13
novembro

Artigo – Por Adriano Oliveira

BOLSONARO E MORO

 

Ao escolher o juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça, o presidente eleito Jair Bolsonaro trouxe simbolismo para o seu governo. O referido magistrado teve atuação destacada na meritória Operação Lava Jato. Moro representa para parcela do eleitorado, o homem destemido, corajoso e que não tem medo de prender grandes empresários e políticos.

Ao optar por Moro, Bolsonaro trouxe a agenda combate à corrupção para o seu governo. Ao aceitar, Moro mantém a esperança acessa de que atos de corrupção serão punidos. A corrupção precisa ser enfrentada. Entretanto, é importante trazer à tona, a seguinte questão: Bolsonaro é presidente eleito. Portanto, é governo. Moro, ao virá ministro, não será mais magistrado. Mas membro de um governo.

Como deputado, Bolsonaro pode falar o que quiser. Pode ignorar colegas nos corredores do Congresso. Com Sérgio Moro, ocorre o mesmo. O magistrado precisa ser e parecer independente. Não precisa dar frequentes explicações sobre as suas decisões judiciais. O que importa é a lei. Bolsonaro e Moro, a partir de janeiro, terão funções diferentes. Estarão no governo.

O exercício do poder atrai o contrapoder. Moisés Naím, em seu belo livro, O fim do poder, faz este alerta. Aliás, este livro é leitura obrigatória para quem pensa que o exercício do poder não tem limites e que não é efêmero. Bolsonaro, como presidente, e Moro, como ministro, tem e terá poderes. Ressalto, porém, que os seus poderes estarão limitados.

O principal desafio do presidente Bolsonaro é realizar reformas importantes que possibilitem a recuperação da economia. Então, o futuro presidente precisará negociar com o Congresso. Agradá-lo. Pois, qualquer político, apesar das exceções, deseja ocupar espaços no poder e obter benefícios. Não existe outra regra. Sérgio Moro também não deve relegar o Congresso. Isto significa que ele não pode “empurrar” medidas contra a corrupção sem conversar com políticos, inclusive, com as velhas raposas.

Bolsonaro e Moro podem criar uma encruzilhada. Se ações do ministério da Justiça contrariar políticos, estes podem, por consequência, contrariar o presidente Bolsonaro em alguma votação no Congresso. A nomeação de Sérgio Moro cria desafios para o governo Bolsonaro, em particular, na relação Executivo e Legislativo. Bolsonaro e Moro precisarão ter muita sabedoria e paciência no exercício do poder.

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09
novembro

Artigo – Por Adriano Oliveira

CENÁRIOS PARA O GOVERNO BOLSONARO

 

O sucesso eleitoral de Jair Bolsonaro está na categoria do imponderável. Tal categoria não é novidade em eleições. Às vezes, o imponderável é observado, tanto em eleições municipais como estaduais. Desta vez, após período de regularidade, o imponderável aconteceu na disputa presidencial.

A partir de janeiro de 2019, o governo Bolsonaro começa. E ele terá diversos desafios imediatos, os quais não podem ser adiados. O principal desafio do futuro presidente da está no âmbito da economia. É necessário reformas para que elas possibilitem a superação da crise econômica. Caso o governo Bolsonaro não priorize a agenda econômica, ele poderá ser punido pelos eleitores.

O presidente eleito, até o instante, fez a opção de insistir na agenda moral. E não é claro quanto à agenda econômica. Qual agenda será priorizada? O caminho da agenda moral pode até trazer relativa popularidade para o governo Bolsonaro. Mas não será suficiente para lhe trazer popularidade e governar com tranquilidade. A agenda econômica, independente da agenda moral, tem condições de trazer, inicialmente, impopularidade, mas em breve futuro, a popularidade aparecerá.

Defino como agenda moral, os debates sobre posse de armas, “Escola sem partido” e resgate da família. O debate sobre tais temas tem o poder de entreter parte dos eleitores e de provocar forte dispêndio de energia por parte do governo Bolsonaro no Congresso, no espaço midiático e na opinião pública. O debate econômico também. Mas ao contrário do debate moral, a melhoria dos indicadores econômicos e o retorno do bem-estar de parte majoritária dos eleitores contribuem para o crescimento da popularidade do futuro governo.

Com o objetivo de vislumbrar possibilidades, repito, vislumbrar possibilidades, construo, neste instante, três cenários para o governo Jair Bolsonaro:

Cenário 1: O governo Bolsonaro privilegia pautas econômicas. Prioriza a reforma da Previdência. O relacionamento com o Parlamento e a imprensa é profícuo. Inicialmente, o governo conquista relativa impopularidade. Mas, em seguida, em razão do bom desempenho do mercado e do crescimento econômico, com geração de empregos, o governo Bolsonaro conquista popularidade e adquire condições de ser reeleito. O bolsonarismo positivo se consolida em grande parcela do eleitorado.

Cenário 2: O governo Bolsonaro prioriza as pautas morais. Gerencia as pautas econômicas. Incipiente reforma da Previdência é aprovada. O crescimento econômico não ocorre. A relação com o Parlamento e a imprensa é tumultuada, conflituosa. Parlamentares mostram contrariedade com ações do ministério da Justiça. O presidente Bolsonaro usa as redes sociais para se comunicar com o eleitor e responsabiliza a classe política pela não recuperação econômica. O bolsonarismo negativo (rejeição) se consolida em grande parcela do eleitorado.

Cenário 3: O governo Bolsonaro prioriza pautas morais. Nenhuma reforma da Previdência é aprovada. A crise econômica persiste. Relação conflituosa entre o presidente da República, Congresso e imprensa. Crises políticas fortes passam a ocorrer com frequência. Manifestações pujantes contra o governo acontecem. O impeachment passa a ser visto como alternativa por parte da classe política.

Diante dos cenários, os atores escolhem como agir. Neste caso, os atores podem construir o cenário mais adequado. Qual cenário, o presidente Bolsonaro escolherá?

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07
novembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RESUMÓRIO

 

POLÊMICA – Feiras da alta temporada no Moda Center  começaram e o horário do sábado, que praticamente  já existia, gera polêmica. Impressionante como após doze anos ainda não se consegue definir qual melhor horário de vendas. Deixa o cliente escolher e vai lá atendê-lo. Pronto!

MAIS UMA – Pela segunda vez em poucos dias, a agência do Bradesco de Santa Cruz foi alvo de tentativa de assalto. Como diz um Jovem amigo meu, é o jeito as bodegas da cidade voltarem a vender no caderno. Os índices de violência podem estar diminuindo estado a fora, mas por aqui a diferença não está assim tão grande.

TROCA DE FARPAS – O vereador Júnior Gomes e o prefeito Edson Vieira protagonizaram uma severa troca de farpas em entrevistas concedidas em emissoras de rádio. A impressão que fica é que existe alguma coisa mal resolvida e que não vai parar por aí. Pra quem gosta da zuada, é só aguardar os próximos pronunciamentos  e preparar a Pipoca. Inveja, arrogância, prepotência, ódio, raiva, gente não feliz e fraqueza são alguns dos adjetivos usados.  

NO BURACO – A PE-160, no perímetro urbano de Santa Cruz está finalmente sem nenhum buraco. Já sobre as contas da prefeitura, não podemos dizer o mesmo. Atrasos e demissões em massa são uma pequena demonstração do fundo do poço em que se encontram as finanças do Palácio Braz de Lira. Tomara que uma ida a Brasília seja capaz de amenizar o tamanho do desgaste político causado por essa crise financeira.

LIGAÇÃO PREMIADA – Há dias que vários servidores contratados da prefeitura estão sendo demitidos, inclusive por contato telefônico. Fico imaginando se esses servidores contemplados com a ligação premiada forem convidados para confraternização de fim de ano como seria o clima. Presente de amigo secreto fiado e pouco motivo para sorrir.

ENXUGANDO GELO – A quantidade de demissões não vai resolver o problema financeiro da prefeitura enquanto indicações políticas, parentes e aderentes tiverem seus contratos garantidos, mesmo não sendo exemplos de produtividade. Querem enxugar a folha, mas desse jeito vão permanecer enxugando gelo.

UNIÃO – A tão falada união Taboquinha está tão longe como sempre esteve. Impressionante como os cozinheiros da política do lado vermelho nunca conseguem acertar o ponto desse tempero. Muita ponte ainda vai passar por baixo dessa água, assim mesmo, tudo trocado e bagunçado como sempre foi essa história.

ELE NÃO – A canalização da raiva, revolta e descontentamento dos Maístas, seguidores incondicionais de Zé Augusto, foi toda direcionada para Fernando Aragão. Nesse quesito, Fernando só ganha para Ernesto em rejeição no clã dos originais.

O NOVO – José Augusto começou mais uma vez com a defesa de um nome novo para disputar a eleição de 2020. Da última vez que ele saiu com essa conversa em 2016, a chapa que ele apresentou inicialmente foi Fernando Aragão e Galego de Mourinha. E olhe que esses dois jovens não eram adeptos do uso de tablete. Quero mesmo ver a faixa etária dos candidatos do chamado consenso.

ITINERÁRIO – Os candidatos a deputado estadual filhos da terra estão usando passaporte e pneus de carro após o período eleitoral. Um está no Japão, outro vai para Portugal e outra foi em Poção. Os destinos foram bem diferentes, assim como será a agenda política de cada um daqui pra frente.

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​​”Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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31
outubro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RECADO AOS AZUIS – Nem sempre vencer uma primeira batalha é garantia de vitória lá na frente. Autoconfiança demais atrapalha. Saber lidar com favoritismo é muito importante para quem deseja uma campanha vitoriosa, principalmente respeitando o potencial do adversário. Hoje em dia, ninguém faz nada escondido. De forma discreta e silenciosa ou de forma extravagante, sempre vai ter alguém de olho e denunciando os erros que passam despercebidos ou tentam esconder. Chega de desculpas esfarrapadas. Assumir o erro e aceitar a punição é muito mais nobre e respeitoso com as milhares de pessoas que sempre apoiam e confiam em vocês. Apesar do insucesso, parabéns Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense pela campanha na Libertadores 2018! Que sua história sirva de exemplo. 

