11
janeiro

Ponderação com Janielson Santos


Obrigado, professor 

É possível que haja poucos clichês mais verdadeiros, que aquele onde afirma que ‘a educação é o caminho’. Tenho plena convicção disso e, muito provavelmente por esse motivo, minha indignação ao constatar a desvalorização, sob vários aspectos, do professor brasileiro, e sua extrema falta de prestígio perante órgãos governamentais e a sociedade em geral.

Dados revelados pelo ‘Índice Global de Status de Professores de 2018’, divulgado pela Varkey Foundation, organização voltada para a educação, mostra que o país não estacionou, está pior: caminha na contramão.

Numa junção triste onde soma, entre tantos outros elementos, a falta de respeito dos alunos, salários insuficientes direcionados por governos incompetentes (no mínimo) e visto como uma carreira pouco segura para os jovens, o resultado é de um país na última posição, entre 35 analisados, no que diz respeito ao prestígio à categoria.

Ensino fundamental, médio e superior. Sempre fui de instituição pública. Não se surpreenda quando eu disser que tive (e tenho) diversos super-heróis que carregam conhecimento como arma e um livro como escudo. Não tenho dúvidas que, onde quer que eu chegue, terá uma carga considerável de suas contribuições.

Pessoas que se entregam e dedicam-se, a todo instante, na construção de uma sociedade minimamente mais justa. Infelizmente, ainda precisam reafirmar e lutar para assegurar direitos adquiridos ao longo de muitos anos. Uma luta na sala e outra fora dela, as duas com o mesmo objetivo.

Pra sintetizar essa figura, deixo aqui registrado o nome de Luciene Cordeiro (para aprender com ela, não precisei ser seu aluno em sala). Esta semana oficializou saída da diretoria do SINDUPROM –PE (Sindicato Único dos Profissionais do Magistério Público das Redes Municipais de Ensino no Estado de Pernambuco). Ela foi uma das fundadoras do órgão e, há quase três décadas, simboliza, na região, essa incansável luta por uma educação um pouco mais digna e respeitável com a classe.

Sinto que o mundo precisa, entre tantas outras coisas, de pessoas dispostas, ativas, criativas, prestativas, operacionais, voluntariosas, guerreiras, educadoras! Essas características não podem passar despercebidas. Jamais esquecidas. Precisam ser exaltadas, parabenizadas e valorizadas.

Por mais respeito aos profissionais da sala de aula. Por mais consideração à categoria. Por mais ‘Lucienes’.  A todos os professores (que estiveram/estão comigo em sala, ou não), minha eterna gratidão.

As opiniões e informações aqui expressas são de responsabilidade de seu idealizador  

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