20
novembro

As Curtinhas do Romenyck

O novo de novo!

 

Times em campo: 2020 se aproximando e o jogo político está afunilando, algumas Pré-candidaturas se consolidando para disputar 2020, a exemplo do empresário Allan Carneiro (PSD) e do ex-vereador Fernando Aragão (PP).

Montanha russa: Sempre falei em minhas curtinhas que a gestão do prefeito Edson Vieira (PSDB) se compara a uma montanha russa, com altos e baixos. Contudo, o exemplo pode ser utilizado para pré-candidatura do vice Dida de Nan, o mesmo esteve por baixo durante um bom tempo, mas soube ser paciente, esperar a poeira baixar e hoje, após o recuo da pré-candidatura do Secretário de Educação Joselito Pedro, é o favorito para ser indicado pelo prefeito.

Não decolou: Por outro lado, a pré-candidatura de Zé Cueca visualmente não demonstrou força, principalmente no eleitorado do grupo Boca Preta o que reforça o favoritismo atual do vice Dida de Nan.

Quem?: Como noticiamos no mês passado em nossas curtinhas, o deputado Diogo Moraes (PSB) iria testar seu nome para 2020, atrelado com a possibilidade de um “rolo compressor” de obras do governo do Estado e um plano de mídia.  Contudo, falta o deputado ser mais incisivo em relação a sua postura de pré-candidato para 2020.

O novo de novo: Com uma postura não muito clara de que Diogo é pré-candidato para 2020, além do distanciamento constante com o pré-candidato Fernando Aragão, nos bastidores políticos fica nítido que existe um movimento, na ala liderada pelo deputado José Augusto Maia, da necessidade de um “Nome novo” “de novo”.

Nome novo: Apesar de apontar a necessidade do “nome novo” “de novo”, as especulações nos bastidores estariam dentro dos sobrenomes Moraes, Maia e Aragão, ou seja, se o plano Diogo (MORAES) não vingar, outros nomes lembrados nos bastidores são: o do presidente da Câmara Augusto (MAIA) e do vereador Helinho (ARAGÃO), este último declarou apoio ao pré-candidato Fernando (ARAGÃO).

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13
novembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RESUMÓRIO

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SEM PAUTA – Tá difícil escrever uma coluna resumindo o que aconteceu quando não acontece nada, pelo menos de relevância. Semaninha parada, cheia de mais do mesmo. A mala nunca mais lançou um vice pra Fernando ou uma perua das grandes; o falado pré-candidato do PSB continua secreto; água na torneira que é bom, nada; sulanqueiro reclamando de muito movimento e poucas vendas e as pesquisas feitas na cidade estão intocadas para consumo interno por que o resultado não está agradando muita gente.

TRÊS VEZES – Mais sem pauta do que o resumorista está um grupo político da cidade que já anunciou o mesmo apoio três vezes nos últimos dias. É um anúncio de adesão ao grupo, outro de filiação e mais um para confirmar a pré-candidatura em 2020.

IMPRENSADO – A sessão da câmara de vereadores de Santa Cruz do Capibaribe foi antecipada de quinta para terça. Sexta é feriado da Proclamação da República ou 7 de setembro, como disseram uns dias aí. Depois os professores é que gostam de um imprensado.

OPERAÇÃO TÊXTIL – Mais um ano recebemos a Operação Têxtil durante o período de alta temporada. Em outra edição, políticos reclamaram porque não foram convidados para o evento. Este ano, alguns políticos estavam questionando o fato de não serem citados nos discursos. A situação dos clientes e vendedores parece está satisfatória, mas ainda tem muito político sofrendo com problema de ‘insegurança’.

NOTÍCIAS TRISTES – A semana foi marcada por notícias tristes, como por exemplo, tensão na Bolívia após a renúncia do presidente Evo Moraes, chegada do óleo em praias do sudeste e, a mais triste de todas, a morte do gato de um amigo meu. Já falei de tanta traição política aqui que me sinto na obrigação de homenagear o gato Alfred, um amigo fiel.

VITÓRIA DE LULA – O ex-presidente Lula mal saiu da prisão e já emplacou sua primeira grande vitória, desbancou a caneta azul nas redes sociais nos assuntos mais comentados.

LULA X BOLSONARO – Na única cidade pernambucana que Bolsonaro venceu em 2018, teve movimento na rua do Lula Livre e, mesmo com convocação nas redes sociais, o contraponto do pessoal da direita não aconteceu. Será que bateu arrependimento ou é porque a feira agora está no fim de semana e nem Lula nem Bolsonaro pagam os boletos no fim do mês?

DIRETO DA REDE – Sem o juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula e o treinador do Atlético Paranaense, Tiago Nunes, o Jardim Botânico volta a ser o grande destaque de Curitiba. 

 

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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07
novembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

​RESUMÓRIO

 

FILIAÇÕES – E a maratona de filiações dos dois “não principais” grupos políticos da cidade não para. Depois do pessoal do PP, próximo sábado será a vez da turma do PSD, da conhecida terceira via liderada pelo Alan Carneiro não assado.

NOVIDADES – Diferente do evento de filiação do PP, que não trouxe nenhuma novidade quanto às filiações, a turma do PSD está preparando adesões de um integrante azul e outro vermelho. Aproveitem e notem os nomes dos grupos políticos e das pessoas para André de Paula não fazer igual a Eduardo da Fonte que trocou o nome de todo mundo no discurso.

TBT – A reunião da Câmara de Vereadores de Santa Cruz foi tão sem novidade que literalmente foi um verdadeiro TBT: falou-se de lixão, matadouro, Socorro Maia etc. Uma reunião nostálgica.

IMPRÓPRIA PARA CONSUMO – Para não dizer que não teve nada de diferente na reunião da câmara, a vereadora Jéssyca Cavalcanti fez mais uma vez um discurso duro contra a oposição e denunciou o fornecimento de água imprópria para o consumo nas escolas estaduais. É uma luta desses vereadores uns querendo mostrar os problemas do município e outros querendo mostrar os problemas do estado. Se essa briga render melhorias nas duas esferas, eu ficarei sempre do lado da briga.

MISSÃO CUMPRIDA – Até que enfim a deputada Alessandra Veira, o prefeito Edson Vieira, vereaodres e pré-candidatos do lado azul conseguiram a tão sonhada reunião com a presidente da Compesa Manuela Marinho, tantas vezes adiada. De acordo com a presidente, as obras que vão resolver os problemas de abastecimento de água em Santa Cruz ficarão prontas em setembro e novembro de 2020, ou seja, depois da eleição.

PATERNIDADE INDEFINIDA – Com o anúncio do processo de licitação para construção da ponte que substituirá a conhecida Ponte Velha, poderíamos concluir que a responsabilidade seria do governo do estado, mas mesmo com o estado assumindo a obra, ainda dizem que a responsabilidade é municipal. Esse será um mistério que entrará para a história de nossa política. Pelo menos a obra será feita. Só precisaremos encontrar um nome para a nova ponte, pois já temos a outra que se chama ponte nova. Poderíamos chamá-la de Ponte sem pai ou Ponte Taboca Preta.

AÇÕES SIM, CANDIDATO AINDA NÃO – O deputado estadual Diogo Moraes concedeu entrevista por telefone a algumas emissoras de rádio para falar sobre as ações do governo do estado para Santa Cruz. Sobre a candidatura do PSB para majoritária em 2020, nada.  Cartilha do PSB diz que 2020 só se discute em 2020, mas como toda regra tem exceção, a pré-candidatura do príncipe João Campos, em Recife, segue a todo vapor.

ENQUETE MENTAL – O que enche mais o saco, a música da caneta azul ou treta entre os defensores do governador Paulo Câmara e os defensores do prefeito Edson Vieira?

 

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“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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04
novembro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

Movimentações

 

Disposto: Informações de bastidores apontam que o Deputado Estadual Diogo Moraes (PSB) está disposto a trabalhar seu nome nos próximos meses, visando o pleito de 2020. Segundo pessoas próximas ao Deputado, com a esperança de obras do Governo do Estado chegar até 2020 em nossa cidade, o trabalho de mídia será massificado e pesquisas de forma periódicas para observar a aceitação do nome de Diogo vão ser analisadas, para que assim o mesmo possa bater o martelo se será candidato ou não.

Articulações: Para emplacar uma possível candidatura, Diogo precisa minar o nome de Fernando Aragão (PP), que se consolida para o pleito de 2020. Nesse contexto, Diogo vem se reunindo com nomes importantes que declararam apoio ao projeto de Aragão, a exemplo do Vereador Helinho Aragão (PTB) e o ex-vereador Galego de Mourinha (PTB).

Em Pauta: Em contato com o vereador Helinho Aragão, o mesmo nos afirmou que a pauta da conversa com o Deputado Diogo Moraes foi meramente administrativa, onde a reivindicação de um Campus da UPE para Santa Cruz do Capibaribe esteve em discussão. Helinho ainda nos afirmou que só decidirá em abril qual sigla partidária disputará a reeleição e que independente do partido estará apoiando o projeto de Fernando Aragão.

Agenda: Em conversa recente que tivemos com Galego de Mourinha, o mesmo estava ajustando sua agenda com a do deputado Diogo Moraes, para o referido encontro. Galego nos afirmou que dará sustentação a pré-candidatura de Fernando, que lutará pela união do grupo e que Diogo Moraes é o deputado e uma das lideranças Taboquinha, sendo necessário se reunir com o mesmo.

Desagrado: A briga interna do Grupo Taboquinha não está agrando parte do eleitorado, as lideranças terão que ter “um olho no gato e outro no Peixe”, pois nomes tradicionais começam a embarcar em projetos adversários e o líder da Terceira Via Alan Carneiro, vem se aproveitando dessa sangria, durante a semana, uma foto apontando um possível apoio do empresário Joãozito e família chamou atenção no mundo político e ascendeu o alerta no grupo Taboquinha.

O ato: O pré-candidato Alan Carneiro vem movimentando seu grupo e no próximo sábado, 09/11, irá realizar um “Encontro do PSD”, com a presença do Deputado André de Paula, o ato confirmará a filiação de Alan e um grupo de pessoas que estarão dando sustentação ao seu projeto. O vereador Capilé, único nome com mandato que dá sustentação a pré-candidatura de Alan, no grupo da terceira via, irá esperar a janela para decidir a sigla que fará parte para o pleito de 2020.

