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Fevereiro

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19
Fevereiro

Artigo: O filho de Narcizo

Todo ser humano se espelha em alguém, eu sempre me identifiquei com o meu pai. Desde criança o acompanhei em tudo, batizados, velórios, casamentos, aniversários, festas de padroeiro, comemorações juninas com danças e quadrilhas, enfim todos eventos sociais em que ele estava presente.

Sem falar em uma das coisas que ele mais gostava de escutar, assistir e seguir, as Orquestra Filarmônicas, em especial a Banda Novo Século de Santa Cruz do Capibaribe e a Orquestra de Taquaritinga do Norte e a Orquestra de Gravatá do Ibiapina.

Narcizo Celestino de Lima nasceu na Vila do Pará, hoje município de Santa Cruz do Capibaribe, na época Toritama e Santa Cruz faziam parte do território de Taquaritinga do Norte. Na década de 40 foi morar com seus pais, Jerônimo Celestino de Lima e Carlinda Vilarim de Lima em Torres de Taquaritinga, hoje cidade de Toritama, casou-se com Maria das Neves Souza Lima e com ela teve 6 filhos: Jóbia, Gildo, Geruza, Hélio, Flávio e Karla, todos de sobrenome: de Souza Lima.

Quando jovem Narcizo ingressou na vida pública, foi vereador por três mandatos, vice-prefeito e prefeito. Meu pai teve grande influência na minha carreira política, onde teve o orgulho de me ver prefeito de Toritama.

De inúmeras histórias que vivenciei ao seu lado, vou relatar a mais marcante, pena que só um pode contar, nesse caso eu. Estávamos juntos eu e meu pai no dia 18 de Fevereiro do ano 2018, por volta das 15 horas da tarde, na sala da nossa casa, eu em pé e ele no caixão, na parte inferior do caixão estava a bandeira de Toritama, representando o amor que ele tinha por esta terra. Eu estava com as minha pernas tremulas e os olhos cheios de lágrimas, porque estava chegando a hora de sua partida.

Na presença de alguns familiares e amigos, chegou uma senhora chamada Dona Doda esposa de Seu Deusdete, ele que por vários anos trabalhou na Panificadora Narcizo Lima. Ela pegou na minha mão e pediu para falar em particular comigo, na cozinha da minha casa, tirando-me de perto do corpo do meu pai (aqui confesso, que fiquei um pouco incomodado com aquela situação) mas, meu pai sempre me falou: atenda, escute, analise todas as situações, e quando isso me veio a mente, rapidamente atendi aquela solicitação.

Ela abriu a sua bolsa e tirou uma bandeira vermelha escrita em caixa-alta: Narcizo Nº 17, e mais uma foto de sua campanha que foi eleito prefeito no ano 1982, e disse “isso eu guardei com todo carinho do mundo, porque eu adorava este homem”. Meus olhos não paravam de lacrimejar, naquele momento veio a lembrança de grandes amigos que confeccionaram aquelas bandeiras, eu com apenas 9 anos, olhando eles cortar e estampar: Narcizo Nº 17. Algumas das pessoas que vinham na minha mente que de forma espontânea acreditavam naquele projeto vitorioso.

Depois de longos 36 anos, aquela bandeira chegou em minhas mãos, vou fazer um quadro e colocar a bandeira e essa incrível história que Dona Doda e Seu Deusdete me proporcionaram.Quero agradecer a esses dois incríveis seres humanos pelo enorme carinho que vocês tiveram e tem pelo meu querido pai, saibam que se depender de mim, essa história vai se perpetuar e passar por várias gerações, através dos meus filhos e amigos.

Dos ensinamentos do meu pai segui muitos e, aqui continuo praticando, ele sempre me ensinou que não chamasse ninguém por apelido, porque a coisa que o Ser Humano mais gosta de escutar, é o seu nome, é uma das coisa mais sublimes. Meu pai me batizou de Flávio de Souza Lima, conhecido por Flávio. Enfim, sinto muito meu pai, mas vou discordar do Senhor, e também podem me chamar de: O Filho de Narcizo de Toritama.

Por Flávio Lima
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