ACABOU – O fim do segundo turno encerrou, oficialmente, o período de fuga de debates, bate boca com amigos em grupo de WhatsApp, promessas, carreatas, passeatas, festas da vitória, desentendimento entre irmãos da mesma igreja e produção maciça de memes e fake news. Algumas dessas situações continuam acontecendo, parece até que esqueceram que a eleição acabou.

CARONA ZERO – Motivo de orgulho pra uns, de decepção para outros, Santa Cruz do Capibaribe foi a única cidade do estado de Pernambuco que Bolsonaro venceu Haddad. A turma que coordenou desde o início a campanha de Bolsonaro na cidade deixou bem claro que não aceita caroneiros que querem se aproveitar do sucesso deles. A Operação Carona Zero foi iniciada.

PARABÉNS – Quando o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe botarem em prática as promessas de campanha, principalmente aquelas que não são muito favoráveis aos trabalhadores, merecerão parabéns por cumprir o que foi prometido. Não terão enganado ninguém. E a esquerda fará o que sabe fazer de melhor, ser oposição.

TRANSPORTE – Mais uma denúncia envolvendo transporte escolar em Santa Cruz. Três ônibus estão em uma oficina em Caruaru há dois anos por falta de pagamento. Pelo menos estão sendo lavados. Não sabia que o problema deles era grude. Se com o recebimento de mais de dez milhões dos precatórios, o dono da oficina não recebeu, pode perder a esperança porque vai ficar difícil receber.

VANTAGENS – Segundo o vereador Pipoca, em discurso na reunião da câmara, vereadores exigiriam vantagens para realocação da LDO 2019. Uma colocação séria dessas desperta uma dezena de perguntas. Como assim? Quem? Quando? Onde? Como? Ele sabe da seriedade da fala? Foi a primeira vez? Que tipo de vantagem? Isso vai ser investigado? Prefiro acreditar que foi um equívoco do vereador, assim como o meu que falei em dez perguntas e só coloquei nove. 

11 CONTRA UMA – O prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira, conta hoje na Câmara de Vereadores com um “exército de uma mulher só”. Essa é a sensação que se tem quando a vereadora Jessyca Cavalcanti tenta combater os ataques dos 11 vereadores de oposição. Quanto à presidência da câmara, são 11 homens e um segredo.

HALLOWEEN PARLAMENTAR – Todas as vezes que o vereador Júnior Gomes é chamado para fazer uso da tribuna nas reuniões da câmara de vereadores de Santa Cruz, sempre fica aquela expectativa do tom de seu discurso. Se vai ser propositivo ou combativo, leve ou pesado, sincero ou irônico ou um pouco de tudo. O cardápio dele é bem variado. Na véspera do Halloween, eu vi a hora ele perguntar a bancada do prefeito antes de começar a falar: travessura ou gostosura?

CAPRICHAR NO VISUAL – A recomendação do presidente eleito Jair Bolsonaro é filmar os professores em sala de aula. Fica a dica para os companheiros e companheiras: Caprichem no visual. Reservem uma parte do grandioso salário para maquiagem, manicure e cabeleireiro. Farda vai ficar demodê. Já que é pra ficar famoso nas redes sociais, que seja com um look moderno.​​

DIRETO DA REDE – “Astronauta Marcos Pontes pretende revogar Lei da Gravidade no governo Bolsonaro”. Está correto, essa lei deve ter sido criada por algum esquerdopata.​

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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26
outubro

Ponderação – Com Janielson Santos

Organizar a casa é um ‘dom’ que nem todos tem

Controlar gastos e deixar uma prefeitura em dia é tarefa ainda mais árdua

 

Um simples consultor organizacional vai apontar que manter a casa arrumada deve ser um hábito. Evitar a bagunça, além de deixar o lar agradável e receptivo, tende a tornar a rotina menos desgastante e estressante.

Na área financeira, organizar as contas pessoais pode ser um desafio. Para mantê-las em dia, é importante não perder datas, fazer armazenagem de recibos, priorizar demandas essenciais, controlar despesas que possam gerar juros, entre outras coisas. (Estou aprendendo muito disso após o casamento…)

É bem verdade que nem todo mundo aproveita o tempo que tem de forma produtiva e inteligente para arrumar a casa. É bem verdade que nem todo mundo aproveita a verba que tem para priorizar o necessário e essencial.

Se para uma simples residência isso parece um ‘problemão’, leve para uma prefeitura e podemos ter um desastre.

Reconhecida como um antídoto contra a ‘gestão arriscada’ dos recursos públicos, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) completou recentemente 18 anos de existência,  enfrentando uma dificuldade imensa para seu cumprimento.

Não à toa, dados oficiais apontam que, em 2017, aproximadamente 80% das prefeituras pernambucanas descumpriram o limite de despesa com pessoal, que é de, no máximo, 54% da receita do município. (A título de informação, Santa Cruz do Capibaribe ultrapassou 60% dos gastos para esse fim, no segundo quadrimestre deste ano).

Sob a argumentação da existência da ‘crise’ e de conseguir manter serviços básicos, prefeitos seguem a baladinha, contratando cada vez, inchando a folha e lotando gabinetes, secretarias e gerências.

Para tentar restaurar o problema, gestores costumam correr às pressas nos últimos anos de governo, a fim de evitar complicações judiciais e eleitorais futuras. Parecem não perceber que, após a falta de cronograma, responsabilidade, atenção, respeito e/ou organização inicial, o impacto será desgastante e negativo da mesma forma.

Na ponta de tudo isso, costuma sofrer quem realmente trabalha, com atrasos salariais e cortes em funções precisas, em detrimento de altos ordenados e cargos criados para ‘só Deus sabe’.

O desrespeito à LRF, como apontado anteriormente, não é um mal exclusivo do Polo de Confecções de Pernambuco (muito menos de Santa Cruz). No entanto, me parece razoável verificar os problemas da minha casa, antes de qualquer residência vizinha.

As opiniões e informações aqui expressas são de responsabilidade do autor

23
outubro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

PRECISA DE OXIGÊNIO

POUCAS ALTERAÇÕES – Após o final do primeiro turno das eleições de 2018, estamos pontuando algumas observações sobre o mapa político das cidades do Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco. Nas que analisamos até então, destacamos alterações nos mapas políticos com surgimento e fortalecimento de novos grupos, contudo, em Taquaritinga, pouca coisa mudou.

FORÇA CALABAR – Há quase duas décadas, o Grupo Calabar é soberano nas urnas do município e, em 2018, não foi diferente. O prefeito Lero (PDT) e seu grupo apoiaram as reeleições dos deputados Ricardo Teobaldo (Podemos) e Diogo Moraes (PSB), federal e estadual respectivamente. O deputado Diogo Moraes, por exemplo, teve mais que o dobro da votação da segunda colocada, Alessandra Vieira (PSDB).

TEVE MAIS – Além de comemorar as eleições do deputado federal Ricardo Teobaldo e o deputado estadual Diogo Moraes, Lero ainda assistiu seu candidato ao Governo do Estado, Paulo Câmara (PSB), ser reeleito, mesmo não sendo majoritário na cidade.

CANSOU – Com exceção das eleições de 1992 e 2012, o ex-prefeito Jânio Arruda disputou todas as eleições de prefeito desde 1988. Foram cinco no total. O êxito de Jânio no final da década de 80 até fins da década de 90 é inquestionável, contudo, são basicamente duas décadas sem êxito nas urnas e, em 2018, não foi diferente. Seus candidatos a deputado federal e estadual apanharam feio nas ruas.

OXIGÊNIO – Com a dificuldade do surgimento de um terceiro grupo, as urnas de 2018 apontaram que o grupo de oposição precisa de novo oxigênio e trabalhar novos nomes visando às eleições de 2020. Caso contrário, dificilmente conseguirá tirar a reeleição do prefeito Lero, principal vencedor em 2018.

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19
outubro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

MAPA POLÍTICO DE BREJO

MAPA POLÍTICO – Como já apontamos nas últimas curtinhas, estamos fazendo um levantamento do novo mapa político das cidades de nosso Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco após as eleições de 2018, hoje faremos nossas observações sobre o município de Brejo da Madre de Deus.

VELHA POLARIZAÇÃO – Apesar de algumas tentativas frustradas de terceiras vias, há décadas que acompanhamos a polarização política em Brejo da Madre de Deus entre os denominados Jacarés X Bocas Pretas, com as lideranças de Roberto Asfora e Dr. Edson, respectivamente.

DIVIDIU (I) – As eleições de 2018 embaralhou o cenário político da cidade, o grupo Jacaré, por exemplo, saiu dividido. De um lado o ex-prefeito Roberto Asfora apoiou o candidato a deputado estadual Tallys Maia, enquanto o empresário Rubinho Nunes e boa parte da bancada de vereadores de oposição apoiaram Diogo Moraes.

DIVIDIU (II) – O grupo de situação também saiu dividido nessas eleições de 2018, pois o ex-prefeito Dr. Edson e o prefeito Hilário apoiaram a candidata a deputada estadual Alessandra Vieira, enquanto o vice-prefeito Josevaldo saiu com candidatura própria.

MAJORITÁRIO – É fato que Dr. Edson e Hilário fizeram Alessandra majoritária no município com pouco mais de 4 mil votos. Contudo, a soma dos candidatos da oposição e de Josevaldo chegam a mais de 8 mil votos, ou seja: 4 mil a mais do que o ex-prefeito e o prefeito atual deram a sua candidata.

CORTEJADO – Com a perca de vereadores, a exemplo de Júnior de Miguelão e Bolão que foram para oposição, e a votação expressiva do vice-prefeito Josevaldo, que obteve quase 3.500 votos, o prefeito Hilário terá que se mostrar como um exímio articulador para manter a hegemonia e o favoritismo do grupo Boca Preta para as eleições de 2020. Nesse contexto, Josevaldo é peça fundamental.

QUEDA LIVRE – Após uma derrota acachapante de sua esposa nas eleições municipais de 2016, Roberto Asfora perdeu a quebra de braço interna dentro do grupo Jacaré nas eleições de 2018, onde deu uma votação muito aquém do que era esperado ao seu candidato e ficando atrás da votação conquistada pelo grupo liderado pelo empresário Rubinho Nunes.

2020 – O cenário de 2018 aponta quatro grupos políticos, mas haverá fusões entre esses. É necessário saber quem conseguirá melhor se articular até 2020 e aglutinar lideranças.