Calmaria: Enquanto isso, o grupo Boca Preta tenta transmitir calmaria no que diz respeito ao processo de escolha do candidato a sucessão do prefeito Edson Vieira (PSDB). Pessoas próximas ao prefeito afirmam que o prefeito aposta em uma transformação na infraestrutura da cidade para os próximos meses, ações de pavimentações asfálticas, calçamentos e operações tapa buracos serão intensificados como uma prioridade da gestão e que ajudarão para diminuir o desgaste que o grupo carrega no momento.

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04
novembro

Artigo – Por Adriano Oliveira

POLÍTICA, PRESSÃO E ECONOMIA

 

Um ambiente econômico favorável surge no Brasil desde a era Temer. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o governo Bolsonaro, em particular, o ministro da economia, Paulo Guedes, têm dado continuidade a construção deste ambiente.

Inflação controlada e taxa de juros reduzidos. Elementos que integram um ambiente econômico virtuoso. Entretanto, juros reduzidos e inflação estável não significam, obrigatoriamente, crescimento econômico e diminuição da taxa de desemprego. A importante reforma da Previdência foi realizada. A nefasta capitalização abandonada. A necessária reforma Administrativa tende a ocorrer. O controle dos gastos públicos continua a ser objetivo do governo Bolsonaro. Conclusão: o ambiente econômico favorável pode se consolidar.

Faltam ao discurso do governo Bolsonaro os termos inclusão social e amenização da desigualdade. Infelizmente. O ambiente econômico favorável estaria perfeito caso estes dois termos passassem a fazer parte da agenda do atual governo. A variável política ameaça a consolidação do ambiente econômico favorável. No instante, existem sinais de que o ambiente econômico será pressionado pelas ações do presidente Bolsonaro e dos filhos. Crises políticas poderão impedir a consolidação do ambiente econômico favorável. E até fazer com que ocorra retrocesso, como, por exemplo, crise institucional.

Empresários, estrangeiros ou nativos, terão disposição de colocar em prática o seu espirito animal caso a iminência de uma crise política esteja presente? Se manifestações de ruas ocorrerem, semelhante as jornadas de junho de 2013, o presidente Bolsonaro optará pelo confronto ou diálogo? As ameaças do deputado federal Eduardo Bolsonaro à democracia, representam desejo ou bravata? A naturalidade que o general Augusto Heleno tratou as declarações de Eduardo Bolsonaro contra a democracia tem o objetivo de encontrar a tranquilidade institucional ou representa concordância? A previsão do ex-ministro Gustavo Bebianno de que o presidente Bolsonaro pode tentar um golpe é um cenário plausível?

As indagações apresentadas requerem reflexão e revelam que a atuação política do presidente Bolsonaro e dos seus filhos pode atrapalhar a recuperação econômica do Brasil. Por consequência, um cenário surgirá: ambiente econômico relativamente propício para o investimento do setor produtivo, mas empresários em estado de inércia em razão da incerteza que o governo Bolsonaro produz no ambiente político.

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30
outubro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RESUMÓRIO

 

FILIAÇÕES – E o “filiadaço” do PP sexta-feira passada não atendeu às expectativas de muita gente. Primeiro porque foram poucas filiações, segundo porque para cada pessoa que foi ao evento, tinha pelo menos duas botando gosto ruim.

CARNEIRO ASSADO – Na mala especial do filiadaço que não foi tão filiadaço assim, o cardápio era carneiro assado. Não foi bode, nem ovelha, foi Carneiro mesmo, porque pode faltar tudo para eles só não pode faltar uma boa sugesta.

O DISCURSO – O que chamou a atenção, principalmente dos que combatem o histórico de envolvimento em escândalos de corrupção do PP, mas defendem políticos com denúncias e condenação, foi o confuso discurso do Eduardo da Fonte, que confundiu Helinho Aragão com Augustinho Rufino e se referiu aos vereadores taboquinhas chamando-os de boca preta. Faltou um bloquinho de nota e aquela falada caneta azul, azul caneta.

PERIGO – Com essa falta de propriedade de da Fonte sobre a política local, é perigoso ele levar um arrocho do Palácio do Campo das Princesas próximo ano e chegar aqui dizendo que pensou que Fernando Aragão era Diogo Moraes.

NOVIDADE – Depois do evento de filiações, em entrevista a um programa de rádio, o deputado Eduardo da Fonte disse que amanhã, quinta-feira, é dia de novidade na política de Santa Cruz do Capibaribe. Uma novidade que vai mexer com a política da cidade. Pode ser que sim e pode ser mais um engano do deputado. Baseado em informações de bastidores, só posso afirmar que amanhã é dia de mudança.

DÉJÀ VU – O vereador Helinho Aragão emitiu nota falando do seu destino partidário, dizendo que recebeu convite de quatro siglas, mas que tem até abril para definir em que partido se filiará. Só falta ele inventar de fazer uma coletiva para anunciar a filiação. O partido que ele irá eu não sei, mas se José Augusto Maia o convidou para um partido e pediu para não comentar com ninguém, não é uma proposta, é um Déjà Vu.

PAI E FILHO – Muita gente querendo ser pré-candidato, causando desunião nos grupos políticos da cidade. Ser pré-candidato pode até ser bom, mas ser filho de pré-candidato e comemorar aniversário na Europa não é ruim não. Ser pai de pré-candidato e viver nos Estados Unidos também é muito bacana. Ser apenas resumorista é ruim, mas é bom e é bom, mas é ruim.

MERGULHO PERIGOSO – Assim como o Padre de Tamandaré que mergulhou nas águas contaminadas pelo óleo sem a devida proteção, tem político de Santa Cruz mergulhando fundo e sem a devida segurança. O mais sensato é ouvir as recomendações dos especialistas, pois a falta de proteção pode causar irritabilidade e muita dor de cabeça. Ainda não se sabe ao certo o tamanho do desastre e todo cuidado é pouco.

LEÃO E HIENAS – Um dos vídeos mais assistidos da semana foi o do leão e as hienas postado pelo presidente Jair Bolsonaro. Fico imaginando aquele vídeo adaptado à política de Santa Cruz, quem seria o Leão e quem seriam as hienas?

 

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

 

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23
outubro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RESUMÓRIO

 

O PRÍNCIPE – Como disse alguém que não lembro quem, o príncipe João Campos não veio nem agradecer os votos que teve em Santa Cruz e já é pré-candidato na cidade do Recife. É bom o povo de Santa Cruz transferir o título para a capital pernambucana para votar nele outra vez, já que ele é tão grato. Tomara que o desempenho na campanha municipal seja melhor do que o dele fingindo que está limpando óleo na praia.

(DES) UNIÃO – O grupo denominado Taboquinha segue firme e forte para a desunião visando as eleições de 2020. As trocas de farpas e indiretas seguem a todo vapor por parte de fernandistas e maistas. Em mais um capítulo dessa infinita novela, José Augusto Maia teria dito numa mala que não simpatiza com a ideia de um filho seu ser vice na chapa de Fernando Aragão.

FILIAÇÕES – Enquanto isso, Fernando Aragão juntamente com o deputado federal Eduardo da Fonte realizarão um “filiadaço”, na próxima sexta-feira (25), com promessa de novidades. É sugesta indo e sugesta voltando, dia sim e dia também.

MODUS OPERANDIS – O pré-candidato Alan Carneiro concedeu entrevista no Programa Rádio Debate da rádio Polo FM e mostrou que também sabe usar as armas de seus adversários. Apareceu com uma grande comitiva, não esqueceu o nome de ninguém, mostrou-se forte nas mídias sociais e ainda deu sugesta em um adversário político. Ao responder um questionamento sobre Zé Augusto e Moda Center, Alan disse que é conhecido como “Alan do Moda Center” e Zé não.

LÁ E LÔ – O vereador Irmão Val mais uma vez surpreendeu muita gente com suas declarações. Dessa vez não foi na tribuna da câmara, mas numa roda de conversa com pessoas simpatizantes dos dois principais grupos políticos da cidade. O parlamentar disse que está cansado de apanhar dos inimigos e dos amigos. Disse também que não foi convidado para evento em Recife que contará com a participação de integrantes do seu grupo político. O clima na ala azul pode até está bom, agora bom, bom, bom também não está não.

CONVERSA FIADA E MERCHAN – Quando esteve em Santa Cruz, o best of the best, prefeito de Colatina Sérgio Meneguelli, disse que não concorreria a reeleição por que achava injusto disputar eleição tendo a sua disposição as vantagens da máquina. Seguindo a linha de raciocínio do prefeito, estou vendendo minha casa no bairro São Cristóvão, pois acho muito injusto eu receber água da Compesa todo mês enquanto mais de 90% da cidade não recebe.

VERMELHO X AZUL – Está chegando a hora! Me desculpe o pessoal do verde, mas empolgação sem resultado não vale de nada. No fim das contas, o vermelho e o azul mais uma vez mostram a força que tem. O vermelho estando unido e completo é, sem dúvida alguma, favorito, mas os últimos resultados consolidaram a força do azul, com sucessivas conquistas. Hoje é dia de semifinal da Libertadores com Flamengo x Grêmio. O bom elenco do Palmeiras ficou para trás. Próximo ano é ano de Taboquinha x Boca Preta, com o pessoal do verde vivo na disputa. Assim como no futebol, o jogo da política será jogado e nem sempre os favoritos vencem.

O FUXICO – O fuxico de hoje é sobre uma suposta perseguição a um servidor da câmara de vereadores de Santa Cruz do Capibaribe. Além de o sujeito ser um dos poucos naquela casa que tem faltas descontadas, tiraram também quatrocentos reais de gratificação do seu salário. Outro servidor, com a mesma função e um Maia no sobrenome, continua recebendo a referida gratificação. Há quem diga que isso é por conta de apoio declarado a Fernando Aragão, mas me recuso a acreditar nessa história. Se for verdade, a atitude merece uma vaia. Cuidado presidente, não esqueça que esse servidor é especialista em puxar vaia.

 

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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22
outubro

Artigo – Por Maurício Romão

O QUOCIENTE ELEITORAL COMO REFERÊNCIA

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Duas mudanças na legislação eleitoral aprovadas na reforma de 2017 – (a) a abertura para partidos disputarem sobras de votos*, mesmo que não tenham atingido o quociente eleitoral (QE), e (b) o fim das coligações proporcionais – têm suscitado discussões sobre o que representa hoje o próprio QE.

Antes de 2017 só poderiam ascender ao Parlamento e participar da distribuição das sobras de votos partidos (ou coligações) que tivessem ultrapassado o QE (aqui o quociente era uma barreira à entrada).

Agora, liberada a disputa de vagas legislativas por sobras de votos, essa ascensão é permitida a qualquer partido ainda que não haja atingido o QE (neste caso o quociente passa a ser apenas uma referência).

