25
março

Artigo – Por Adriano Oliveira


APÓS O CORONAVIRUS

 

Serão as pesquisas de opinião que revelarão os sentimentos dos eleitores após a passagem do coronavirus pelo Brasil. Antes do referido vírus, a conjuntura nacional estava posta. O governo Bolsonaro não conseguia fazer a economia deslanchar. A notícia do PIB de 2019 colocou o ministro Paulo Guedes no centro das atenções. E o jeito de ser do presidente Bolsonaro não gerava confiança entre empresários nacionais e internacionais.

A popularidade do governo Bolsonaro estava estável. Duas variáveis provocavam estabilidade: o bolsonarismo e o antilulismo. Portanto, a ideologia, e não a economia, era a variável forte que mantinha a estabilidade da popularidade do atual presidente. Na eleição municipal, o presidente Bolsonaro chegaria como ator estratégico, em particular, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O cisne negro apareceu. O acaso. O coronavirus surge na China. E, rapidamente, se espalha pelo mundo. Quando o coronavirus desembarca no Brasil, o presidente Bolsonaro o relega. Com o passar do tempo, em virtude do excelente desempenho do ministro da Saúde, Luiz Mandetta, Jair Bolsonaro muda levemente o seu jeito de ser.

Toque de panelas, após o governo do PT, voltaram no governo Bolsonaro. Observem que as panelas tocaram após a imensidão de críticas que a imprensa fez ao comportamento do presidente perante o coronavirus. Portanto, é factível a hipótese de que o coronavirus, mais o desempenho pífio da economia, fizeram com que as panelas viessem a tocar novamente.

Como estará o governo Bolsonaro quando o coronavirus for embora? Existem dois cenários. No primeiro cenário, a popularidade do presidente da República fica estável ou aumenta em razão de que Bolsonaro mudou o seu estilo e enfrentou a pandemia do coronavirus com liderança e diálogo com os brasileiros, governadores e a mídia. As ações de Paulo Guedes protegeram os pobres

No segundo cenário, o presidente Bolsonaro não muda o seu jeito de ser, continua desdenhando do coronavirus, Mandetta continua a ser a voz racional, equilibrada e técnica do governo, e, por consequência, se torna referência na opinião pública. Com o adeus do coronavirus, os pobres, pequenos empresários e o PIB nacional reclamam intensamente das atitudes do governo Bolsonaro durante a crise do coronavirus. A popularidade do presidente Bolsonaro sofre queda.  E o seu apoio a competidores na eleição municipal é fortemente negativo. Qual cenário será realidade?

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As opiniões aqui expressas são de responsabilidade de seu idealizador

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