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17
outubro

Resumório! – A coluna do Professor Tenório

A FESTA – Como já falei, eleição em Santa Cruz é um verdadeiro carnaval de 45 dias e pra fechar com chave de ouro a edição 2018, não podia faltar trio elétrico. O Resumório de hoje é com B de Bell. Se você perdeu o show porque o orgulho não deixou, porque foi para Carneiros andar de lancha ou qualquer outra razão, não se preocupe, eu conto tudo “Aqui Agora”. Dava pra se sentir literalmente no carnaval, era fila pra comer, pra mijar, muita gente bonita, bebida, uns empurrões ali outro acolá, mas nada que tirasse o brilho da grande festa.

UMA FESTA PARA TODOS – Era tanta gente que acho que foram os eleitores dos 49 deputados que estarão na ALEPE em 2019. Todas as tribos, todas as cores estavam lá. Os gasoseiros tiraram o prejuízo das passeatas minguadas da campanha. A prova de que era uma festa para todos foi o deputado Diogo Moraes ter pedido para Bell cantar a música do “Ôh mainha”. Nessa hora, percebeu-se uma turma mais animada.

VELHOS HÁBITOS – Santa Cruz cresce, mas algumas pessoas não conseguem se livrar de velhos hábitos. Para matar saudade da época em que se ligava um som estridente na mala de um carro e competia com outro som a poucos metros, um rapaz ligou o som do carro, parado às margens da PE 160, num volume ensurdecedor ouvindo Bell e não desligou quando o trio se aproximou. Deixar de ouvir ao vivo para exibir a potência do som do carro é, no mínimo, desnecessário. Até porque se ouviu o som do Trio de quase todo canto da cidade.

A CARA DE FERNANDO – O trio estava lotado de personalidades, mas o que chamou a atenção foi Fernando Aragão. A cara de Fernando num trio elétrico com Bell Marques tocando as antigas, comemorando uma vitória na política é a mesma dele comprando pão numa segunda de manhã.

MULTIDÃO – A PE-160 e a Avenida 29 de Dezembro foram tomadas por uma multidão poucas vezes vista na história dessa cidade. A 29, com carros e motos estacionados, parecia cena do filme Guerra mundial Z, o povo correndo por cima de motos e carros com cara de zumbi.​

ABRAÇOS DA DISCÓRDIA – Alguns vereadores estavam em cima do trio, mas só Carlinhos da Cohab ganhou abraço de Bell Marques. No Forró da União de não sei que ano, ele era o mais citado também. Se isso rende voto ou prestígio eu não sei. Só sei que os colegas parlamentares não simpatizam muito com a insistência e necessidade de aparecer mais que os outros. Os abraços da discórdia são apenas uma gota no oceano das desavenças que estão por vir. 

ENQUETE MENTAL – O que está mais difícil de acontecer, Diogo Moraes atender o pedido de Bell Marques e combinar com o prefeito Edson Vieira a data do próximo carnaval do Diogão ano que vem ou Bolsonaro perder a eleição?

ENGANO – E não é que as profecias da torcida do contra estavam enganadas; pelo menos por enquanto. Eu vi trabalhadores cumprindo expediente na obra de duplicação da PE-160 após a eleição e em pleno sábado de feriadão. O medo que faz é quando eles entram de férias.

MUDANÇA DE OPINIÃO – Mudar de opinião é normal, normal, normal. Só não imaginei que ouviria algumas pessoas gritando: “Fica Temer”. Nem moradores da Rua Grande que eram contra o asfalto estão pedindo para asfaltar, pelo menos o resto que falta. A reclamação é que o asfaltamento não foi concluído e já está paralisado há algum tempo.

MURO NÃO – A polêmica da semana foi com a pintura de alguns muros particulares com a hashtag “Ele não” em Santa Cruz do Capibaribe. O pessoal que apoia Bolsonaro foi lá e cobriu a pintura, também chamada de pichação. Conheço alguém que disse: Vou colocar na frente de casa, mas não aceito cal ou tinta branca. Quero um porcelanato.

PRESENTE DE GREGO – A festa de Diogão foi domingo. O aniversário do prefeito Edson Vieira é hoje, dia 17, como disse ele. E o presente, de grego, é por conta do Governo do Estado.​​

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido”

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17
outubro

Artigo – Por Adriano Oliveira

HADDAD TEM CHANCE?

 

Disputar eleições contra cisne negro é tarefa árdua. Pois é difícil para o estrategista avaliar o impacto da estratégia que deve promover a desconstrução do cisne. Pesquisas, em particular qualitativas, têm o poder de antecipar o efeito da estratégia. Porém, mesmo com a possível mudança da estratégia, a dificuldade de enfrentar o cisne negro continua.

Por ser um cisne negro, Bolsonaro é o imponderável, o fenômeno. Retiro o chapéu para o economista Paulo Guedes. Desde cedo, Guedes vislumbrou o potencial de Bolsonaro. Pode ter sido intuição. Não tem problema. Estrategistas e cenaristas não devem relegar a intuição. Ela é importante. O desempenho de Bolsonaro no 1° turno mostrou que qualquer previsão para o 2° turno deve considerar que ele é favorito para vencer a eleição.

Bolsonaro obteve expressiva votação e contrariou preditores tradicionais do voto. Ele não tinha tempo de TV adequado, recursos financeiros, estrutura partidária e candidatos competitivos aos governos estaduais. Mesmo diante da escassez, Bolsonaro avançou sobre territórios lulistas, como a região Nordeste e as classes D e E.

O favoritismo de um candidato não obriga você desprezar o competidor oponente. Não desprezo Haddad, apesar de considerar Bolsonaro favorito. Quais as chances de Haddad? O candidato do PT retirou Lula da campanha. Estratégia correta. Ele agora é mais Haddad. Pois o antilulismo é rejeitado, assim como o bolsonarismo, se é que ele exista. No instante em que Lula sai da campanha, Bolsonaro passa a ter um novo adversário, qual seja: Haddad. Como o eleitor reagirá ao novo posicionamento estratégico de Haddad?

Bolsonaro irá a algum debate?  Caso não vá, como reagirá o eleitor? E se Bolsonaro for, qual será o seu desempenho? Haddad terá a oportunidade de trazer temas econômicos para a campanha, e, com isto, tentar esvaziar o debate moral trazido por Bolsonaro. Como reagirá o eleitor? E, por fim, pode surgir uma “onda democrática”, onde esta adquirirá condição de obter volume na rejeição de Bolsonaro. Mas esta onda existirá?

Faço perguntas, pois não tenho respostas. O desempenho de Bolsonaro no 1° turno me permite classificá-lo como um fenômeno. E assim como no futebol, anular fenômenos é tarefa árdua para qualquer competidor. Alckmin sabe disto. Ele tentou sabiamente desconstruir Bolsonaro, mas não conseguiu. Haddad conseguirá?/

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17
outubro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

NOVA LIDERANÇA!

Mapa político – As eleições de 2018 vêm mudando o mapa político do Brasil e nossas cidades do Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco não são um caso a parte. Em nossas curtinhas de hoje, traremos um dos maiores exemplos dessa mudança: a cidade de Jataúba.

Velha polarização – Desde 2004 que acompanhamos a polarização do prefeito Antônio de Roque pelo grupo de Situação e de Fábio Mamão representando a Oposição naquela cidade. O duelo direto entre ambos já ocorreu por três vezes nesse período e foram todos vencidos por Antônio de Roque.

Soberano – O prefeito Antônio de Roque reina soberano, estando em seu quinto mandato a frente do Executivo da cidade. Antônio de Roque conquistou seu primeiro mandato de prefeito ainda em 1992, ainda teve êxito em 2000, 2004, 2012 e 2016, sem falar em alguns sucessores que conseguiu fazer no decorrer desse período.

Cansou? – Se Antônio de Roque é soberano no grupo de Situação, o líder Fábio Mamão foi candidato por quatro vezes consecutivas ao cargo de prefeito da cidade pelas oposições, todas sem êxito. As mesmas ocorreram em 2004, 2008, 2012 e 2016.

Em xeque – As eleições estaduais de 2018 colocaram em xeque as duas lideranças acima citadas, pois os mesmos não conseguiram fazer seus candidatos majoritários na cidade, surgindo, assim…

Uma nova liderança – O empresário Boy quebrou a polarização entre Antônio de Roque e Mamão. Ele fez a candidata a deputada estadual Alessandra Viera, e o candidato a deputado federal Silvio Costa Filho, majoritários na cidade de Jataúba, e também assistiu ambos serem eleitos.

Nova Oposição – Boy liderou um novo grupo de Oposição, deixando a míngua o líder Fábio Mamão, além de colocar em risco a soberania de Antônio de Roque em Jataúba.

Que venha 2020 – As eleições de 2018 em Jataúba deixaram muitas expectativas para 2020, pois um novo grupo despontou na política da cidade, mudando de fato o mapa político do município.

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10
outubro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RESUMÓRIO

 

ACABOU – Passada a ansiedade das apurações, aquela preocupação de seu candidato não ser eleito e o medo de ter poucos votos, agora é hora de comemorar, em caso de vitória. E hora de inventar desculpas e arrumar culpados, em caso de derrota. Também é hora de mangar um pouco, mas sem partir pra violência. Perder uma eleição e descobrir que esqueceu o carregador do celular no meio de uma viagem, pense em duas coisas ruins!

ÚLTIMOS DIAS – O que começou frio, ficou morno e esquentou de vez na reta final. Os últimos dias de campanha em Santa Cruz do Capibaribe foram movimentados e teve até uma surpreendente passeata meia noite. A mulher da meia noite botou muita gente nas ruas.

CARNAVAL DE 45 DIAS – E na reta final, a campanha finalmente se transformou no carnaval de quarenta e cinco dias de sempre. Teve desfile (carreata) com fantasias, carros alegóricos, ala de quadriciclos, ala de caminhões, de cavalaria. Muita música, bebida, fogos de artifício e animação. Como é mais carnaval do que campanha, foi muita festa e pouca proposta.

MUITA GENTE E MUITA VAIA – A eleição de 2018 ficará marcada na lembrança pela quantidade de gente nas filas para votar e pela quantidade de vaias em políticos. Teve vaia pra todo gosto: espontânea, orquestrada, por vingança e por pirraça. De algumas e de alguém, a gente nunca esquece, imagine quem levou!