Dessa maneira, esse novo contexto normativo envolve uma revisão conceitual do QE, que deixa de funcionar como uma “cláusula” de barreira e torna-se um parâmetro referencial.

Temos advertido, todavia, que a abertura suscitada pelas novas regras para ascensão ao Legislativo exige do partido situado no pelotão de baixo do QE uma certa densidade eleitoral, isto é, que tenha votação próxima do próprio QE (condição necessária).

Satisfeita esta exigência preliminar, a condição suficiente para tal partido obter assento no Parlamento é a de que sua votação esteja entre as maiores médias de votos nas rodadas de distribuição de vagas por sobras eleitorais.

Tais requerimentos não são triviais. Com efeito, a evidência empírica da eleição de 2018 mostrou que são raros os casos de partidos ou coligações que não alcançaram o QE e lograram conquistar vaga por sobras de votos. A imensa maioria dos disputantes não consegue cumprir com as duas condições simultaneamente. Neste sentido, para tais partidos, o QE ainda é percebido como barreira à entrada no Parlamento.

O fim das coligações proporcionais deve que ser compreendido também nesse contexto referencial do QE.

De fato, sem coligações, um partido, isoladamente, só consegue ascender ao Legislativo se tiver musculatura de votos para ultrapassar o QE, ou se sua votação satisfizer as condições necessária e suficiente acima aludidas.

Simulações sobre a eleição de vereadores em 2020, nas nove capitais do Nordeste, apontam que, em média, 62% dos partidos terão poucas chances de, isoladamente, eleger parlamentares (53% no Recife).

É oportuno aduzir, por último, que os sistemas proporcionais têm sempre um desafio matemático a resolver: como dividir as vagas de um Parlamento entre os partidos concorrentes, de acordo com a proporção de votos por eles obtida?

São vários os métodos empregados para solucionar essa divisão. No Brasil, e na maioria das democracias contemporâneas, o método utilizado é o de D’Hondt, às vezes chamado de método das maiores médias.

Pois bem, todos os métodos necessitam de um ponto de partida, uma base, uma métrica, para proceder à transformação de votos em vagas parlamentares. Essa métrica no Brasil é o QE.

A legislação recém instituída em 2017 apenas ensejou uma interpretação mais flexível para o QE. Não alterou em nada a sua essência. Ele continua existindo, sendo calculado como sempre foi, e separando pelotão de cima do pelotão de baixo.

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16
outubro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

​RESUMÓRIO

 

SEM NOVIDADES – Mais uma quarta-feira e chego estranhamente sem nenhuma novidade. A política também tem seus momentos de oscilação. A mala da 29 ainda não lançou a quarta possibilidade de vice para o pré-candidato Fernando Aragão, a troca de farpas entre fernandistas e psbistas continua do mesmo jeito, distanciando ainda mais o dia da tão sonhada união taboquinha.

PESQUISAS – O resultado das pesquisas “não registradas” repercutiu menos do que o esperado. Em homenagem aos aliados que não repercutiram devidamente os números favoráveis ao seu pré-candidato, farei o mesmo.

ALUGUÉIS ATRASADOS – O secretário de saúde Dr. Nanau disse que estranhou o fechamento da farmácia do LAFEPE ao encontrar outro estabelecimento comercial no imóvel que funcionava a farmácia. Dimas Dantas disse entre outras coisas que a prefeitura estaria com um ano de aluguel atrasado, ‘pouco menos do que os catorze meses do Seu Madruga’. Não sei como ainda não fizeram um meme do Sr. Barriga cobrando esses alugueis ao Seu madruga com a cara do prefeito.

BURACOS – O vereador Irmão Val fez um discurso contundente na última reunião da câmara de vereadores reclamando da quantidade de buracos nas ruas da cidade. A crítica ao prefeito e ao governo que faz parte pegou todo mundo de surpresa. A quantidade de buracos na cidade que o Irmão Val se referiu é feito o Cruzeiro, sempre existiu e esteve lá, mas só agora alguns estão percebendo. 

RESULTADO DO PENTE FINO – Concluída a análise minuciosa dos quinhentos contemplados com uma casa no Loteamento Cruzeiro, encontraram pessoas com benefícios sediados em vários municípios, como por exemplo, Toritama, Brejo, Jataúba, Vertentes, Joaquim Nabuco, Barreiros, São José da Coroa Grande, São José do Egito, Xexeu e Içara – Santa Catarina. Encontraram além de assessor parlamentar, primo de prefeito, pré-candidato a vereador, parente de secretário, de diretor etc. Até o momento, a oposição protocolou apenas uma denúncia, sobre um caso específico. Muita zuada e pouca ação. Na verdade, não se tem até o momento ou não se propagou nenhuma irregularidade com comprovação documental. Ou seja, “azul é a cor da alegria” e da sorte também.

“NOVIDADES INÉDITAS” – Uma comitiva taboquinha foi ao Recife participar de reunião com o deputado Diogo Moraes e o Secretário Antônio de Pádua. Na pauta, o funcionamento das câmeras de segurança e monitoramento que Zé tanto falava no passado. A luta pelo funcionamento dessas câmeras, pela usina asfáltica e pelo rodoshopping mostram o quanto Zé é irritantemente persistente. Se não conseguiu como deputado federal, certamente sem mandato conseguirá tudo fácil, fácil. O segredo era se aliar ao governador e não disputar eleições.

AÇÃO – O pré-candidato Alan Carneiro além de pedalar, comer doce na zona rural e limpar praça resolveu arregaçar as mãos e fazer política no modelo dos principais grupos tradicionais da cidade. Definiu partido, anunciou filiação e fez uma reunião com apoiadores de seu projeto. Deu uma oxigenada no pessoal que estava desaminando e aumentou a euforia dos que sempre estiveram animados. Esse tipo de reunião é feito encontros da Herbalife falando de extravaganza, quem já se iludiu sabe do que estou falando. Muito animadoras. 

O FUXICO – O fuxico de hoje é sobre a redução das comitivas que acompanham o prefeito Edson Vieira e, principalmente, a diminuída no número de pessoas na sua casa no tradicional almoço antes da procissão dos padroeiros da cidade. Já teve almoço que comeram tudo, até raspa dos tijolos das paredes e, no último, sobrou comida. A informação é que o chefe do executivo municipal se chateou com a pouca presença de aliados e servidores nos eventos institucionais, mas se o pessoal não está indo nem para uma boca livre, imagine para ouvir os mesmos discursos de seis anos atrás. As informações foram minuciosamente confirmadas pela análise de várias fotografias do presente e do passado. Não faltou quem mandasse imagens para euquipe do Resumório.

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“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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16
outubro

As Curtinhas do Romenyck Sttiffen

O pulso ainda pulsa!

 

Desidratado: Para quem imaginava que a pré-candidatura do empresário Allan Carneiro havia desidratado, de fato aconteceu. Mas, o mesmo apontou que estava em articulação interna.

Sem surpresas: Como já havíamos noticiados em curtinhas anteriores, Allan aceitou o convite e irá ingressar no Partido Social Democrático (PSD). A filiação será no início de novembro, em evento que contará com a presença do presidente do partido em Pernambuco, o deputado federal André de Paula.

Novidade: A principal novidade foi a presença do ex-vereador Afrânio Marques (PDT) na reunião que Allan realizou com os seus correligionários. Afrânio se colocou como pré-candidato a prefeito, mas o seu nome não decolou. Nesse contexto, o professor dá demonstrações que seguirá o projeto do empresário.

Vai pra cima: As informações de bastidores apontam que Allan colocará de fato o ‘bloco na rua’, contudo o mesmo precisa hidratar sua candidatura e sair do empresariado e ir para o meio do povo.

Dividido: O grupo denominado Taboquinha continua dividido sem saber administrar os problemas internos e perdendo terreno eleitoral.

Estancou?: Depois que ingressou no PP e assumiu a presidência municipal da sigla, Fernando vem filiando militantes históricos e vários suplentes ao partido, o que deixará uma proporcional robusta. Contudo, as perspectivas de que nomes de peso estariam declarando apoio ao nome de Fernando, parece que isso foi estancado, pois não se viu mais adesões internas a exemplo de Cleiton, Aragãozinho, Galego e Helinho.

Nada de novo: Já a triangulação entre Diogo, Zé e um grupo de vereadores não está trazendo nenhuma novidade para o grupo político que vive uma mesmice interna.

Enquanto isso…: Como já havia falando antes, o prefeito Edson Vieira (PSDB) vem esperando as peças serem colocadas no tabuleiro, para poder expor as suas, principalmente com novos velhos nomes surgindo no páreo.

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16
outubro

Artigo – Por Maurício Romão

SOBRAS DE VOTO NA NOVA LEGISLAÇÃO

 

Na reforma eleitoral de 2017 houve uma importante correção no modelo brasileiro de lista aberta, quando se permitiu que todos os partidos ou coligações pudessem disputar sobras de votos, mesmo não atingindo o quociente eleitoral (QE), o que era vedado antes pelo § 2° do art. 109 do Código Eleitoral.

O novo regramento abria espaço para siglas isoladas ou coligações que tivessem alguma musculatura de votos, já que poderiam ascender ao Parlamento mesmo não fazendo o QE. A medida causou grande euforia nesse conjunto de agremiações, mormente em face à proibição das coligações proporcionais.

Temos alertado, todavia, que esse alento propiciado pela reforma é restrito a apenas alguns partidos ou coligações do pelotão de baixo do QE.

De fato, a condição necessária, porém não suficiente, para um partido ou coligação do pelotão de baixo conquistar vaga por sobras no Legislativo é ter certa densidade eleitoral, com votação nas proximidades do QE.

A condição suficiente é a de que essa votação esteja entre as maiores médias de voto nas rodadas de cálculo de repartição das sobras (o partido ou coligação que não alcançou o QE tem sua média de votos dada pelos votos válidos obtidos na eleição).

O pleito de 2018 no Rio Grande do Sul para deputado federal ilustra bem esse ponto. A coligação PSOL / PCB, com 185.961 votos, deixou de alcançar o QE de 188.551 votos por apenas 2.590 votos e, portanto, ficaria fora do Legislativo, não vigorasse a norma referida.

Albergada pela nova legislação e exibindo votação próxima ao QE (condição necessária), a dita aliança ficou com a maior média de votos dentre aquelas geradas nas sete rodadas de partição de sobras do pleito (condição suficiente), elegendo um parlamentar.

Já as coligações PPS / PHS (129.900 votos) e SD / AVANTE / PPL / PODE (128.069 votos), inobstante tenham tido razoável votação, não se beneficiaram da norma eleitoral recém estatuída.

