07
outubro

Artigo – Por Adriano Oliveira


A PREVISÃO ELEITORAL

 

A campanha começou. Os candidatos saíram às ruas e chegaram às redes sociais pedindo o voto. Tarefa difícil. Pois a classe política não é bem vista pela maioria dos brasileiros. As pesquisas de opinião fazem parte do cotidiano dos candidatos, militantes e eleitores. Pessoas fazem apostas. Militantes torcem desesperadamente e afirmam que seu candidato vencerá. Os candidatos, geralmente, sempre acreditam que vencerão.

Algo importante a ser dito: é possível prever o resultado da eleição. Mas não são as pesquisas de intenção de voto que farão isto. Elas importam quando não são consideradas isoladamente. É necessário olhar com muita atenção o desejo do eleitor. Nem sempre o eleitor que quer mudança, deseja mudar tudo. Querer algo mais, não é sinônimo de prefeito reprovado. O debate enfadonho entre esquerda e direita não faz parte do cotidiano de grande parcela dos eleitores. O eleitor deseja manter as conquistas. E deseja do candidato que ele reconheça os desafios.  A nacionalização influencia alguns eleitores. Portanto, a mente do eleitor é complexa e paradoxal. E precisa ser adequadamente interpretada através da pesquisa qualitativa.

Deve-se considerar o voto de estrutura na construção de previsões. Quanto mais vereadores pedindo voto para um candidato a prefeito melhor. E se eles estão motivados em virtude dos acertos regularmente contemplados, o eleitor será alvo a ser alcançada com muito vigor. As prefeituras exercem força centrípeta entre os eleitores. Elas têm o poder de guiar a escolha do votante. Quanto menor o município, maior a força do poder municipal para conquistar eleitores. Não desprezem prefeitos reprovados em municípios pequenos.

Decifrar a estratégia de campanha do candidato também possibilita a previsão. A estratégia advém das pesquisas. Elas precisam decifrar os paradoxos do eleitor. A análise da estratégia do candidato oferta condições para você decifrar o futuro. Isto é: qual a perspectiva de crescimento do competidor. Volto a recomendar: não olhem isoladamente a intenção de voto. Olhem a estratégia.

Quando falo em previsão eleitoral, lembro da eleição de Jair Bolsonaro. Nesta eleição, a força da Lava Jato na construção da opinião pública foi parcialmente desprezada. E claro, o sucesso eleitoral do presidente mostrou que tempo de TV não é tudo e força da coligação também. Porém, nunca teremos condições de responder a seguinte indagação: e se a facada não tivesse ocorrido? Portanto, a predição eleitoral fica sempre a depender dos cisnes negros. Mas se eles não surgem, a previsão é possível.

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