PARABÉNS PARA VOCÊ – O domingo depois da apuração dos votos foi marcado pela festa de aniversário do prefeito com o um trio elétrico na rua. Foi uma festa de aniversário sem bolo e sem parabéns pra você. Na verdade, teve muitos parabéns para Alessandra Vieira. Foi uma festa de “Alêversário”, com muitos convidados.

MAIS FESTA – Próximo domingo tem mais festa, com Bell Marques no meio da rua. Será que ele vai cantar aquela: Ôh mainha…? “Mude esse mundo” com certeza estará no repertório. Só sei que com Bell na avenida, vai ter eleitor de todas as cores curtindo a festa. Será o mais perto da “união” que vão conseguir até depois de 2020. Para quem sempre brechava as carreatas do adversário na campanha, uma olhadinha domingo não custa nada.

SONHO DE CRIANÇA – Um companheiro não vê a hora de ir para avenida curtir Bell Marques na comemoração de uma vitória Taboquinha. Segundo ele, esse sonho foi interrompido há trinta anos por Ernando Silvestre, que venceu a eleição municipal de 1988 para Oseas Moraes e Zinha Vieira, vice.

NERVOS – O que a campanha em Santa Cruz teve de calma, o pós-campanha está tendo de tensa e delicada. Banho de whisky em vereador, troca de empurrões e murros em local público, arremesso de garrafa em casa de prefeito, roubo de bandeira em festa de vitória e pedra e intimidação em casa de vereador são alguns dos ingredientes que revelam um grande problema: antes só não sabiam perder, agora também não sabem ganhar.

DE VOLTA – Os vereadores de Santa Cruz voltaram ontem do “repouso eleitoral” remunerado com o uso da tribuna na reunião da câmara. O clima de campanha ainda estava muito colado neles, era adesivo de candidatos no peito, no microfone e enormes bandeiras estendidas no plenário. Parecia que a campanha não tinha acabado ainda.

HUMILDADE E OTIMISMO – O grupo liderado por José Augusto Maia, que conta com três vereadores, está dando uma lição de humildade e otimismo. Primeiro, Tallys, que ficou em terceiro lugar em número de votos na cidade, disse que era o maior vencedor. Depois os três vereadores pretendem lançar chapa própria para presidência da câmara, contra os oito vereadores que apoiam Diogo e os seis que apoiam Edson.

PESQUISAS – Mais uma eleição em que institutos de pesquisas erram feio. Se continuar assim, é melhor se basear no cara ou coroa, par ou ímpar, palitinho, pedra, papel e tesoura ou no bozó.

ELES NÃO – Os deputados federais e ex-ministros Mendonça Filho e Bruno Araújo tentaram uma vaga no senado e receberam um singelo não da população nas urnas. Será que eles dormiram atravessados na cama, acordaram no meio da noite com os pés para fora e pensaram que eram grandes?

VOTO CONTESTADO – Os sulistas que elegeram Tiririca e Alexandre Frota bombardeiam as redes sociais com insultos aos nordestinos por não terem votado maciçamente em Bolsonaro. Será mesmo que deveríamos aprender a votar igual a eles?​

ELEIÇÃO SEM EMOÇÃO – Depois de uma eleição de primeiro turno com quatro candidatos filhos da terra disputando vaga na ALEPE, quatro disputando vaga na Câmara Federal e outro disputando vaga como vice-governador, além de um segundo turno intenso dividindo o país entre petistas e antipetistas, como danado o pessoa do Moda Center vai chamar a atenção do pessoal com uma eleição para nova diretoria com chapa única? Muito difícil, principalmente sem carreata, girândola, carros alegóricos, reboques e afins.​

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Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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05
outubro

Ponderação – Com Janielson Santos

Aceite a vontade popular

Não problematize ainda mais e evite congestionar a fila da irresponsabilidade e inconsequência

 

Uma eleição presidencial talvez nunca tenha ficado tão em pauta no cotidiano do brasileiro médio, quanto à deste ano. A vitória de qualquer um dos lados extremos da disputa, tende a ser dramática.

O clima criado e fortalecido ao longo desses dias, a rejeição de ambos os candidatos e a série de embates de eleitores (sobretudo no campo virtual) carregados de sentimentos, (muitas vezes de inverdades e ausente de senso crítico), não deixa dúvidas quanto à indignação prevista após a divulgação do resultado.

Diante de tudo isso, algo banal e que em outra eleição seria descartável, desta vez é necessário ser dito: É preciso aceitar a verdade das urnas. É preciso aceitar que, nesses 22 anos de urna eletrônica no país, nunca houve qualquer caso comprovado de manipulação de resultado. É preciso aceitar os dados que serão apresentados, para não tumultuar ainda mais um processo que, por si só, já é desgastante.

O vira-latismo está presente na teoria que duvida do equipamento. Quem sofre desse complexo, apresentada genialmente por Nelson Rodrigues, não consegue compreender que seu país pode ser referência em algo de fato. Para ser bom suficiente, precisaria ser criação europeia ou norte-americana…

Duvidar do resultado das urnas antes, durante ou depois da contagem dos votos não contribui. A menos que se prove alguma irregularidade do procedimento usado, em benefício de algum candidato, só mostrará irresponsabilidade, desespero (na possibilidade simples de agitação, um mau-caratismo, indecência, insensatez) e, em última instância, evidenciará um sinal de mal perdedor.

Não esqueçamos da derrota recente de Aécio Neves, que levantou a possibilidade de forma inconsequente e, pouco tempo depois, foi flagrado em conversas grampeadas, ao dizer que queria apenas ‘encher o saco’.

Exaltar essas deduções, apenas por agito, é não ter escrúpulos. Tem a possibilidade real de motivar um exército de potenciais lunáticos adeptos de teorias conspiratórias mirabolantes.

Seja qual for o resultado desse pleito, ele deve ser respeitado. Deve ser compreendido como a vontade popular da maioria daqueles que se dispuseram a decidir por seu futuro pelos próximos quatro anos. Deve ser entendido, antes de qualquer coisa, que é mais que necessário e urgente saber conviver com o contraditório.

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04
outubro

Artigo – Por Adriano Oliveira

A RESISTÊNCIA DE BOLSONARO

 

As últimas pesquisas revelam que Bolsonaro resiste, apesar de todas as ações contrárias a ele. Inicialmente, veio a facada. Em seguida, as declarações do seu candidato a vice-presidente. E, por fim, a publicização de atos passados praticados por Bolsonaro.

Bolsonaro oferta aos seus opositores condições propícias para o ataque. Entretanto, Bolsonaro resiste. A sua bolha não estoura. A sua liderança continua estável. Por isto, Bolsonaro é favorito para disputar o 2° turno com o candidato do PT, Fernando Haddad.

Como explicar o não estouro da bolha de Bolsonaro? Continuo a definir o bolsonarismo como manifestação incipiente contrária ao lulismo. Isto significa que ela não está consolidada no eleitorado. O bolsonarismo, ao contrário do lulismo, não tem raízes e nem memória. Ele é o antilulismo.

Fui indagado, certa vez, por um colega cientista político: O que é o lulismo? Respondi que o lulismo é a manifestação positiva do eleitorado para com o ex-presidente Lula. Pesquisas quantitativas e qualitativas sempre revelaram que os eleitores, em particular os nordestinos, e das classes C e D, sentem saudades das eras Lula. Têm gratidão com o ex-presidente Lula. Como bem frisou uma eleitora participante de um grupo focal: “No governo Lula o Estado bateu em nossa porta”.

Observem que Bolsonaro tem expressiva votação no Sudeste e Centro-Oeste. Entretanto, não tem considerável número de adeptos no Nordeste. Mas o Lula tem. A prova cabal de que o lulismo existe é o pujante crescimento de Haddad no Nordeste.

O bolsonarismo é, portanto, a expressão do antilulismo. Tenho a hipótese de que parcela considerável dos adeptos da candidatura de Bolsonaro não admira as “suas” ideias, em particular, a volta do imposto CPMF ou fim do 13°. Apenas consideram Bolsonaro como o único candidato que tem força para derrotar o PT na eleição. E por que não consideraram o Alckmin?

Como já frisei em outro artigo neste espaço, Alckmin não representou ou representa, a novidade que os não adeptos ao lulismo esperam. Bolsonaro representa a novidade que possibilitará a mudança que impedirá o retorno do PT ao poder.

Restam poucos dias para a eleição. A estabilidade mantém Bolsonaro como favorito a estar no 2° turno da disputa. Mas, indago: As mulheres que dizem “#não a ele”, Doria, Anastasia e os ataques do PSDB podem gerar surpresas?

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03
outubro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

SÓ NÃO PODE FALTAR VOTO – Dizem as boas línguas que acabou cedo a feijoada promovida por um político para juntar a militância. Ou foi muita gente, ou estavam todos esfomeados, ou faltou alguém pra botar mais água no caldeirão; mas como diz alguém que não lembro quem, para um político pode faltar tudo, só não voto. Feijão preto e orelha de porco é o de menos. Próximo domingo, saberemos se vai ter outro trauma ou redenção.

ENCHEU – E na reta final, os principais candidatos filhos da terra conseguiram botar o povo na rua. Parabéns a todos! Eventos com bom público. Só não sei em qual tinha mais gente, saber isso é uma obsessão dos militantes. Duas coisas que não tem como saber nessa cidade: Se tem mais pizzaria ou barbearia ou em que evento político teve mais gente.

CHEGOU – Para alguns pareceu uma eternidade, mas até que fim chegou a última semana de campanha eleitoral. Para quem gosta do Carnaval de 45 dias, foi rápido demais. Mais rápido do que a leitura dos partidos das coligações nos guias eleitorais.

GATO POR LEBRE – Teve movimento político na cidade vendendo gato por lebre no final de semana. Prometeram a presença do Filho da Esperança e trouxeram um clone dele. Deve ser o filho da expectativa. A verdade é que João Campos não veio para carreata, como divulgado. Pode não parecer grande coisa, mas é um desrespeito com quem vai só para olhar seus lindos olhos verdes.