Para tal, seria necessário que suas votações estivessem mais próximas do QE, algo nos arredores de 160.000 votos, já que as duas últimas médias das rodadas de distribuição de sobras foram, respectivamente: 153.893 votos e 158.764 votos.

Há agora maior democratização de acesso aos Parlamentos, mas se requer certa estatura eleitoral dos concorrentes para fazer jus à abertura gerada na nova legislação.

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14
outubro

Artigo – Por Maurício Romão

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E A QUESTÃO DA QUALIDADE

 

Desde os “cursos por correspondência” que a educação a distância tem sido vista com desconfiança e preconceito. Essa percepção continuou nas fases tecnologicamente mais avançadas dos cursos remotos realizados depois através do rádio e televisão.

Com a Internet, a educação a distância cresceu exponencialmente no mundo todo, mas ainda subsistem prevenções contra esta modalidade, difundindo-se o mito de que ela é inferior à sua contraparte presencial em termos de qualidade.

Com a evolução da tecnologia de informação e as plataformas digitais, todos os cursos deixaram de ser eminentemente presenciais (offline learning), e passaram a incorporar diversos meios tecnológicos online, a ponto de se dizer que a atual aprendizagem moderna é toda híbrida, semipresencial (blended learning). Os cursos empregam menos ou mais tecnologias online, mas sempre empregam.

Ademais, no mundo plano de hoje, a denominação “educação a distância” está datada, e vem sendo substituída pela expressão mais condizente de “educação intermediada por tecnologia”. No âmbito do ensino superior, já há certo entendimento de que não faz mais sentido distinguir educação por modalidade, presencial e a distância. Educação é uma só, ofertada com diferentes graus de tecnologia.

Quanto à questão da qualidade, a evidência empírica sugere que há forte correlação biunívoca entre a qualidade das instituições de ensino superior (IES) e a qualidade de seus cursos. Em outras palavras, a qualidade de um curso está em correspondência com a qualidade da IES a que o curso pertence e vice-versa.

No Brasil operam 2.500 instituições de ensino superior, que ofertam 35.000 cursos (números arredondados de 2017). Esta grandiosidade quantitativa permite sugerir que a distribuição do grau de qualidade desses cursos se dê consoante uma curva normal (gaussiana): no lado inferior esquerdo uma relativa quantidade de cursos ruins, no lado oposto uma razoável quantidade de cursos bons e, no centro, o grosso dos cursos, de qualidade regular.

Como as IES que oferecem cursos presenciais são, na esmagadora maioria, as mesmas que ofertam os cursos a distância, então as IES ruins, regulares e boas oferecem cursos ruins, regulares e bons, independente de que são presenciais ou a distância, de sorte que a qualidade dessas “antigas” modalidades são equivalentes.

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09
outubro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

​RESUMÓRIO

 

GUERREIROS – O Resumório parabeniza os 7.738 guerreiros de Santa Cruz que saíram de casa para votar na eleição de Conselheiro Tutelar e enfrentaram filas quilométricas num domingo bem ensolarado para depositar seu voto de confiança. Um parabéns especial para quem foi, não conseguiu votar, porque esqueceu o documento, não conseguiu dar carteirada, conseguiu o documento e voltou para votar. Tomara que pelo menos não tenha enfrentado a fila duas vezes.

MAJORITÁRIA – A Marília não Arraes foi a conselheira mais votada, com 562 votos. Até o momento, não temos registro de foto dela chorando numa piscina, daquela se coloca em gabinete. O TBT não terá a mesma emoção.

PASTORIL – Já que não tem mais como separar a eleição do Conselho Tutelar do pastoril, segue o resultado: Grupo azul, três eleitos e três suplentes. Grupo vermelho, dois eleitos, dois suplentes e um vereador com nove mil motivos para ter raiva do deputado. Um suplente triste com a falta de apoio e um grupo mais desunido do que antes da eleição.

DEVAGAR, MAS ORGANIZADO – A contagem dos votos na eleição do conselho tutelar entra para história como a mais lenta até hoje. A apuração dos quase oito mil votos foi para mais de duas horas da madrugada. Teve gente indo direto da apuração para feira no Moda Center. E eu pensando que demorado era a conclusão da BR 104. Para ser justo, foi lento, mas organizado. Não aconteceu nenhuma polêmica, nenhum voto desaparecido ou confusão durante a apuração. E olhe que tinha presente gente chata e questionadora até da posição dos apóstolos na imagem da Santa Ceia.

500 CASAS E CONFUSÃO – Um assessor parlamentar foi contemplado com uma casa no Loteamento Cruzeiro e, desde então, estou recebendo mais mensagens sobre o assunto do que mensagens fraudulentas dizendo que minhas contas bancárias estão bloqueadas. A polêmica está grande e, com certeza, vai superar a polêmica da casa do Jaçanã que diziam morar apenas um casal de cachorros que pertenciam a um motorista do prefeito.

SORTE – De acordo com uma das mensagens recebidas, o assessor parlamentar teve sorte, assim como a turma do PT que ganhou na mega sena e depois na quadra. Segundo alguém que não lembro quem, quando forem comprar um Caruaru da Sorte, coloquem no nome desse assessor que ele é pé quente.

PENTE FINO – Integrantes da oposição estão fazendo uma análise minuciosa dos quinhentos contemplados com uma casa no Loteamento Cruzeiro. Exame do pezinho, exame do olhinho, se têm todas as vacinas, todas as informações estão sendo averiguadas. O nome de outros sortudos serão divulgados em breve. Será que a oposição vai convencer o povo de que é ruim ter sorte? Se você é assessor parlamentar, cuidado! Ser contemplado em sorteio pode tirar mais seu sossego do que uma briga de faca.

VOCAÇÃO – Conheço um rapaz que sempre disse que o Grupo Taboquinha tinha vocação para briga. Percebe-se que ele tem razão quando vemos o grupo brigando até depois da leitura de um versículo da Bíblia. Explico, na última reunião da câmara o vereador Joab teria ameaçado o também vereador Marlos Melo, porque Marlos teria “brincado” com o versículo escolhido que se intitulava “A morte de Joab”. Quando não existem motivos para brigar, eles arrumam. É um talento impressionante dos vermelhos.

O FUXICO – O fuxico de hoje é sobre um vereador que confundiu o dia 7 de setembro com 15 de novembro e levou literalmente um sermão. Digo literalmente, porque um padre falou no assunto numa missa. O vereador soube da história e foi procurar o padre para justificar o porquê confundiu as datas e aproveitou para dizer também que tem muita coisa errada em comportamentos de padre, mas não vinha ao caso. Não sei se o padre entendeu o recado ou se a carapuça serviu. Só sei que a sorte desse padre é que ele não foi sorteado para ganhar um a casa no Loteamento Cruzeiro, pois aí a zuada ia ser maior ainda.

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“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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02
outubro

As Curtinhas do Romenyck Sttiffen

Sem aptidão!

 

Cortou: Após a especulação do nome de Jane Moraes (PL) como possível vice do pré-candidato a prefeito Fernando Aragão (PP) e o tamanho da repercussão que o tema ganhou, o deputado Diogo Moraes (PSB) utilizou o espaço de diversas rádios da cidade para afastar qualquer possibilidade.

Sem aptidão: Nas diversas entrevistas, o deputado chegou a afirmar que sua esposa não teria aptidão para política, e na Rádio Polo, o mesmo fez a interrogação do que a mesma haveria feito nos últimos anos para se alçada a tal posto.

Brincadeira?: Diogo afirmou que se o nome foi alçado por uma simples brincadeira, a mesma foi de muito mal gosto, pois nem ele ou sua esposa foram consultados sobre a referida possibilidade.

Contraditório?: Podemos até concordar com o deputado de que a brincadeira tenha sido de mal gosto, ou que não são visíveis às ações de Jane Moraes para gabaritar a mesma a tal posto, contudo, afirmar que a mesma não teria aptidão para política é no mínimo contraditório, pois a mesma já foi candidata à vereadora em 2008 e presidente de um partido há um bom tempo.

Justificativa: Em uma justificativa no mínimo inusitada, o deputado afirmou que a mesma foi candidata em 2008 para suprir a legislação e que a mesma seria uma presidente de partido cartorial, resolver documentos, mas não seria uma liderança.

Opinião: Em minha humilde opinião, podemos concordar que o nome de Jane Moraes foi colocado no processo de forma precipitada. Contudo, a mesma foi retirada do processo de forma “truculenta”, cortando qualquer possibilidade futura de uma candidatura, o caso só expõe ainda mais a falta de união do grupo denominado Taboquinha.

Sem espaço: Parece que será mais uma vez adiado a possibilidade de uma mulher fazer parte da chapa Taboquinha. O grupo não tem um forte histórico com mulheres ocupando mandatos de vereadores, muito menos participar de uma majoritária em eleições.

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30
setembro

As Curtinhas do Romenyck Sttiffen

Jogo jogado

 

Jogo jogado: O jogo politico de 2020 está sendo jogado onde cada peça movimentada agora fará muita diferença mais a frente.

PSD: Na ultima sexta-feira, 27/09, o pré-candidato a prefeito pela Terceira Via, o empresário Alan Carneiro, se reuniu com o Deputado Federal André de Paula, presidente do PSD em Pernambuco, e pavimentou sua ida para o Partido Social Democrático. Informações de bastidores apontam que pequenos detalhes faltam ser resolvidos para que Alan divulgue a data de sua filiação.

Possibilidades: Alan também está analisando friamente o nome para compor a vice de sua chapa. Segundo informações de bastidores, a possibilidade de ser uma mulher é muito forte. Nesse contexto, durante o final de semana, o nome da ex-secretária de Ação Social do governo Toinho do Pará, Ajosiene Ramos, ganhou folego.

Currículo: Ajosiene Ramos já foi secretária de Ação Social, tem forte militância nos movimentos sociais e religiosos, já participou de diversos conselhos municipais da cidade. Não seria a primeira vez que uma mulher faria parte de uma chapa majoritária de uma Terceira Via, só para dá um dos exemplos, a empresária Marluce Aragão foi à vice da primeira Terceira via da cidade em 1982, pelo MDB.

Falando nisso: Em uma clara estratégia de sobrevivência, simpatizantes do pré-candidato a prefeito do grupo denominando Taboquinha, Fernando Aragão (PP), lançaram o nome de Jane Moraes (PR), esposa do deputado Diogo Moraes (PSB), como vice de Aragão.

Horas contadas: Informações de bastidores apontam que o nome de Jane terá mais poucas horas de especulação, se a referida informação for verdade, o caso é muito comum no grupo Taboquinha que nunca abriu espaço em sua majoritária para uma mulher. Mas caso o nome de Jane Moraes consiga se consolidar, seria a primeira mulher a compor uma chapa majoritária no grupo.

