13
agosto

Panorama – Com Ralph Lagos


O começo do fim – Pelos últimos acontecimentos parece que a novela taboquinha está chegando ao fim. O presidente estadual do PSB Sileno Guedes sinalizou que a legenda vai apoiar a candidatura de Fernando Aragão em Santa Cruz. Depois de vários meses de trocas de farpas e provocações, essa etapa da disputa parece que será superada. Resta agora saber como vai reagir o grupo depois da definição, já que até o momento ninguém se pronunciou.

Helinho – Tem como única vantagem nesse processo ter tido seu nome exposto por muito tempo na mídia e nas redes sociais. Só o tempo dirá se a exposição foi benéfica para o vereador e se isso se transformará em voto caso seja candidato a reeleição. O fato negativo é a imagem de uma submissão excessiva a José Augusto Maia, que mais uma vez foi o fiador de um processo que envolve Helinho, que não deu certo.

Zé Augusto – Não vai ficar parado, apesar do atual silencio, nem muito menos vai apoiar a candidatura de Fernando Aragão. Como já escrevi aqui mesmo, deveremos ter quatro candidaturas nesses pleito, e duas delas serão da ala taboquinha. Os nomes que são especulados é o do advogado Tallys Maia ou o próprio Zé Augusto pode figurar como o candidato, já que os dois não estão filiados ao PSB e tem o aval do presidente estadual do Republicanos para uma possível candidatura.

Diogo Moraes – Presidente municipal do PSB, Diogo não teve seu pleito atendido pelo seu partido, fato que gera a interrogação de qual será a reação pública do Deputado. Em outras situações Diogo peitou o palácio e saiu vencedor. Não acho que seria esse o caso desta vez. Diogo pensa em alçar voos mais autos e sabe que precisa do palácio e do PSB pra isso. Além do que o pai do Deputado volta a figurar nos bastidores como um bombeiro de toda essa situação. Oseas Moraes que foi deputado por dois mandatos, tem muito bom transito no palácio e dentro do PSB.

A falta de Eduardo e de Arraes – foi no dia 13 de agosto de 2014, que em um trágico acidente de avião Eduardo Campos nos deixou. Candidato a Presidente da República, governo muito bem aprovado em Pernambuco, Eduardo certamente teria sido um ator político que mexeria com a cena daquela eleição, tinha potencial pra vencer inclusive. O comando do PSB no estado também seria outro. Tenho lá minhas dúvidas se a aliança Vieira Moraes teria acabado em Santa Cruz por exemplo. Articulador nato, discurso irreparável, bom trânsito com opositores, quando olho para o nosso atual quadro político a minha afirmativa só pode ser, que falta faz Eduardo.

Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, que eu tô voltando – A música de César Pinheiro e Maurício Tapajós, foi um dos grandes símbolos da volta de Miguel Arraes do exilio em 1979, depois de assinada a lei da anistia. Miguel Arraes de Alencar, deposto do cargo de governador em 1964, foi preso, confinado em Fernando de Noronha e depois no Rio de Janeiro. Logo após, por força de um habeas corpus concedido pelo STF foi solto e conseguiu áxilo na Argélia. Na sua volta para o Brasil Miguel Arraes foi ovacionado por uma multidão de mais de 50 mil pessoas em Recife. Foi Deputado Federal e Governador novamente, foi na verdade o Governador do sertanejo, do homem do campo, que se sentia representado na figura daquele homem simples e de rosto sisudo. Foi também em um dia 13 de agosto, desta feita em 2005 que Arraes faleceu. Do sertão ao cais, como faz falta Arraes.

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