O LEGADO – É… Vivemos literalmente em uma monarquia disfarçada de República. São os mesmos nomes, as mesmas famílias no poder há décadas. Filha da costureira, filho de Zé, filho da Esperança, filho do senador, filho do deputado… Como os nomes e sobrenomes são sempre os mesmos, não me espanta o país está sempre na mesma.

ELE NÃO E ELE SIM – A cidade que é diferente de todo lugar do mundo, Santa Cruz do Capibaribe, resolveu se parecer com várias cidades mundo a fora no final de semana, realizando o movimento contra Bolsonaro. Isso no mesmo dia em que aconteceu um evento pró Bolsonaro. Na cidade é uma vez por semana. Nas redes sociais é todo dia. Ninguém aguenta mais tanto sim e não, não e sim.

FETICHE – Só pode ser fetiche, do governo municipal ou meu com “Becos” nas festas da cidade, não é normal isso. Queiram ou não queiram, entre um parque e outro, lá na Avenida 29 de Dezembro deixaram uns becos para a população caminhar. Não dá para andar de mãos dadas com ninguém naquele aperto, mesmo com poucas pessoas.

SHANGHAI SULANCAL – Estamos nos aproximando da alta temporada. Se não concluíram as obras de duplicação da PE-160 na entrada da cidade, é melhor Jair se acostumando com as tragédias anunciadas. Se agora está um caos, na época das feiras boas e aumento no fluxo de veículos, viraremos Shanghai.

LULA LÁ – Para quem não acreditou que Lula seria preso e para quem acreditou que ele seria libertado rapidamente, as notícias não são das melhores. Estão prendendo até as fotos dele. A meta deve ser prender as ideias também. Isso explica não deixar ele falar. Ações preventivas da justiça eleitoral apreenderam corretamente material de campanha com a imagem de Lula como presidente em vários estados do país. Santa Cruz do Capibaribe, cada dia mais parecida com o resto do mundo, teve apreensão de material em casa de familiar de candidato também.

A DENÚNCIA – Inúmeras denúncias sobre o material de campanha apreendido em Santa Cruz foram feitas no aplicativo “Pardal”, desenvolvido pela justiça eleitoral. Nunca saberemos se o denunciante foi alguém de sangue puro, sósia de rei do brega, motorista de ambulância ou algum desconhecido.

DIRETO DA REDE – Ontem aconteceram debates com os candidatos a governador em diversos estados. E a grande dúvida dos eleitores em todo debate eleitoral foi finalmente respondida. “Quem ganhou o debate? Quem foi dormir mais cedo”.​​

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido”

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28
setembro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

MEXEU NUM “VESPEIRO”

CRESCIMENTO – O nome do presidenciável Bolsonaro cresceu em todo País, até mesmo em estados lulistas a exemplo de Pernambuco. Nesse contexto, os eleitores de Bolsonaro mostraram sua força nas duas últimas semanas, realizado dois grandes eventos.

NÍTIDO – É nítido nos eventos dos filhos da terra, em Santa Cruz do Capibaribe, que a candidata Alessandra Vieira (PSDB), apesar de apoiar o candidato Geraldo Alckmin (PSDB), tem o apoio de grande parcela dos eleitores de Bolsonaro.

APOIANDO – A vereadora Jessyca Cavalcanti (PTC), um dos principais nomes em defesa da campanha de Alessandra, declarou apoio, nas redes sociais, ao evento das mulheres #elenão que será realizado em Santa Cruz do Capibaribe, campanha contra a candidatura de Bolsonaro.

LEI DO RETORNO – O apoio de Jessyca ao movimento #elenão gerou grande polêmica nos bastidores. Vários eleitores de Bolsonaro invadiram a página da vereadora para afirmar que devido ao comportamento da mesma, poderiam rever o voto na candidata apoiada pela parlamentar.

MOBILIZAÇÃO – É perceptível que, independentemente dos resultados das urnas, o eleitor de Bolsonaro hoje tem o maior poder de mobilização nas ruas e redes sociais. Portanto, para confrontar os mesmos, é necessário pensar duas vezes, pois é mesmo que mexer num “vespeiro”.

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26
setembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

​RESUMÓRIO

 

RECORDE – O evento misto do deputado Diogo Moraes domingo passado foi recorde de público e recorde em tempo de concentração. Como a ideia da coordenação é fazer um ainda maior no próximo fim de semana, a concentração deve começar hoje à noite. Resta saber se será mais uma vez um evento misto, com carreata, motorreata, passeata e cavalgada ou algo diferente.

DIFERENTE – O evento foi diferente mesmo. Além de ressuscitar duas coisas que estavam sumidas nessa campanha, o drone e gente brechando nas calçadas e apartamentos, tinha locutor andando no meio do povo e político em cima de carro com microfone fazendo locução.

SEM PRESTÍGIO – A euquipe do Resumório procurou saber se a demora para o início da carreata de domingo era por conta da espera do Governador Paulo Câmara, que tinha agenda em Petrolina. Curiosamente, alguém que não lembro quem, disse que a demora era por que os cavalos não podiam sair naquele sol. Eu até entendo o desgaste do governador na cidade. Já soube de uns números internos e tudo, mas nunca imaginei que ele estivesse com menos prestígio do que os cavalos daqui.

MELINDROSO – O candidato a deputado federal Eduardo da Fonte sempre foi bem votado em Santa Cruz do Capibaribe, mesmo não sendo o candidato de um dos dois principais grupos políticos da cidade. As previsões apontam mais uma boa votação em 2018. Os asfaltos dele rendem muitos votos e aparentemente são bem resistentes. Por outro lado, os asfaltos de Bruno Araújo são melindrosos demais. Não aguentam um parquinho em cima.

A FESTA – O “datanório”, instituto de pesquisa do Resumório, ouviu mais de uma dúzia de pessoas e a mudança da Festa de Setembro da Av. Padre Zuzinha para Av. 29 de Dezembro está com uma rejeição maior do que a de Paulo Câmara na cidade e a de Temer no país. Festa não é mobília de casa para se mudar de lugar toda hora. Bregaribe, São João, Festa de Setembro… Só falta fazer a festa da Cohab fora da Cohab e a do Santo Agostinho em outro bairro também.

A JUSTIFICATIVA – Salvo engano, a justificativa oficial para mudança de local da Festa de Setembro foi para preservar o asfalto da Av. Padre Zuzinha e as praças recém-inauguradas. Se requalificarem o cemitério, o certo era ninguém morrer.

(DES) UNIÃO – Impressionante como a desunião está no DNA dos políticos. Juntaram um grande grupo agora e os indícios de desunião já começam a aparecer. É gente sumido da campanha, é gente que quer aparecer demais e gente falando o que não deve. Não importa se a cor é vermelha, azul ou amarela, os egos, vaidades e problemas são sempre os mesmos.

OS CLONES – A candidata a deputada estadual Alessandra Vieira tem uma boa vantagem sobre seus adversários, uma irmã parecida com ela. Acreditem ou não, tem eleitor abordando a irmã na rua pensando que é a candidata. Assim ela pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo, reforçando a “Presença” do seu slogan de campanha. Diogo também tem um clone, mas milita com a deputada também. Isso é perigoso!

PESQUISAS – Números divergentes entre os inúmeros institutos de pesquisa têm deixado muito apostador preocupado. As malas estão com índice de confiabilidade maior do que certos institutos quando o assunto é aposta. Mesmo com a frieza da campanha, Santa Cruz ainda movimenta em aposta valores maiores do que o PIB de algumas cidadezinhas da região. Ôh sulanca abençoada!

CAMPANHAS FRIAS – Há onze dias para eleição, o clima na cidade ainda é frio. Carreatas em fim de semana, adesivação de carro em domicílio, sinuca e pebolim em comitê não são suficientes para animar o povo. Nossos políticos precisam inovar e se reinventar.

TODO MUNDO E NINGUÉM – A disputa para presidente está tão louca que Bolsonaro vence todos no primeiro turno e não ganha pra ninguém no segundo. Talvez isso explique o ele sim e o ele não nas redes sociais.

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Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”;

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26
setembro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

Esquentou de vez!

11 dias – Faltando 11 dias para o primeiro turno das eleições de 2018, o clima esquentou em Santa Cruz do Capibaribe. Os eventos, nessa reta final, conseguiram aglomerar bons públicos e chamar a atenção por onde passam.

As estratégias – Algumas campanhas mudaram estratégias nessa reta final visando melhorar os desempenhos. Mudança de horário de porta a porta, repetição de visitas em bairros onde acreditam conquistar mais eleitores, divisões de equipe, entre outras.

As internas – Três das quatros campanhas dos estaduais da terra estão traçando estratégias de acordo com pesquisas internas. Contudo, quando essas pesquisas “vazam” entre os militantes, os números diferem muito umas das outras. Cada um que conte vantagem nos bastidores.

Estado – Com um pé em 2018 e visando 2020, os filhos da terra estão de olho, nessa reta final, nos desempenhos dos seus deputados federais, mas principalmente nos números dos candidatos ao Governo do Estado.

Da cozinha – Dizer ‘que é do lado do governador’ e afirmar que ‘lutou por obras’ que chegarem nos próximos dois anos é de fundamental importância para quem quer permanecer no poder ou chegar ao mesmo.

Efeito dominó – Contudo, cada esfera tem sua torcida. Os candidatos ao Governo do Estado estão de olho na disputadíssima corrida para presidência do Brasil. Com o arroxo financeiro que o país está passando, é necessário ter um parceiro na cadeira do Palácio do Planalto, na esperança de respirar melhor politicamente.

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22
setembro

Ponderação – Coluna do Janielson Santos

O que eles entendem sobre ‘o básico’?

Vamos pensar nos impactos quando nem o saneamento é planejado

 

A questão é tão fundamental, que é denominada de saneamento ‘básico’. É incrível o atraso que temos em ponto tão elementar. Dados divulgados esta semana, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que ‘menos da metade dos municípios brasileiros dispõe de um plano para área’. Não é difícil perceber o tamanho do problema olhando ao seu redor, na sua cidade, no seu bairro…

O resultado da falta de planejamento e de algo concreto nesse quesito, se reflete e impacta diretamente na saúde. Noticiar ocorrência de epidemias ou endemias provocadas pela ausência de saneamento básico é corriqueiro.