Enquanto isso: O prefeito Edson Vieira (PSDB) mantém o controle do seu grupo, sem arestas em público, e observa as principais movimentações de seus adversários políticos, só assim começará a movimentar suas peças no tabuleiro.

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25
setembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

​RESUMÓRIO

 

PRÉ-CAMPANHA – Pela primeira vez, Diogo Moraes falou abertamente sobre a possibilidade de ser candidato a prefeito em 2020. Na verdade, ele afirmou que seu nome está à disposição do grupo. Não é lá grande coisa, mas depois da afirmação o deputado veio a Santa Cruz e região mais uma vez, pegando todos de surpresa, inclusive seus aliados. Não é o que se pode chamar de uma pré-campanha, mas já são duas vindas no mesmo mês.

BOM DE LÁBIA – Nesta segunda-feira (23), Fernando Aragão foi ao Recife conversar com o deputado federal Eduardo da Fonte. Segundo o ex-vereador, o que seria apenas uma reunião acabou se tornando uma filiação ao PP, de tão boa que foi a conversa, canto da sereia é um desses

UMA FONTE DE ESPERANÇA – As sugestas de Diogo Moraes terminaram por acelerar a decisão de Fernando Aragão de se filiar ao Partido Progressista. O que era apenas uma esperança de disputar uma vaga no Palácio Brás de Lira em 2020 virou uma “Fonte de Esperança”.

NÃO COMBINA – A filiação de Fernando Aragão mexeu no cenário político de Santa Cruz do Capibaribe. Sem falar em filiação, os vereadores Carlinhos da Cohab e Helinho Aragão reafirmaram o compromisso com Fernando para 2020, já o vereador Marlos Melo disse que não seguirá com Fernando para o PP. Provavelmente não seguirão para o PP os vereadores Deomedes Brito e Ernesto Maia. Os dois ex-presidentes municipais do PT se filiarem ao Partido Progressista seria como tomar sopa com pão doce ou usar gravata com camisa de manga curta, é possível, mas não combina de jeito nenhum.

AO SOM DE LEONARDO – Com o fuzuê dessa filiação de Fernando dividindo ainda mais o grupo vermelho, o pré-candidato pelo reino azul, Joselito Pedro, deve ter tomado uma grande para comemorar, ao som de Leonardo, claro.

DESISTÊNCIA – E não me venham com boatos sobre uma possível desistência de candidatura do professor. A redução no número de visitas e participação em eventos pode ser apenas uma coincidência provocada pela redução de postagens em suas redes sociais. Sobre gastar muito, de graça, só parque de diversão dia 26 de setembro para estudantes de escola pública devidamente fardados. Campanha e pré-campanha custam caro mesmo.

NOVO PRAZO – O prazo final para o recebimento do fardamento escolar municipal deixou de ser dia 6 de setembro, em virtude dos desfiles cívicos, e passou a ser 25 e 26 de setembro, devido à belíssima iniciativa da gestão municipal de ofertar parque de diversões de forma gratuita para estudantes de escolas públicas com o fardamento. Pior seria se melhor não fosse.

SEM PRAZO – Quem saiu perdendo foram os estudantes da rede estadual que até o dia de hoje nem receberam fardamento em 2019 e nem existe previsão para receber. Vão ficar sem farda e sem se divertirem nos parques.

EM COMPENSAÇÃO – Os estudantes da rede estadual não receberam fardamento, mas ‘um dia’ receberão água nas torneiras com a adutora de engate que era para ser rápido, receberão uma ponte nova novinha em folha, um esgotamento sanitário de primeiro mundo e quem sabe até um tapa buraco daqui para Poço Fundo.

DIRETO DA REDE – “Eu se fosse a turma do PT que ganhou na loteria, comprava um triplex e passava para o nome do Lula, só pelo deboche”.

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“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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25
setembro

Artigo – Por Adriano Oliveira

GUEDES É UMA AMEAÇA?

 

O ministro Paulo Guedes e a sua política econômica ameaçam o governo Bolsonaro? Guedes foi escolhido pelo atual mandatário da República e logo qualificado como o “Posto Ipiranga”. Tal definição trouxe euforia para os mercados e a todos aqueles que torcem pela recuperação da economia com uma agenda excessivamente liberalizante.

Quando o atual ministro defendeu a reforma da Previdência, ele fez o correto. Ao insistir na reforma administrativa do Estado, Guedes acerta, pois o corpo burocrático estatal custa caro, oferece pouco, e, em diversas carreiras, o salário é abusivo quando comparado com a realidade salarial da sociedade brasileira. O ministro Guedes acerta ao defender a reforma Tributária. Acerta quando defende, avidamente privatizações e parcerias público-privadas. E, por fim, é admirável a sua árdua defesa do controle dos gastos públicos.

Quais são os pecados do ministro Guedes? Não conhecer ou desprezar a realidade socioeconômica brasileira e o seu excesso de liberalismo. Guedes peca ao defender, insistentemente, a capitalização da Previdência, em uma país em que a dinâmica econômica não é caracterizada pelo pleno emprego. Peca ao desejar fazer as reformas da Previdência e do Estado desprezando os investimentos públicos em educação, pública ou privada.

O ministro Guedes desconsidera que o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal podem ser instrumentos para o financiamento de moradias, oferta de crédito e geração de empregos. O atual ministro da Economia, apesar de ter estudado em Chicago, tem um grande pecado: não pronuncia o termo inclusão social.

O ministro Guedes ameaça a popularidade do presidente Bolsonaro. Se no início, o atual ministro representava instrumento para a superação dos desafios da economia, hoje ele é uma ameaça. Apesar da redução dos juros e da inflação baixa e controlada, a recuperação econômica é lenta, e, por consequência, o nível de emprego e da renda não reage fortemente.

O presidente Bolsonaro poderá estar no 2° turno da eleição presidencial, independente da economia, em razão da agenda ideológica do seu governo, e da possível ressureição do petismo. Entretanto, o sucesso eleitoral no turno final poderá depender do desempenho da economia. As consequências negativas das ações atuais de Guedes para a popularidade do presidente Bolsonaro já poderão ser observadas na próxima eleição municipal? Cenário possível, caso o ministro não mude.

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19
setembro

As Curtinhas de Romenyck Sttiffen

Advinha?

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Pois é: Apesar de irritar Grande parcela do eleitorado Taboquinha, a novela do grupo parece sem fim, e os próprios integrantes da cúpula tabocal contribuem para isso.

Duas alas: Está nítido que o grupo Taboquinha tem duas alas e que os seus membros transitam de uma para outra de acordo com sua conveniência.

Prévias: Nesse contexto, o grupo Taboquinha vive uma prévia eleitoral sem precedentes, sabendo que traumas serão deixados para 2020. Fernandistas x Maias e Moraes estão em constantes conflitos nas redes sociais e malas da cidade.

Gesto: Política é feita de gesto e os Maias parecem que, pelo menos em público, resolveu levantar momentaneamente a bandeira branca. Em entrevista, a Rádio Polo FM, Zé Augusto, Augusto Maia e principalmente Tallys Maia resolveram ser comedidos em suas falas ao falar em relação ao pleito de 2020.

Reconhecido: Informações de bastidores apontam que o gesto dos Maias foi reconhecido por Fernando Aragão que teria entrado em contato com José Augusto Maia para tratar justamente sobre a referida postura.

Contato: Efeito dominó, os gestos entre Maias e Fernando pode ter aberto o caminho para uma conversa política entre Fernando e Diogo que ocorreu na capital pernambucana, algo que não acontecia há meses, segundo informações de bastidores.

Efeito PP: Perceptível que a possibilidade de Fernando ir para o PP ocasionou cautela na estratégia de Moraes e Maia em relação ao mesmo.

Mover certo: Apesar de um novo tratamento dado por Maia e Moraes em relação a Fernando Aragão e a pressão de que o candidato Taboquinha será do PSB, entrar na sigla do governador nesse momento pode ser um movimento errado de Fernando.

Dilema: Fernando hoje tem um dilema nas mãos, garantir o PP e perder o apoio de parte da cúpula Taboquinha de imediato, mas garantir a disputa de 2020, independente da circunstância? Ou ir para o PSB com a possibilidade de manter a esperança da cúpula Taboquinha em curto prazo, mas havendo o temor de levar uma rasteira em médio prazo? A situação nunca foi e não é fácil para o baixinho.

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16
setembro

Artigo – Por Adriano Oliveira

AS POSSIBILIDADES PARA 2022

 

O comportamento do presidente da República e as declarações recentes dos pré-candidatos revelam que a eleição de 2022 já está na pauta. E, por consequência, cenários precisam ser construídos.

O comportamento do presidente Jair Bolsonaro e a sua política econômica geram incertezas. As declarações do mandatário do Executivo têm o poder de gerar crises. Elas podem impossibilitar a recuperação econômica, dificultar a relação com o Congresso, como o setor produtivo, e com a comunidade internacional. As três consequências apresentadas podem interferir no desempenho do governo Bolsonaro.

A política econômica do atual governo tem méritos, mas contém exageros e traz riscos eleitorais. A reforma da Previdência é importante e necessária. Porém, caso o emprego e a renda não cresçam, os eleitores, em particular os das classes C, D e E, podem criar o sentimento de que a referida reforma foi feita para prejudicá-los. Recente pesquisa do Datafolha mostrou que o atual presidente tem maior taxa de reprovação entre os pobres. O respeito ao teto de gastos, sem considerar exceções, limitará o investimento público. E, por consequência, é possível que ocorra a falência da oferta de serviços públicos.

Entretanto, não desprezo o entusiasmo do ministro Paulo Guedes com a sua política econômica excessivamente liberal. Assim, as reformas da Previdência e Tributária, o respeito ao teto de gastos e as privatizações terão o poder de gerar muitos empregos e o aumento da renda, em particular, dos segmentos econômicos C, D e E.

Portanto, dois cenários estão postos. Um pessimista: não recuperação econômica. E o otimista: recuperação econômica. Em ambos estão presentes dois pontos fundamentais, os quais não podem ser desprezados. O primeiro ponto é a (1) agenda ideológica. O segundo é o (2) antilulismo/ojeriza à esquerda. Tais pontos têm o poder de alimentar o bolsonarismo e ofertar as condições ao presidente Bolsonaro de estar no 2° turno da disputa presidencial, mesmo com a não recuperação econômica e baixa popularidade.

