13
novembro

Operação Torrentes: governo abre investigação interna


Segundo Paulo Câmara, a corregedoria do estado abriu um processo administrativo para apurar esquema de desvio

Foto: Assessoria.

O governador Paulo Câmara (PSB) admitiu que há uma investigação interna para apurar a participação de servidores no esquema de desvio de recursos públicos destinados a socorrer as vítimas das enchentes da Mata Sul de Pernambuco, ocorridas em 2010 e em maio deste ano.

De acordo com ele, a corregedoria do estado abriu processo administrativo desde a última quinta-feira (09) e é possível que haja novas designações para suprir os servidores que possam vir a ser afastados. A declaração foi feita nesta segunda-feira (13), durante entrevista a jornalistas, na aula inaugural do Curso de Formação e Habilitação de Praças do Corpo de Bombeiros, no Centro de Convenções.

O socialista destacou que a sua equipe está debruçada sobre as peças acusatórias e que, apesar da apuração da Polícia Federal, o material analisado não mostra claramente onde está o superfaturamento, embora tenha reconhecido que há, objetivamente na investigação, um olhar de que um grupo de empresas poderiam ter sido favorecidas por servidores públicos.

“É importante dizer onde está o superfaturamento. Eu já mandei olhar todos os contratos. Não vou admitir erro nenhum. Agora eu tenho clareza de que para acusar precisa ter provas, precisa estar na denúncia e isso, infelizmente, não foi visto ainda”, colocou. 

Ao defender as operações Reconstrução e Prontidão, criadas pelo governo para dar assistências às vítimas das enchentes, ele afirmou que as denúncias da PF foram muito pequenas, se comparadas com o trabalho feito nas duas iniciativas.

“Queremos a verdade, mas estamos com a consciência tranquila do trabalho que foi feito. Foi um trabalho muito sério que envolveu muita gente e devolveu às cidades condições de normalidade. E isso vai continuar, porque muita coisa das cheias de 2017 ainda precisa ser feita. E nós vamos fazer com a seriedade que o governo sempre se propôs”, falou. 

Já em relação aos integrantes da cúpula da Polícia Militar que atuaram na Secretaria da Casa Militar e foram presos sob suspeita de envolvimento no esquema. Câmara evitou falar sobre punição até que as denúncias sejam apuradas.

“Prezo muito pela transparência, pela boa aplicação dos recursos públicos. Não vou admitir que denúncias como essa não sejam primeiro investigadas para depois ocorrerem punições. Meu governo é muito sério, transparente e trabalha muito em benefício para a população de Pernambuco”, pontuou.

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Com informações da Folha PE.

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