A região Agreste de Pernambuco, mais precisamente o Polo de Confecções, tem um exemplo evidente e desastroso do descaso com a questão. Em anos de abandono, irresponsabilidade, falta de planejamento, de zelo ou qualquer coisa que o valha, perdemos (pra não se esticar tanto), nada mais nada menos, que um Rio.

Não à toa, está em andamento no município de Santa Cruz do Capibaribe (integrante do Polo), após tanto tempo, uma das obras consideradas por alguns, a maior da história do município, mesmo sem tanta visibilidade: Um Sistema de Esgotamento Sanitário (SES). Algo prometido há décadas (típica promessa requentada em sucessivas campanhas eleitorais) que objetiva reduzir o lançamento de esgoto direto no Rio Capibaribe, fazendo o tratamento de forma responsável.

O Plano Nacional de Saneamento Básico estipulou o ano de 2033, como meta para que o serviço seja universalizado em todo o país. No entanto, a redução de investimentos públicos na área pode estender esse prazo para além de 2050, deixando claro que o atendimento continua não sendo prioridade.

É notório que já perdemos tempo demais, com isso. Não precisamos esperar tanto. Haverá uma eleição importante, em aproximadamente 15 dias. Saindo da rinha formada em torno da disputa, pouco proveitosa nesse campo, você já sabe o que os seus candidatos, ao menos, acham sobre esse assunto?

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19
setembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

MITOU – Nunca antes na história da terra da SW4 com jet ski no reboque se viu uma carreata para um presidenciável tão grande quanto foi a de Bolsonaro no último fim de semana. A carreata tomou vários bairros da cidade ao mesmo tempo, parecia aquele joguinho antigo da minhoquinha que crescia ao ponto de não caber mais na tela.

EVITAR A FADIGA – O vereador Ernesto Maia acredita que pode ser eleito deputado federal sentado no sofá de casa, fazendo campanha através das redes sociais. Na mesma linha de raciocínio, Jair Bolsonaro pode ser eleito presidente do Brasil sem fazer campanha de jeito nenhum, no leito de um hospital. Como dizia o carteiro Jaiminho: “É pra evitar a fadiga”.

CORREIOS – Por falar em carteiro, a única correspondência que chega no prazo são as cartas de Lula para os candidatos que ele apoia Brasil afora. Meus boletos chegam sempre após a data de vencimento. Quem precisar enviar alguma correspondência com urgência, sugiro mandar via Curitiba.

MINHA CASA, MINHA SINA – Impressionante como tudo que envolve habitação do programa Minha Casa Minha Vida nessa cidade é sempre cheio de polêmica. Casa fechada, moradia de cachorros, alteração em lista, denúncia na justiça, favorecimento eleitoral, entrega de documentos, contribuição financeira para reserva… Tem de tudo. Por último, as inscrições para o Residencial Cruzeiro foram suspensas por 20 dias, até passar a eleição. Dos males, o menor é esperar 20 dias para retomar as inscrições. É uma sina!

TÔ DE FOLGA – O presidente da Câmara de Vereadores de Santa Cruz, Zé Minhoca, suspendeu as próximas reuniões durante o período eleitoral. Usou um palavreado bem bonito na justificativa. Onde será que estarão os parlamentares nas datas e horários previstos para as reuniões? Tomara que não estejam pedindo votos para seus candidatos, pois a população pode entender que foi uma estratégia para intensificar as campanhas, até o momento, nada empolgantes.

SUGESTÃO – Não deveria, mas vou ajudar os candidatos filhos da terra que não conseguem juntar um bom público em seus eventos. Não repassem a dica, fica só para aqueles que são leitores do Resumório. Para fazer um comício em Santa Cruz, com recorde de público, basta fazer na frente de alguma das duas agências da Caixa Econômica ou na frente de uma lotérica. Vai ser LO-TA-DO.  

A DÚVIDA – Os principais institutos do país trazem semanalmente números da corrida presidencial. Diante das oscilações naturais de alguns candidatos, uma dúvida tem inquietado muita gente: Num duelo entre o discípulo de um presidiário e o hospitalizado, quem sairia vencedor?

INOVAÇÃO – A falta de entusiasmo dos eleitores nesta campanha de 2018 vem incentivando a criatividade dos candidatos. Em Santa Cruz, o destaque vai para o delivery de adesivação veicular. Isso mesmo, você manda um WhatsApp e o pessoal faz sua adesivação em domicílio. Não está fácil para ninguém.​

SEM CANDIDATO – O povo não está querendo saber muito de político. E uma moda que parece que pegou aqui, na terra em que as pesquisas internas sempre dão mais, é a moda do porta a porta do candidato sem o candidato. É tão bom quando se tem alguém que faça nosso trabalho junto da gente ou por a gente.

SUMILÂNDIA – Sabe esse monte de político e lideranças que estão percorrendo todos os bairros da cidade, batendo na sua porta em busca de voto? Quando a campanha acabar, vocês acham que eles continuarão visitando a casa das pessoas comuns ou vão todos para a “Sumilândia?, o lugar paradisíaco que eles desfrutam por dois ou quatro anos. Segundo alguém que não lembro quem, tem candidato que, depois do dia sete de outubro, vai colocar o chip do celular na boca de uma piaba e soltá-la no mar.

ENQUETE MENTAL – O que caiu mais nos últimos dias, o Neymar, a popularidade do Michel Temer ou a intenção de votos de Marina?​

 

Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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12
setembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

​RESUMÓRIO 

 

SURPRESA – “Fiquei Sabendo”, e agora uso essa frase sem “Ponderação”, que um candidato filho da terra vai surpreender muita gente quando as urnas forem apuradas. Seus votos seriam como a economia do São João da Moda 2018. Dizem que existe, mostram em coletiva, falam em entrevista, mas ninguém consegue ver.

SURPRESO – Por outro lado, outro candidato filho da terra já está surpreso com a sua possível votação em 2018. Os adversários doidos pra mangar dele, porque já se deu mal na última tentativa de candidatura mais ousada, mas morrem de medo de mangarem agora e serem mangados em sete de outubro.

FALSIDADE – Na eleição de 2018 um dos destaques é que o povo está mais falso do que os políticos. Uma senhora no bairro Santa Tereza deixou pregar adesivo dos três principais candidatos a deputado filhos da terra e depois retirou todos. Pelo menos a gentil senhora permitiu, em outros bairros moradores estão reclamando da pregada de adesivo nas casas sem autorização. Parabéns para você que pensa que vai ganhar voto na marra.

INACREDITÁVEL – Se alguém tivesse me contado, eu não acreditaria. E só acredito porque testemunhei juntamente com um amigo. Pasmem! Eu vivi para ver uma fila pra tirar foto com um candidato a deputado no dia 7 de setembro, em plena 29 de Dezembro. Isso mostra que sempre vai ter gente sem ter o que fazer e que o vermelho nunca acaba.

O GRANDE ENCONTRO – As militâncias e comitivas do deputado Diogo Moraes e de Alessandra Vieira se encontraram na Av. 29 de Dezembro durante os desfiles cívicos do dia 7. Foi interessante ver o vereador Ernesto Maia desfilando de amarelo colado em Diogo e Jéssyca de azul ao lado de Alessandra vendo a comitiva passar. Ernesto jamais soltaria uma piadinha para sua colega de câmara. Eu posso ter me confundido e escutado outra coisa. 

TRADIÇÃO DA CONFUSÃO – Mais um 7 de setembro de ano eleitoral marcado por confusão envolvendo política. Está virando tradição. E mais uma vez questões familiares no centro da confusão. Não teve agressão, mas uns dizem que foi ameaça, outros dizem que foi um conselho. No mínimo foi uma sugesta. Deputado e militante azul conversaram num tom não muito amistoso. Curiosamente, quem é taxado de “arengão” e de ter mau humor foi quem calmou os ânimos. No desfile cívico da Vila do Pará, também teve conversas acaloradas, só que entre representantes amarelos e vermelhos.

ADUTORAS – Pirangi, Seriji, Cerro azul, Alto Capibaribe, adutora do agreste… Se em 2019 o povo da Palestina ainda comprar água, pode perder a esperança em políticos. Só restará esperar pela transposição do Rio Amazonas e a transposição do Rio Nilo, no Egito. Não duvidem que alguém faça essas promessas. Lembrem que já prometeram, tabletes para alunos do munícipio, dobrar o salário dos professores do estado, tirar milhões de brasileiros do SPC e 13º salário para o Bolsa Família.

BANDEIRAS – O canteiro da PE 160 está tomado por bandeiras de diversos candidatos. Interessante que os vândalos destruíram praticamente 100% das palmeiras plantadas nesse mesmo canteiro. Com exceção de um probleminha pontual, as bandeiras estão lá intactas. Inclusive atrapalhando a caminhada das pessoas, pois estão colocando antes do horário permitido. Somos uma cidade ecologicamente incorreta, plantas não sobrevivem, bandeiras sim.

FALTA EMPENHO – Segundo informações de bastidores, o prefeito de Santa Cruz, Edson Vieira, cobrou mais empenho na campanha de Alessandra a um vereador de sua base. O parlamentar teria dito que tem sua confecção para cuidar e não pode se ausentar muito. Outro vereador, ex-aliado do prefeito, declarou apoio a um federal de fora na tribuna da câmara de vereadores. Mas caminhou no calçadão Miguel Arraes ao lado de outro federal, inclusive com adesivo dele no peito. Talvez tenha sido os belos olhos do menino que o hipnotizaram. Será que o vereador poeta também será cobrado?

BRASILEIRÃO DA ELEIÇÃO – A disputa por uma vaga na ALEPE está acirrada na capital das confecções. Pesquisa para consumo interno estão sendo feitas praticamente duas por semana, como rodada do campeonato brasileiro de futebol. Um integrante da mala, que não tem acesso a esses números, perguntou se seu candidato estava pelo menos na zona de classificação para Libertadores. A resposta foi que ele está brigando para sair da zona de rebaixamento. Ou seja, está no VERMELHO.

ECONOMIA – Tenho um amigo que economizou duzentos reais no almoço com a namorada no fim de semana. Perguntei como foi possível e ele disse que tinha uma estimativa de gastar trezentos reais e só gastou cem. Simples assim, como a prestação de contas do São João da Moda. Isso ainda vai virar pauta nos cursos de economia.