Os dois pontos elencados ainda movem considerável parcela dos eleitores. É possível que, em algum instante, a agenda ideológica e o antilulismo percam força e possam impossibilitar a ida de Jair Bolsonaro ao 2° turno da disputa da presidencial. Porém, o medo do retorno da esquerda ao poder, em particular do PT, é alimentado sabiamente pelo presidente da República.

A polarização bolsonarismo versus lulismo/esquerda sufoca os candidatos do centro. Em particular, Luciano Huck e João Dória. Isto ocorre em razão de que o bolsonarismo é alimentado pelo antilulismo e a ojeriza à ideologia de esquerda. Portanto, para o centro obter condições de estar no 2° turno da disputa presidencial, dois mecanismos precisam ocorrer:

Mecanismo 1 – Bolsonaro perde fortemente popularidade em razão do seu estilo e a não recuperação da economia. Por consequência, eleitores migram do bolsonarismo para o centro. Outros rumam para a esquerda.

Mecanismo 2 – Bolsonaro ganha popularidade. E mantém o seu eleitorado. A esquerda perde adeptos para os candidatos do centro.

Ambos os mecanismos são plausíveis, coerentes. Mas considero o primeiro mecanismo com maior possibilidade. Entretanto, neste instante, vislumbro a presença de Bolsonaro no 2° turno da eleição presidencial disputando contra um candidato do lulismo ou da esquerda. Lembro que existem três variáveis que não devem ser relegadas. Em primeiro lugar, o (1) a possibilidade de rompimento de Jair Bolsonaro com Sérgio Moro. Tal rompimento pode dar origem ao morismo. Assim, Sérgio Moro passa a ser possibilidade para os eleitores que hoje são adeptos do bolsonarismo.

Duas outras variáveis/possibilidades remotas são: (2) impeachment do presidente da República e (3) adiamento das eleições. Neste caso, Bolsonaro se mantém no poder, de modo semelhante a Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia.  O estilo do presidente mais crise econômica podem possibilitar ambas as possibilidades. E a recuperação da economia e o estilo do presidente têm condições de dar vida a segunda possibilidade. Lembro que a análise da vindoura eleição presidencial não pode desconsiderar a recente declaração de Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, sobre democracia.

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11
setembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

​RESUMÓRIO

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ELE VEIO – Depois de um bom tempo e depois de ser chamado pela vereadora Jéssyca de líder por teleconferência, o deputado Diogo Moraes esteve em Santa Cruz do Capibaribe. Foi uma passagem rápida para participar de uma audiência pública, mas deu para conversar com o grupo Taboquinha. A julgar por uma foto em que todos aparecem sorrindo, a conversa foi muito agradável, ou a história foi daquelas que vence concurso de piadas. E olhe que não é muito comum uma foto com Zé Augusto, Fernando Aragão e Ernesto Maia sorrindo, todos juntos e shallow now.

CONVITES – Aconteceu, na tarde da última terça-feira, uma audiência pública para discutir a lei sancionada pelo Governo Federal que endurece punições aos transportes alternativos irregulares e as implicações na nossa região. Acredito que só não foi quem não pôde ou quem não quis, porque foram feitos milhões de convites. Só nas redes sociais eu vi uns dez, de deputados, de deputada, de prefeito, de pré-candidato a prefeito, de militantes, de funcionários públicos e até de xeleleu. Políticos de Santa Cruz e região estiveram presentes na audiência pública. Quando eles querem e se unem, as coisas se resolvem mais facilmente.

PATERNIDADE – Sobre a audiência pública, por um instante, houve dúvida quanto à paternidade da iniciativa. Houve também aposta sobre quem seriam os integrantes da mesa. Ficou claro que todos defendem a causa, resta saber quem será o parlamentar a colocar a mão na massa e enviar primeiro algum projeto de lei para ALEPE, regularizando a situação dos transportes alternativos no  estado.

CAMPANHA – O Ministério Público recomendou que o município de Santa Cruz realize uma ampla divulgação sobre a campanha de vacinação contra o sarampo. O MPPE só esqueceu de um detalhe, não tem como fazer  ampla campanha sem ter vacina. A quantidade recebida é insuficiente para a demanda e só está dando praticamente para doses de bloqueio.

A IMPORTÂNCIA – Vai ser agora que saberemos a importância de se ter dois deputados estaduais e lideranças políticas da sala e cozinha de governador, pois todos já solicitaram que Santa Cruz receba mais vacinas contra o sarampo. Até agora nada de resposta positiva, mas não é possível que uma cidade que recebe tantos turistas de diversas regiões, com mais de 100 casos notificados e um confirmado não mereça uma atenção normal do governo, no que diz respeito à saúde. Falo atenção normal mesmo, porque atenção especial faz tempo que não temos.

SEM VACINA – Como se não bastasse sermos os sem ponte, sem aterro sanitário, sem matadouro e sem água, agora somos também os sem vacina. Impressiona a quantidade de políticos nos representando, tentando, lutando, querendo e não conseguindo resolver boa parte de nossos problemas.

DOSE DUPLA – Em menos de uma semana, o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira, terá de se defender de duas broncas na justiça. A primeira foi a polêmica sobre abastecimento de água em sua casa e na casa de familiares com carros pipa destinados a prédios público. A segunda foi por exceder os gastos com a folha de pagamento de servidores. Tem um conhecido meme que diz: “dá em nada e se der é pouca coisa”. Não sei se aplica às ações do Ministério Público contra o prefeito, mas a verdade é que a coleção de denúncias e ações cresce mais do que o número de cabeleireiros, pizzarias e farmácias na cidade.

VIROU NOTÍCIA – Eu adoraria ter tempo para fazer um levantamento de quantos municípios do porte de Santa Cruz do Capibaribe, a entrega de vinte e cinco fardamentos vira notícia com ato de entrega e discurso.  Já vi esse mesmo filme com pijaminhas para creche, fardamento para guarda municipal e agora para os profissionais que trabalham no SAMU. É muito importante e necessária a entrega do material de trabalho, mas ato de entrega e discurso de autoridades é provinciano demais. E tem prefeito que ainda acha bacana se vestir de gari.

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“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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10
setembro

Artigo – Por Adriano Oliveira

MORISMO VERSUS BOLSONARISMO

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A análise política e a compreensão de fenômenos sociais requerem explicação baseada na causalidade. O raciocínio causal é simples. Por exemplo: A gera B. Entretanto, geralmente, um fenômeno não pode ser explicado por equação social simples. B é consequência de A, em razão de que D e C estão presentes. Neste caso, estou diante de uma equação social complexa.

Morismo (M) e bolsonarismo (B) são dois fenômenos sociais. Ambos são produtos da Lava Jato (LJ). LJ, M e B criaram o antilulismo. Morismo e bolsonarismo foram fenômenos aliados. Portanto, não concorrentes. Mas hoje são concorrentes. Ambos não cabem no mesmo espaço ou a presença deles em um mesmo ambiente enfraquece um ou outro. Não existe possibilidade de ambos serem fortes em um mesmo espaço.

O morismo e o bolsonarismo são adversários do lulismo ou da esquerda. Na eleição presidencial vindoura, lulismo e esquerda estarão presentes no 2° turno da disputa presidencial. Nesse caso, quem será o adversário da esquerda? Pode ser o morismo ou o bolsonarismo. Ambos não podem estar no 2° turno, pois são concorrentes. Portanto, alguém tem que ceder, cooperar ou morrer.

O confronto ente morismo/bolsonarismo versus lulismo/esquerda impede, neste instante, o surgimento de um candidato do centro. A queda de popularidade do bolsonarismo ressuscita o lulismo e a esquerda. Mas também oferta mais robustez eleitoral ao morismo. Tenho a hipótese de que o fortalecimento de um candidato de centro só ocorrerá caso o morismo e o bolsonarismo morram. Vejam a morte de ambos como remoto. Por isto, afirmo, que é fortemente possível, uma disputa entre morismo ou bolsonarismo versus lulismo/esquerda em 2022.

Mas quem vencerá: morismo ou bolsonarismo? A última pesquisa do Datafolha revela que Sergio Moro tem aprovação de 54% dos eleitores e o presidente Jair Bolsonaro, 29%. Conclusão: o ministro tem mais popularidade do que o presidente. Mas isto significa que se a eleição fosse hoje, Sérgio Moro venceria Jair Bolsonaro? Não sei. Entretanto, é verossímil acreditar que Sérgio Moro é o adversário de Jair Bolsonaro.

Segundo o Datafolha, os eleitores de Moro são os eleitores de Bolsonaro. Isto é: ambos estão disputando os mesmos eleitores. Como ministro da Justiça, Moro tem sofrido ataques do presidente. Bolsonaro sabe que para ser reeleito, Moro precisa ir para algum lugar. Obviamente, este lugar, não pode ser a próxima disputa presidencial. Mas, se o morismo desaparecer ou não desejar disputar eleição, o dorismo surgirá?

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09
setembro

As Curtinhas de Romenyck Sttiffen

Movimentações

 

Reuniões: O jogo está sendo jogado, dentro do Grupo denominado Taboquinha, e nas duas últimas semanas ocorreram diversas reuniões visando 2020.

Na Fonte: Após o ex-vice-prefeito Dimas Dantas e o ex-vereador Natálio Arruda apontarem que o PP estaria de portas abertas para Fernando Aragão consolidar sua Pré-candidatura, informações de bastidores apontam que o Deputado Federal Eduardo da Fonte também já teria conversado com Aragão lhe dando as possíveis garantias para 2020.

Garantias: Nossa fonte nos garantiu que o Deputado Da Fonte teria oferecido a presidência do PP a Fernando Aragão, assim como condições de trabalho através de emendas e prioridade nas discussões com o Palácio do Campo das Princesas em relação ao pleito de 2020.

Chamar de seu: Na “teoria”, Fernando teria um partido para chamar de seu e um deputado federal que tem a segunda maior bancada na ALEPE e voz ativa nas discussões política do Estado. Contudo, na política sempre é preciso calma, pois nem sempre a teoria consegue sair do papel.

Tá conversando: Mas não apenas Fernando estaria se movimentando, apuramos informações que apesar de fazer um bom tempo sem vir a Santa Cruz do Capibaribe, o Deputado Estadual Diogo Moraes (PSB) estaria recebendo lideranças de nosso munícipio na capital pernambucana e o pleito de 2020 estaria como assunto principal, entre essas lideranças estariam na lista nomes que declararam apoio à pré-candidatura de Fernando.

Afunilou: Mesmo lançando sua pré-candidatura, José Augusto Maia (PTN) está fora da cabeça em 2020, no máximo colocará um filho na vice. A disputa interna hoje está entre Fernando Aragão e o Deputado Estadual Diogo Moraes, uma quebra de braço inimaginável em 2018.

