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julho

“Quem invade aqui, é porque não tem condições de comprar um terreno” – diz ocupante de área alvo de reintegração de posse em Santa Cruz


Famílias de barracos restantes, que podem ser demolidos, alegam não ter lugar para ir – Fotos: Junior Lino e Gilson Fernandes 

Na manhã desta segunda-feira (17) o repórter do Blog, Gilson Fernandes, conversou com populares que estavam ocupando uma área pública em Santa Cruz, área esta que foi alvo de uma reintegração de posse.

Um desses populares, Lourivaldo Manoel Alves, relatou que estava construindo barracos no local acerca de uma semana, onde alegou passar por necessidades por não ter onde morar.

“É um pessoal que trabalha com reciclagem, não tem condições de pagar um aluguel e estavam fazendo um barraco aqui para morar. Eu estava morando na rua, dormindo em um caminhão; as vezes eu até durmo dentro do cemitério, sem ter um lugar para morar. Dormir no meio da rua é perigoso” – disse.

De acordo com ele, foi alegado pela prefeitura que a área de onde os barracos estavam sendo construídos seria de risco, mas mostrou sua insatisfação. Já outra mulher, identificada como Juliana, afirmou que a prefeitura não teria dado qualquer alternativa de moradia até o momento, já que os demais barracos devem ser demolidos.

“Se eles quisessem doar as casas, pegassem o nome de cada pessoa e diziam: olha gente, não pode ficar, vou alugar uma casa para vocês até as casas saírem… Fazer alguma coisa. Se eles verem a situação das crianças, eles iam chorar. Tem um deles aqui que tem 10 filhos, morando em um barraco… O prefeito tem que ter pena” – disse.

Ainda de acordo com eles, os ocupantes do espaço pretendem manter novas ocupações no local.

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Prefeitura alega dar posição sobre o caso até esta terça

Entramos em contato, via telefone, com a equipe de assessoria de comunicação da prefeitura para saber se existe algum procedimento a ser adotado em relação aos invasores da área.

Em resposta, nos foi afirmado que o que deve ser feito pelo Poder Público quanto aos ocupantes e suas famílias (tanto os que iriam construir quanto aqueles que tem barracos já construídos) deve ter uma definição até esta terça-feira (18).

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