SESSÃO CIÚMES – Não bastasse as escolas, o prefeito de Toritama, Edilson Tavares, agora virou pauta nas redes sociais de Santa Cruz devido comparações entre as casas de apoio no Recife para pacientes do TFD (Tratamento Fora de Domicílio). A de Toritama é num prédio e tem até jardim. A de Santa Cruz, apesar de ser pauta nas caminhadas eleitorais, segundo o vereador Carlinhos da Cohab, é um quarto num beco.

FOTOS – Está aí mais uma sugestão: Se você é de Santa Cruz ou mora aqui e já tirou fotos no banheiro do Teike – Bar e Restaurante, quando for a Recife, visite a casa de apoio de Toritama e tire fotos no lindo jardim.

 

Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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12
setembro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

A ECONOMIA FOI NA ESTIMATIVA

São João – Já falamos anteriormente que o São João da Moda 2018 foi de longe o mais belo, organizado e das melhores atrações dos últimos tempos.

Economia real – Contudo, a promessa de que haveria uma economia em relação aos anos anteriores não ocorreu. O que presenciamos, após a prestação de contas, foi um aumento, para prefeitura, de quase 800 mil reais em relação ao ano de 2017.

Economia na estimativa – Em entrevista ao programa Rádio Debate, na rádio Polo FM, o Gestor de Turismo e Lazer, Cláudio Soares, afirmou que houve sim uma economia. Pois segundo o mesmo, o São João com a dimensão que teve se esperava um valor e foi bem abaixo do que se estimava.

Bons números – Ainda Segundo o Gestor, uma pesquisa qualitativa aponta números de aprovação ao São João da Moda. Contudo, ao ser questionado se poderia apresentar a pesquisa e os respectivos números, Soares afirmou que a mesma era pra consumo interno e se reservaria em não apresentar.

Desconhece – O ponto mais estranho da entrevista foi o gestor afirmar que desconhece uma Lei Municipal, pois ainda estaria se inteirando de algumas “peculiaridades” de nossa cidade, e basicamente por isso a prestação de contas não foi de acordo com a referida lei.

Realidade – Um São João com a estrutura que teve o de Santa Cruz do Capibaribe em 2018, lógico que não haveria uma economia em relação aos anos anteriores. E este foi o maior pecado da administração, prometer algo que não conseguiria cumprir, mesmo terceirizando parte dos serviços. Contudo, mesmo assim não se pode retirar o brilho do evento.

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08
setembro

Ponderação – Coluna do Janielson Santos

Solução de um povo não reside no grito, em arma de fogo nem na ponta da faca

 

“Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”. Frase atribuída ao filósofo francês Voltaire, sintetizando o direito da livre expressão, está cada vez mais distante do nosso cotidiano.

Esta semana, uma tentativa de homicídio contra o presidenciável Jair Bolsonaro (repercutido desde então em todas as mídias do país) deixa evidente o resultado trágico quando o descarte dessa colocação é levada ao extremo. Em depoimento à polícia, o agressor disse ter cometido o crime por ‘discordar das ideias do candidato’ .

Sou um crente da mudança de ideias pelo convencimento e acredito, piamente, no poder do diálogo. Se não for desta forma, não será pela faca, arma de fogo ou por qualquer outro meio brutal.

Deixando de lado teorias conspiratórias, atribuições políticas ainda não confirmadas, triste relativismo da violência, ‘memes’ e piadas desnecessárias, acima de tudo contra um ser humano, ficou claro que a faca não é o caminho. O episódio deixa evidente que a violência não é o caminho. A intransigência, o desequilíbrio, o extremo, o fanatismo, a intolerância não são caminhos resolutivos para absolutamente nada.

Não é preciso esperar para fechamento das urnas e contagem dos votos, para perceber que esta eleição ficará marcada na história deste país. Todo seu desenrolar, sua narrativa construída na insegurança jurídica, na expansão da ‘fake news’, no descrédito da massa e numa tentativa de homicídio a um dos candidatos, entre tantas outras coisas, o torna um dos pleitos mais emblemáticos de todos os tempos.

O peso eleitoral, deste fato mais recente, ficará conhecido nos próximos dias. Torço primeiro que a recuperação do Bolsonaro seja plena e breve.

Que uma faca tenha serventia de, no máximo, descascar uma laranja. Ela jamais deve ser usada para limitar a vida de qualquer ser humano ou mudar os rumos e história de uma nação. Longe de qualquer tipo de violência, precisamos ver Bolsonaro perdendo ou vencendo a eleição sob a vontade popular, de forma justa, limpa e democrática.

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05
setembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

É O PADRE E O POVO – Já falei no Resumório sobre as desnecessárias carreatas que acontecem em Santa Cruz do Capibaribe. Quando a gente pensa que já viu de tudo, além de carreatas com tratores, caminhões, ambulâncias, carros para saúde, pedras de calçamento, canos, usina asfáltica, vem um Padre e nos surpreende com uma enorme carreata com três sinos, que botou mais gente na rua do que os quatro candidatos a deputado estadual filhos da terra juntos. É cômico e desnecessário, mas tinha muita gente com saudade de gritar numa carreata grande: É o padre e o povo! A história se repete e mais uma vez a carreata do padre foi a maior.

ELEIÇÃO ATÍPICA – A eleição está muito atípica, muito diferente das anteriores. Muita coisa mudou, mas o que eu duvido que mude é o voto em troca de reconheCIMENTO; da eletrificação que substitui o canDINHEIRO. Ainda eleitor que vota em quem dar na TELHA. 

ALÔ SANTA CRUZ MEU AMOR – Os candidatos pregam o novo, mas trazem os mesmos locutores com as mesmas falas das últimas eleições, dez anos do mais do mesmo. É igual os filmes da sessão da tarde, tudo já assistido. Um verdadeiro vale a pena não ver de novo. A pessoa já não tá afim de ir para os movimentos políticos e quando vai é o mesmo “Alô Santa Cruz Meu amor”; chegou, chegou, chegou, foi fulano que chegou. As mesmas músicas tema e tal. E tem original e genérico como nas eleições passadas.

(V)FOTOS – Santa Cruz tem cerca de sessenta mil eleitores e os apoiadores dos candidatos fazem questão de postar 70 mil fotos nas redes sociais. Será que alguma pesquisa apontou que os indecisos votarão em quem encher a memória do celular do eleitor com fotos de cunho eleitoral? A realidade das pesquisas aponta muita foto e pouco voto. Melhor andar, em vez de só ficar na comodidade de compartilhar.

QUE TIRO FOI ESSE – Dizer que eleição estadual é mais fria do que eleição municipal é mais batido do que Zé Augusto dizendo que construiu o Moda Center. Mas a eleição deste ano está muito Frozen, uma aventura congelante. Para esquentar um pouco, o portal Santa Cruz Online está fazendo uma série de entrevistas com os candidatos a deputado com representação no Polo de Confecções. A campanha 2018 está tão fria e morgada que, no encerramento da entrevista de Alessandra Vieira, além de ter um público minúsculo esperando no lado de fora, soltaram apenas um fogo de três tiros. Não tá fácil pra ninguém. Nas entrevistas de candidatos a prefeito, a girândola e a carreata eram garantidas.

MALDOSOS – A reunião da câmara de vereadores foi transferida de quinta para terça esta semana. A transferência não programada com a devida antecedência resultou na falta de sete parlamentares, com compromissos anteriormente assumidos. Pessoas maldosas disseram que a mudança aconteceu para o feriadão de sexta ficar um feriadãozão. Eu me nego a acreditar que algum vereador, que já sofreu a ira da população durante a polêmica do auxílio alimentação, tenha coragem de mudar dia de reunião para curtir o litoral sossegadamente durante metade da semana.

POUCO PÚBLICO – Ainda dentro do assunto ‘pouco público nos eventos políticos de 2018’, um leitor da coluna quer saber se ainda vai ter drones fazendo fotos aéreas dos eventos. Pelo andar da carruagem, os drones serão aposentados. As fotos são apenas nas câmeras e só em ângulos que favoreçam.

SÓ FALTA ELE – A cidade acordou no último fim de semana cheia de bandeiras de um candidato só. Segundo alguém que não lembro quem, bandeira do candidato tem muita, só falta ele.

MELHOR JAIR – Com o nome de Lula fora da eleição presidencial, é melhor Jair se acostumando com um segundo turno complicado. Até o presente momento, o eleitor fiel do ex-presidente ainda não demonstrou que está se AddadPTando às mudanças.

O POVO QUER O LISO – Se o povo quer o liso eu não sei, o que sei é que tem candidato tão sem dinheiro que fez porta a porta sem um adesivo ou santinho, pedindo para o povo memorizar o número. Não levou nem uma caneta para escrever na mão do eleitor. Ele alega que o material de campanha chegará antes do dia da eleição. É uma campanha realmente franciscana.

MAIS PROMESSAS – Um Jovem amigo Canalha diz que água para o bairro Palestina só sobe no papo de uma rolinha ou no bisaco de um caçador. Como é ano eleitoral, ano de renovar promessas e esperança, o pessoal tá prometendo que a água dessa vez vai chegar. Depois de anos sem o precioso líquido, tudo que os moradores queriam era mais uma promessa.

NORMAL, NORMAL, NORMAL – Na cidade que o chamado Bigode não tem bigode e que o Gaguinho não gagueja, é normal, normal, normal um porta a porta do candidato sem o candidato.

​“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido”

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05
setembro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

Necessário se adaptar

FRIA – Devido às diversas notícias de corrupção em todo o país, as promessas não cumpridas e demagógicas, a descrença do eleitor com a classe política estar nas alturas, estamos vivenciando a eleição mais fria desde a redemocratização da República.

MUDOU – O eleitor mudou e, trazendo para Santa Cruz do Capibaribe de forma específica, a lambadinha já tocou, mas ainda não empolgou o público. Os eventos estratégicos, que arrastavam multidões em eleições passadas, não passam de públicos minguados em 2018.

SE ADAPTANDO – Conversando com pessoas que fazem parte das campanhas de alguns candidatos de nossa cidade, os mesmos reconhecem que é necessário se adaptar ao momento político e o novo perfil do eleitor, contudo, também apontam que sentem muitas dificuldades para a adaptação.

CANSADO – Se de um lado os políticos estão sentindo dificuldades em se adaptarem ao eleitor e “esquentar” o clima de campanha, do outro lado o eleitor não consegue achar esperança nessa eleição.