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04
setembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

​RESUMÓRIO

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QUASE OUTRA VEZ – “Ainda não foi dessa vez que o deputado Diogo Moraes veio a Santa Cruz”. Começo o Resumório de hoje do mesmo jeito que comecei o da semana passada. Primeiro porque ele não veio mesmo e segundo pela possibilidade do deputado vir a Caruaru e mais uma vez não vir a Santa Cruz, como ocorreu há poucos dias. Provavelmente, ele estará na comitiva do Governador Paulo Câmara em mais uma edição do Todos por Pernambuco que acontecerá próxima sexta-feira (6) na cidade de Caruaru. Como não se tem informações de agenda do deputado em Santa Cruz, será uma quase vinda outra vez. Enquanto isso, as definições sobre a planejada, sonhada, desejada, almejada, idealizada, esperada e querida UNIÃO, permanecem indefinidas.

ADESÕES – ÉÉÉÉÉÉÉÉ HOOOOOOOOJEEEEE! Esta quarta-feira é dia de Resumório e dia de adesões. Mais uma vez, teremos uma coletiva de imprensa para anunciar o que já se sabe. Tomara que um dia, os nossos políticos consigam manter em segredo suas decisões até um pronunciamento oficial, pra dar um tom de suspense. Pelo menos a gente acompanha o como vai ser, já que sabemos o que vai ser. Boa sorte a Toddy e a Cleiton Barbosa no evento. Enquanto a união não vem, Fernando Aragão está fazendo a parte dele, fortalecendo seu nome através de muitas adesões.

NO REINO AZUL – Enquanto o principal pré-candidato vermelho segue se fortalecendo, o principal pré-candidato do reino azul, Joselito Pedro, aparentemente deu uma esfriada nas suas movimentações políticas. Há quem diga que esfriou e a tendência é congelar. Ainda é cedo para falar nisso e como não terá coletiva, não saberemos o desfecho dessa aventura congelante com tanta antecedência.

POLÍTICA E FUTEBOL – Aconteceu no último fim de semana mais uma edição do jogo entre políticos de Taquaritinga e Santa Cruz. Além da cabeleira do convidado especial, Mauro Xampu, outras coisas chamaram a atenção, como por exemplo, o pré-candidato a prefeito em Santa Cruz, Dimas Dantas, jogando na equipe de Taquaritinga do Norte. Não que ele seja a favor do contra, pode ser que não fosse bem-vindo no time que contava com o prefeito Edson Vieira.

A FÚRIA – Outro fato que chamou a atenção no futebol dos políticos foi a raiva do vice-prefeito Dida de Nam ao ser substituído, mesmo fazendo uma boa partida. É impressionante! O cara se destacando, com bons números e insistem em tirá-lo do jogo. Seria um presságio?

UPA – O vereador Carlinhos da Cohab jogou poucos minutos, passou mal e foi direto para UPA. Como apareceu depois para apresentar o programa Oposição e Ação e não fez nenhum vídeo, é sinal que tinha médico e o atendimento foi satisfatório. Fica aí a dica para tirar o vereador de combate, inventa um jogo e escala o homem de titular.

CPI – O presidente da CPI do Calçadão, Marlos Melo, ainda não está satisfeito com a lista de proprietários de boxes e lojas conseguida através de busca e apreensão. Segundo ele, as informações continuam incompletas. Se eu fosse o pessoal da prefeitura mandaria outra constando até o signo e o time do coração de cada proprietário só pra acabar logo de vez com essa peitica.

TORNEIRAS VAZIAS – Desde que nasci, duas coisas que nunca vi acabar, a crise no país e o racionamento de água em santa Cruz. Agora até o racionamento está em racionamento, digo isso porque apenas quatro bairros da cidade receberão água nas torneiras em regime de rodízio e no severo sistema de racionamento de sempre. Lembrei de uma campanha política que se dizia ironicamente que o prefeito Edson Vieira só faltava prometer red bull nas torneiras, de tão mirabolante que era o seu plano de governo. Hoje só nos restas mais promessas, lamentações e a certeza de que não conseguimos sair da década de oitenta, no quesito abastecimento de água. Falam em construção de chafariz e abastecimento com poucos carros pipa. Para quem reclama das filas em lotéricas e bancos, pode se preparar, pois corremos o risco de enfrentarmos mais uma fila, dessa vez com baldes e bacias nas mãos, como fiz na minha infância.

 

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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03
setembro

As Curtinhas de Romenyck Sttiffen

Perdendo força ou verdadeiro formato?

 

Lá no começo…: Quando o nome de Alan Carneiro surgiu, trazíamos que o mesmo lideraria um grupo encorpado. Onde esse grupo seria formado por vereadores, ex-vereadores, suplentes que se destacaram nas últimas eleições nos principais grupos da cidade, sendo agregado a novas caras de uma parte do empresariado da cidade e que estariam dispostos a serem protagonistas nas eleições de 2020.

Levantou a bandeira: Não faz tanto tempo que víamos nomes como o vereador Helinho Aragão, Capilé da palestina e o ex-vereador Luciano Bezerra levantarem no nome de Alan Carneiro. Nesse contexto, ainda se tinha a expectativa de que o ex-vereador Afrânio Marques poderia fazer parte da conjuntura, além de nomes como o suplente comandante Martins e aliados que hoje fazem parte do PDT, ainda falávamos que a sigla poderia recepcionar a candidatura de Alan.

Aos poucos: Nitidamente, percebemos que aos poucos alguns nomes foram abandonando o barco. Nos bastidores, a informação de que políticos e empresários que apoiam ou apoiavam a pré-campanha de Alan são como água e óleo e não se misturavam, ou seja, as ideias seriam totalmente incompatíveis e gerou forte desconforto.

O primeiro: A primeira entrevista do empresário Alan Carneiro foi suficiente para afastar de seus quadros o vereador Helinho Aragão ao apontar que o nome do parlamentar não seria ainda, “digamos”, o ideal para uma majoritária em 2020.

Estranhamente: O primeiro político a levantar o nome do jovem empresário para 2020 foi o ex-vereador Luciano Bezerra, mas estranhamente Bezerra saiu do cenário politico e o mesmo não toca mais em público na pré-candidatura de Alan Carneiro.

Relâmpago: Quando pensávamos que o ex-vereador professor Afrânio Marques, o suplente Comandante Martins e toda turma do PDT iriam declarar apoio ao Alan Carneiro, os mesmos resolveram demarcar território político e lançaram a pré-candidatura do professor a prefeito para 2020.

Resta um: Como um velho jogo de resta um, sobrou o vereador Capilé da Palestina, o mesmo comprou em público a briga pelo projeto de Alan, suportou críticas de todos os lados, mas a informação de bastidores é que o parlamentar estaria se sentindo desprestigiado no grupo, principalmente por alguns empresários que dão sustentação ao projeto e que seriam contra nomes com mandato politico ou que já tiveram mandato nos grupos tradicionais.

Alfinetadas: Segundo informações, algumas falas de membros do Grupo da Terceira Via, em algumas emissoras de rádio, estariam sendo vistas pelo parlamentar como verdadeiras alfinetadas e a porta de saída do grupo.

Certeza: Muitos da imprensa da cidade e dos bastidores politico do município, já dão como certo a saída de Capilé do grupo de sustentação a Alan e sua volta para o grupo Taboquinha seria questão de tempo.

Perdendo força?: Em pouco tempo observamos nomes da atual conjuntura politica de nosso município se afastar do jovem empresário Alan e isso é visto por alguns como se o mesmo estivesse com seu projeto perdendo força.

Verdadeiro formato?: Já para outros, a exclusão de figurinhas carimbadas de nossa politica do grupo liderado por Alan seria o verdadeiro formato do seu projeto que radicalmente seria formado por nomes novos para 2020, sem os “vícios” dos grupos atuais.

Ganha ou perde?: Só o futuro irá nos responder se a saída dos políticos, acima citados, do projeto de Alan irá fazer com que o mesmo tenha um ganho eleitoral ou não. Contudo, é nítido que o projeto ainda não foi pra rua de fato, não criou ainda uma identidade na população e alguns números internos apontam isso, falta ao novo grupo mais intensidade, pois bons nomes e potencial esse grupo que surge tem.

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28
agosto

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RESUMÓRIO

 

QUASE – Ainda não foi dessa vez que o deputado Diogo Moraes veio a Santa Cruz, mas foi quase. Diogo esteve no último fim de semana na cidade de Caruaru prestigiando um evento católico. A procissão do bairro Santo Agostinho, que aconteceu no mesmo final de semana, fica para o próximo ano, pois será ano de eleição.

VIRÁ – Não será no mês de agosto, mas o deputado virá a Santa Cruz nos próximos dias, com a agenda 40. Como genuíno integrante do PSB, suponho que falará bastante nas ações do governo do estado e dirá que 2020 se resolve em 2020, aumentando ainda mais a expectativa de quem espera um veredicto que colocaria ponto final na eterna novela Taboquinha, especificamente no capítulo que trata da chapa majoritária.

CONTRÁRIOS – Já que Santa Cruz é a terra que o poste mija no cachorro e a banana come o macaco, não é de se estranhar um tio esperar pela bênção do sobrinho. Apesar de que Fernando Aragão espera pelo apoio de Diogo a sua candidatura, mas não espera de braços cruzados.

ADESÕES – Nos próximos dias, Fernando Aragão, que parece ao mesmo tempo com o Ministro Paulo Guedes e o Mestre dos Magos do desenho Caverna do Dragão, receberá o apoio de mais uma personalidade política de nossa cidade, um apoio de mãos limpas. Tem outro na agulha, mas esse ainda está pensando na melhor maneira de voltar atrás na palavra outra vez.

LIBERDADE VIRTUAL – Na eleição passada para deputado, se falava muito em “amor real” para insinuar que os apoios eram em troca de algo. Um dos possíveis apoios de Fernando parece que a única exigência será liberdade para postar o que quiser no próprio facebook. Você que não acompanha os bastidores da política pode até não acreditar, mas tem grupo político que determina exclusão de postagem em facebook para está no projeto.

VAI FALTAR VOTO – Um projeto político que restringe para subir no palanque quem tem ficha suja, problema na justica, bens bloqueados, voto a favor de aumento de salário para vereador e certas postagens em facebook, corre o sério risco de chegar a reta final faltando voto na urna, que é o que vale no final das contas.

ENQUETE MENTAL – O que acaba primeiro, a novela de Neymar no PSG ou a novela da chapa Taboquinha para majoritária 2020?

