Anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), reveladas nesta quarta-feira (25) pela Folha de S. Paulo, indicam que a governadora Raquel Lyra (PSD) seria o nome apoiado pelo bolsonarismo na disputa deste ano pelo Palácio do Campo das Princesas, em Pernambuco.
Nos escritos, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria feito um panorama das lideranças estaduais que dariam palanque à sua candidatura na corrida presidencial, incluindo a chefe do Executivo pernambucano.
As anotações também sugerem um possível apoio de Raquel Lyra ao deputado federal Mendonça Filho para que ele troque o União Brasil pelo PL e dispute uma vaga ao Senado em sua chapa, consolidando a adesão do bolsonarismo ao grupo da governadora. A segunda vaga ao Senado, segundo o cenário descrito, seria destinada ao ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), filho do ex-senador Fernando Bezerra Coelho.
Miguel Coelho e Fernando Bezerra Coelho, assim como o deputado federal Fernando Coelho Filho, foram alvo de operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares.
Em outro trecho, Flávio Bolsonaro teria registrado que “só Gilson não gosta” do arranjo para o Senado, em referência ao ex-ministro Gilson Machado, que deixou o PL após divergências internas e se filiou ao Podemos, devendo disputar vaga de deputado federal.
Segundo o jornal, o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, que era cotado para o Senado, aparece riscado nas anotações, sendo substituído pelo nome de Mendonça Filho.