NECESSÁRIO – Contudo, é necessário o eleitor entender que: a única ferramenta que a população tem para mudar os destinos do país é o voto. Portanto, é necessário um esforço para analisar os candidatos e tentar escolher o melhor, pois ficar em casa, votar em branco ou anular o voto não vai resolver nada.

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31
agosto

Ponderação – Coluna do Janielson Santos

‘Extra, extra’ mais uma pessoa enganada (ou não…)

Fake News merece nosso desprezo, repúdio e punição

 

Seja por ingenuidade, inocência, desinformação, má vontade, ignorância, mau-caratismo ou qualquer coisa que o valha, a notícia falsa (a tal da fake news) disseminada nas redes sociais, segue de vento em popa. Ela dá o ‘ar da graça’ em diversos assuntos e parece se fortalecer quando o tema é político.

Em período eleitoral, mais que acirrado como estamos vivenciando, pautado sobretudo nos extremos e por grande ausência do senso crítico, esse mal encontra território fértil para se multiplicar.

Não à toa, um grupo incluindo integrantes da Polícia Federal (PF), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Ministério Público Federal (MPF) foi criado com o objetivo de desenvolver medidas de combate a esse problema.

Recentemente, um dos casos envolveu um blog do Polo de Confecções com fake sobre um candidato a deputado estadual de Santa Cruz do Capibaribe. Convenhamos, muitos políticos realmente falam bobagens (alguns mais que outros), no entanto, não será por conta disso, que vamos parar de duvidar do esdrúxulo, mirabolante, sensacionalismo, conspiratório ou alarmista, características comuns da notícia falsa.

A disseminação de conteúdos falsos é, sem sombra de dúvida, um dos principais desafios enfrentados na atual campanha. Pode, no campo político, entre outras coisas, prejudicar diretamente na tomada de decisões e colocar em risco a democracia.

‘Não tenho idade para conselhos’, mas, como dica, adicione ‘prudência’ às questões essências, antes de digitar e repassar algo no seu cotidiano, nas redes sociais. Pressione a tecla ‘cautela’ para qualquer notícia ‘bombástica’ recebida, por que nessa problemática, há, entre outros perfis, quem espalha por ingenuidade, quem compartilha por ignorância e, na ponta de tudo, quem cria por desonestidade.

Você não precisa ser o primeiro do grupo a informar os amiguinhos de sua rede. Não precisa ser o ‘jornalista’ mais rápido, condecorado por furos. Não precisa ser o adversário irresponsável e inconsequente. Averiguação, um pouco de bom senso e cuidado, não faz mal a ninguém. A fake news merece nosso desprezo, repúdio e punição.

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29
agosto

Resumório! – A coluna do Professor Tenório

PROMESSAS – Vieram me perguntar se depoimento de candidato dizendo que, se eleito, vai priorizar saúde, educação e segurança; que vai gerar emprego e renda para superar a infinita crise econômica e que vai divulgar o polo de confecções se encaixava na categoria Fake News, discurso demagógico, promessas mentirosas ou alguma denominação diferente. Sabe que até eu fiquei na dúvida! 

CAMPANHAS FRIAS – Uma coisa que tem chamado a atenção na campanha eleitoral é o não clima de campanha. A desculpa é que o povo não quer saber de política e a proibição de carro de som e não sei mais o quê. Na verdade, o permitido não está sendo explorado como antes. O impacto visual e a disputa de quem tem mais bandeiras e cavaletes deixou de existir. Ao que parece, as grandes empreiteiras estão contribuindo para esse clima frio na política, ao deixar de “contribuir” como antes. Se as campanhas estão tristes, sem graça, certamente é por falta do “faz-me rir”.

TUDO QUE ELES GOSTAM DE ESCUTAR – É normal, normal, normal político falar o que o eleitor quer ouvir para conquistar votos, mas em 2018 estão de parabéns. Ciro Gomes quer tirar 63 milhões de brasileiros do SPC, Bolsonaro fala em armar a população e o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, falou sobre a implantação de um 13º salário para recebedores do Bolsa Família. Pelo tempo de convivência com o prefeito de Santa Cruz, vi a hora o governador prometer implantar o Bolsa Família estadual.

PARCERIAS – Durante o tempo de aliança, muitas parcerias foram firmadas entre Edson Vieira e Paulo Câmara. Por aqui se prometeu distribuir tabletes para alunos da rede municipal como o governador fez no estado, mas não deu certo. Com o rompimento, as chances de Paulo Câmara fechar a Avenida Agamenon Magalhães ou Caxangá para implantar o Cidade Lazer cai para zero.

O MELHOR – O desempenho abaixo do esperado dos candidatos em debates, sabatinas e entrevistas é apenas um detalhe no processo eleitoral. O melhor de tudo são os memes produzidos em tempo real. Conheço pessoas que não vivem sem memes. E não falo de uma vida sem risos, falo de pessoas que só acreditam e argumentam embasado neles. É pra rir e pra chorar ao mesmo tempo.

BOM NEGÓCIO –  Bolsonaro conseguiu uma façanha na entrevista do Jornal Nacional, calando muitos que questionam seus conhecimentos em economia. Ele anunciou a venda de seu apartamento no horário mais caro da TV brasileira, em um dos dias de maior audiência e de graça. Se alguém conseguiu uma economia maior na divulgação de venda de imóvel, eu desconheço.

NA LAMA – Em outras regiões do país virou moda os políticos comerem pastel na feira, na tentativa de se aproximar do povo trabalhador e parecer com eles. Aqui em Santa Cruz, a moda é comer cuscuz com bode na feira de Cacimba de Baixo e comer sarapatel na Central de Feiras. Agora escolher ir na Central de Feiras logo em dia de chuva com a lama dando na canela, parece desaforo. Só pra provocar aquela velha dúvida: E a culpa da central não está coberta é de quem?

PERUAS NEWS – A campanha de 2018 será realmente marcada pelas Fake News. Recentemente, teve gente importante compartilhando informação mentirosa mesmo depois de comprovado que era perua. Toda semana aparecem uma ou duas. A perua ou Fake News nada mais é do que uma mentira, e político e mentira são coisas difíceis de desassociar. A verdade é que daqui para o fim da campanha muita gente vai literalmente pagar caro por isso!

MASOQUISMO ELEITORAL – Tem eleitor que nasceu para ser masoquista. Quanto mais o candidato que ele simpatiza fala e faz besteira, mais ele gosta. Quando a gente decide votar em alguém, ele não é canonizado nem deixa de ser humano. Vamos votar, torcer, vibrar e defender, mas sem endeusar ninguém. A mesma linha de raciocínio vale para adversários, que são desnecessariamente demonizados por quem não simpatiza.

NA MESMA RUA – A rua Maestro Alexandre, Em Santa Cruz do Capibaribe, será palco de dois comitês. Apesar da relativa distância entre eles e do clima frio da campanha, duas coisas me vêm na memória: as confusões na procissão semana passada e a chuva de tijolos na campanha em que um comitê ficava próximo do outro. Tomara que a paz reine em todo período eleitoral, paz de verdade, não daquela que paira entre os Maias.​

PRA NÃO SENTIR SAUDADE – Já deixei de falar dos buracos no perímetro urbano da PE 160, pois colocaram uma nova camada de asfalto em quase todo perímetro. Mas para ninguém morrer de saudade, deixaram um pequeno trecho antes de chegar no Moda Center com buracos. São mais quatro linhas de Resumório garantidas e muita gente zangada.

VIDA COMPLETA – Dizem que todo ser humano, antes de morrer, deve ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Se for santa-cruzense ou morar aqui, acrescente nessa lista tirar uma foto no banheiro do Teike. É mais do que uma vaidade, parece uma missão nessa vida. Tô vendo a hora aquele banheiro virar um santuário ou um ponto turístico de nossa cidade. As pessoas estão querendo tirar mais fotos nos banheiros do que com políticos, isso não é um bom sinal.

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido”

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27
agosto

Artigo – Por Adriano Oliveira

NACIONALIZAÇÃO OU ESTADUALIZAÇÃO?

 

Variadas pesquisas sugerem, caso o analista considere apenas a variável Intenção de voto, que a disputa eleitoral para diversos governos estaduais da região Nordeste são imprevisíveis. Entretanto, elas não são. A narrativa das disputas estaduais já está posta na região que poderá colocar um candidato a presidente no 2° turno. A saída da presidente Dilma Rousseff da presidência da República representa o início da narrativa.

Se a então presidente Dilma tivesse continuado no poder, as crises política e econômica poderiam estar no seu “colo”. E não no “colo” do presidente Temer. É importante considerar que se a gestão do presidente Temer tivesse gerado percepção de bem-estar econômico no eleitor, em particular no eleitor nordestino, as crises econômica e política também cairiam no “colo” da ex-presidente. A situação X ocorreu, impeachment da presidente. Mas a situação Y, a qual é consequência de X, não aconteceu. O bem-estar não bateu na porta dos eleitores.

A saída de Dilma da presidência da República (Variável X) e o insucesso do governo Temer (Y) geraram a nacionalização das campanhas para os governos estaduais na região Nordeste. A nacionalização é reforçada, em razão de uma variável anterior as outras duas mostradas: o lulismo. O lulismo é caracterizado pela memória positiva que os eleitores têm da era Lula. Mas não só por isto. Pesquisas qualitativas em vários estados nordestinos revelam que para parte dos eleitores “Lula fez muito pela região. Fez pelos pobres”.

Hoje, parte majoritária dos eleitores nordestinos, de acordo com pesquisas, sente saudades do ex-presidente Lula e condena o atual presidente Temer. Se não tivesse ocorrido o impeachment, a saudade de Lula poderia ter diminuído, pois Lula e Dilma seriam responsabilizados pela continuidade das crises econômica e política. Caso, claro, não tivessem conseguido superá-las.

As eleições para os governos estaduais do Nordeste serão guiadas pelo lulismo e pelo repúdio ao governo Temer. O lulismo guiará a escolha de grande parte dos eleitores quando estes estiverem à frente da urna. O eleitor poderá até reprovar um governador – estadualização.  Entretanto, o que orientará a sua escolha é o lulismo, o antilulismo e governo Temer.

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