrimônio de Luciana não seria compatível com o capital da AJS.

 

 

Empresa AJS teve contratos com a Prefeitura de Santa Cruz durante o governo Toinho do Pará

 

 

Empresa AJS Comércio e Representações LTDA vendeu mais de R$ 76 mil em diversos produtos relacionados entre materiais de expediente, equipamentos médicos e mobiliários a Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe em 2012, último ano do governo Toinho do Pará. As aquisições foram oriundas de processos licitatórios, apurou o Blog.

Alvo da operação Casa de Papel, a empresa AJS atualmente é investigada em contratos milionários para fornecimento de itens médicos para as prefeituras de Recife, Cabo de Santo Agostinho e Olinda.  Segundo informações da Justiça Federal de Pernambuco, empresa investigada seria apenas de fachada.

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