31
julho

Artigo – Por Adriano Oliveira


É POSSÍVEL FAZER PREVISÃO ELEITORAL?

 

São raros os políticos que gostam da previsão eleitoral. Mas existem os sábios políticos que sabem fazer previsões e gostam delas. Diversos estrategistas relegam as previsões. Vários acadêmicos também. É possível fazer previsão eleitoral? Respondo que sim.

A previsão eleitoral é ato árduo, mas não impossível. E deve ser praticado. Pois é a previsão que possibilita a escolha ótima e subótima por parte do ator político. Candidatos e analistas, inclusive acadêmicos, utilizam a variável Intenção de voto como instrumento para previsão. Ao fazerem isto podem estar construindo previsões equivocadas.

A pesquisa qualitativa é o instrumento inicial para a boa previsão. Quais os sentimentos dos eleitores? Quais emoções determinados candidatos despertam? O que incentivam a escolha do eleitor? Quais os apoios de atores proporcionam o voto em dado competidor? Qual apoio político e temas retiram votos do candidato? As respostas advindas destas perguntas possibilitam a boa previsão.

Destaco que: Mesmo que o candidato esteja com reduzida Intenção de voto no momento da pesquisa qualitativa é possível criar estratégias através dos dados qualitativos e alavancar a sua candidatura. Por outro lado, é possível que o crescimento do competidor seja quase impossível.

Os dados quantitativos também conduzem a boa previsão. E eles devem ser interpretados concomitantemente com os dados qualitativos. No questionário da pesquisa quantitativa, os preditores do voto precisam estar presentes. Os preditores devem ser monitorados sistematicamente. Se eles mostrarem regularidade por um dado período, eles adquirem força de prever o resultado da eleição.

O ponto fundamental da previsão é a estratégia. Esta advém das pesquisas qualitativas e quantitativas. Se o estrategista descobre previamente que a estratégia X incentiva o eleitor a votar em Pedro Alvares Cabral para presidente ou governador, esta estratégia deve ser utilizada, pois tem o poder de conquistar eleitores, e adquire poder de previsão. Isto significa que a boa previsão nasce da compreensão da estratégia que será ou poderá ser utilizada pelo competidor.

Atrelados à boa previsão estão os cisnes negros, os acasos. A previsão não lida com eles. Mas estes existem.  Portanto, estrategistas e políticos devem considerá-los.  Entretanto, existem os cisnes cinzas, os quais são previsíveis, mas não são identificados previamente em razão da miopia dos atores. E a miopia eleitoral é a maior inimiga da previsão.

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