01
junho

Transplantados reivindicam permanência de central em Caruaru

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A possibilidade de mudança de hospital para tratamento de transplantados de rins, está deixando pacientes de Santa Cruz do Capibaribe e região, apreensivos. Atualmente o serviço é realizado pelo Hospital Santa Efigênia, em Caruaru, com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na manhã desta quarta-feira (01) a redação recebeu Jaelma Ferreira, santa-cruzense que passou pelo procedimento cirúrgico e realiza seu tratamento na citada unidade hospitalar, que falou sobre a situação.

De acordo com as informações repassadas, o contrato entre o SUS e o hospital se encerra em agosto de 2016 e não será renovado. Os pacientes transplantados teriam que dar sequência ao tratamento na Capital do estado, Recife, mudando a rotina dos necessitados.

“Até agora, foi informado que o contrato é apenas até agosto e não temos previsão para onde vamos ser enviados. Nada é dito pelo hospital, nem pelo estado. Mas no departamento, os comentários é que vamos para o Recife e não sabem informar qual o local exato”, disse Jaelma em participação no Programa Cidade Notícia.

Ela realizou o transplante há 2 anos e 8 meses, afirma que mudando a cidade para o acompanhamento ambulatorial, terão dificuldades logisticamente, com relação aos horários, alimentação, transporte, entre outros.

“Vai ser complicado para todo mundo. Temos imunidade baixa, não podemos andar com qualquer carro de secretaria ou prefeitura, por que o tratamento exige um certo cuidado. Se for mesmo no Recife, tem que sair de madrugada, como outros fazem. Temos restrição com comidas, onde também exige cuidados, com frituras, sal, etc. Além disso, já temos um grande número de pacientes no Recife, imagina agora, se forem todos que já fazem em Caruaru?”, fala.  

Ela disse ainda que, há cerca de dois meses, paciente foram informados que a sequência do tratamento seria realizado no Hospital Mestre Vitalino, também na capital do forró.

“De repente, agora ficamos sabendo que isso não estava certo, e que será no Recife. Foi um impacto. Se o SUS, que paga todos os custos no Santa Efigênia, fez isso até agora, como não pode fazer no Mestre Vitalino, apenas com algumas adaptações?” questiona e complementa “Reivindicamos continuar em Caruaru”.
Foto: Janielson Santos

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