CPI – Na CPI do Calçadão, o vereador Carlinhos da Cohab propôs a convocação do secretário de Educação Joselito Pedro e do empresário Neto do Cotton. Coincidência ou não, são dois pré-candidatos a prefeito pelo grupo Boca Preta. Só faltou propor a convocação do vice-prefeito Dida de Nan e do secretário Dr. Nanau para “acanaiá” de vez o negócio. A proposta não foi bem vista pelo seu colega de bancada e de bairro, o presidente da CPI Marlos Melo, que não viu consistência nos argumentos para convocação.

NADA MUDOU – Eu quero é novidade! Muriçoca, buraco em rua, sindicância sem resultado, prefeito de Toritama construindo escola, presidente Jair Bolsonaro conversando besteira, indefinições para 2020, adesão, desunião, Palmeiras sendo eliminado, programa político no rádio e feira ruim tem dado na canela.

TÁ PEGANDO FOGO – Moradores de Poço Fundo tocaram fogo em todas as entradas para o açude em protesto pela retirada de água em excesso por parte de pipeiros. Um morador disse que procurou a prefeitura e nenhuma medida foi tomada. Uma coisa é certa, não haverá doação do G7 para combater essas queimadas. Se não resolverem o problema, quem pode sair queimado, além da mata, é o vice-prefeito Dida de Nan, natural daquele distrito.

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“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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26
agosto

Artigo – Por Adriano Oliveira

POR QUE CONTROLAR AS INSTITUIÇÕES?

 

O que tem me intrigado fortemente nos últimos dias são as declarações do presidente Bolsonaro em relação às instituições. Tal preocupação advém do seguinte problema: como as instituições funcionam? A resposta para esta indagação é fundamental para entendemos o papel das instituições no ambiente social.

A Lava Jato revelou o bom funcionamento das instituições. O sistema produtivo da política foi desvendado. A Lava Jato revelou o óbvio, confundiu corrupção com relações informais, agiu intencionalmente para condenar alguns atores, e espetacularizou a sua ação. Entretanto, não desprezo os méritos da Lava Jato.

Ao revelar o sistema produtivo da política, que não é, repito, necessariamente formado por atos de corrupção, a Lava Jato sugeriu que as instituições estavam funcionando. Contribuiu para que a opinião pública reconhecesse a independência da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. A chegada de Jair Bolsonaro ao poder e a nomeação de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça renovaram a esperança de que as instituições continuariam a funcionar com independência e impessoalidade.

Inicialmente, o COAF foi para o Ministério da Justiça. O Congresso vetou a ida. O presidente Bolsonaro, após decisão do ministro Dias Toffoli de suspender a investigação do COAF em relação a Flavio Bolsonaro, defendeu a saída do responsável pelo COAF. Após sugestão de Paulo Guedes, o COAF foi para o Banco Central e o presidente da República aplaudiu.

Chefes da Receita Federal se rebelaram após declarações do presidente Bolsonaro.  Mudanças em cargos da Receita ocorreram. Na Polícia Federal, o presidente da República sugeriu um nome para a chefia da Polícia Federal fluminense. Os policiais resistem. O presidente da República declara que quem nomeia o diretor-geral da Polícia Federal é ele e não Sérgio Moro, o ministro da Justiça.

Até o instante, o presidente Bolsonaro não nomeou o procurador-geral da República. Ele já declarou que não escolherá, necessariamente, um integrante da lista tríplice. O chefe do Executivo deseja alguém aliado às suas ideias. O que pretende o presidente Bolsonaro? A hipótese inicial, repito, hipótese, é de que ele deseja controlar as instituições. Mas controlar para quê? O sucesso e as arbitrariedades da Lava Jato aconteceram em virtude da ausência de controle. Os fatos relatados me fazem indagar: será que em um governo Bolsonaro seria possível uma nova Lava Jato?

 

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22
agosto

As Curtinhas de Romenyck Sttiffen

Calmo demais!

 

Expectativas: Muitas expectativas foram criadas nos bastidores políticos de nossa cidade em relação às denominadas Terceiras Vias para disputa eleitoral de 2020, principalmente em relação à pré-candidatura do empresário Alan Carneiro que, ainda, tem chances reais de incomodar eleitoralmente os tradicionais grupos políticos do município.

Tome candidatura: Nos últimos dois meses, várias pré-candidaturas foram lançados como projetos políticos alternativos para cidade, entre eles: O empresário Alan Carneiro, o Professor e ex-vereador Afrânio Marques, o ex-vice-prefeito Dimas Dantas, além de um possível candidato do PSL que demonstra total interesse em uma candidatura própria.

Identidade: Que os tradicionais grupos políticos estão desgastados, isso é uma verdade. Contudo, estão desgastados ao ponto de surgir vários projetos políticos alternativos? Obvio que o cenário ainda está muito embaçado para visualizar 2020, mas não consigo observar uma identidade eleitoral, principalmente dos que estão saturados dos tradicionais, com tanto projeto politico no momento.

Tímido: Outra situação que nitidamente mostra as dificuldades dos grupos alternativos criarem uma identidade com o eleitorado é a forma tímida que estão agindo, pois tirando algumas ações esporádicas do empresário Alan Carneiro, não é percebido movimentações dos demais. Por exemplo: Dimas afirmou que será candidato apenas para debater, Afrânio foi visto em algumas entrevistas e o PSL pouco se tem notícias.

Cadê?: O eleitorado que está cansado dos grupos tradicionais precisa ver um choque de realidade, pois os exemplos ilustrados pelos grupos alternativos não surgiram do nada, por exemplo: o Prefeito Sérgio Menegelli teve uma postura incisiva em Colatina, Edilson Tavares da Mesma forma em Toritama e Bolsonaro começou a rodar o país a partir de 2014, é só pesquisar a história dos respectivos exemplos.

Mais do mesmo?: É necessário observar que deixar para mostrar um projeto politico para cidade apenas em ano eleitoral, sem debate de forma antecipada e incisiva com setores da sociedade é o mais do mesmo, os grupos tradicionais já fazem isso eleição após eleição.

Dica: Apenas uma dica aos grupos alternativos, Taboquinha e Boca Preta ainda tem um piso eleitoral muito forte e os resultados da última eleição, assim como pesquisas recentes mostram isso, os mesmo tem o luxo de escolher candidatura e apresentar projeto em 2020, já os novos grupos tem que criar uma identidade para alcançar os eleitores cansados da tradição do pastoril politico, mas até agora estão muito longe disso.

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21
agosto

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RESUMÓRIO

 

LIXO, BURACO E MURIÇOCA – Um amigo meu diz que em Santa Cruz há mais de vinte anos é discutido na pauta política LIXO, BURACO e MURIÇOCA. Impressionante como já tivemos prefeitos que se orgulharam de suas gestões, esbanjaram premiações e a gente continua sofrendo com problemas de lixo, buraco e muriçoca. Ainda bem que a promessa do açude das porteiras e do distrito industrial foram substituídas por adutoras e esgotamento sanitário. Não sei em quantas eleições vão usar isso como pauta, mas quando essas obras ficarem prontas e servindo a população vai ser bom demais.

TINHA E NÃO TEM MAIS – Já escrevi aqui uma lista de coisas que tínhamos e não temos mais na cidade de Santa Cruz do Capibaribe. Por questão de justiça, vou atualizar a lista, retirando o campo municipal que, após mais de um ano, voltou a ser usado pelos peladeiros, mesmo faltando concluir alguns detalhes. Permanecem na lista pista de pouso, linha de ônibus, aterro sanitário, matadouro, ponte velha e o terminal rodoviário, porque é literalmente uma rodoviária em fase terminal.

ROTA INTERNACIONAL – Enquanto parte da população espera a definição das chapas com os pré-candidatos da majoritária 2020, fazendo apostas, projeções e debates acalorados, dois dos possíveis integrantes dessas chapas estavam numa viagem internacional e, certamente, não era discutindo projetos para cidade. Não adianta ter pressa. Na hora certa, as coisas acontecem. Eu, por exemplo, espero pelo saneamento de um trecho de rua há trinta e seis anos.

COMITIVAS – As comitivas políticas não perdem uma oportunidade de aparecerem num evento e encher a memória dos nossos celulares com milhares fotos. No último final de semana, a visitação foi na V Expogana, no Sítio Magana. Próximo final de semana, será na festa do Bairro Santo Agostinho. Já vou começar a liberar um espaço aqui no telefone para apreciar as fotografias de apertos de mãos e de abraços nas mesmas poses de todos os eventos e de todos os anos.

VISÃO VERMELHA – Parte da comitiva vermelha, saindo do Santo Agostinho e Pedra Branca, com destino à Magana, viu uma academia da saúde que foi inaugurada quase dentro de um córrego e nunca funcionou, viu uma avenida interditada há meses por uma pavimentação que nunca termina, viu a construção de uma creche paralisada, um lixão que já foi aterro sanitário e passou nas proximidades de um matadouro que já não existe mais.

VISÃO AZUL – Parte da comitiva azul, também com destino ao Sítio Magana, saiu do Santo Agostinho e viu a escola daquele bairro totalmente requalificada com uma quadra coberta, passou pela Rádio Vale e avistou uma praça no caminho da Malhada, uma belíssima escola recém-inaugurada, diversas ruas pavimentadas, asfalto no bairro São Miguel e o vestiário do campo da Magana.

COMITIVA VERDE – A comitiva da terceira via, que possivelmente será verde, não compareceu. Se tivesse ido, não sei o que teria visto além do Moda Center e seu Centro de Eventos. A turma esboçou uma peregrinação com Malhada e Barra da Cruz, mas deu uma parada nas visitas e produção de vídeo.

TÔ VENDO TUDO – Como de costume, cada um vê apenas o que lhe convém. Em alguns casos, o que se via não se vê mais e se vê demais o que antes não se via. Eu também fui à Expogana e tô vendo tudo, tô vendo tudo, mas não fico calado e conto tudo para vocês.

 

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

 

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16
agosto

Artigo – Por Maurício Romão

NA PRÁTICA, A TEORIA É OUTRA

 

Um surpreendente resultado nas eleições para deputado federal em São Paulo no ano passado reavivou as discussões sobre a Lei 13.165/15, no tocante ao trecho em que deu nova redação ao art. 108 do Código Eleitoral.

A nova redação do art. 108 institui cláusula de desempenho individual (CDI) como barreira à ascensão de candidatos de baixa votação ao Legislativo, facultando entrada somente àqueles com votação igual ou superior a 10% do quociente eleitoral (QE).

Na mencionada eleição o PSL, catapultado pela candidatura presidencial, obteve, isoladamente, 4.409.549 votos, diante de um QE de 301.488 votos. O quociente partidário resultante foi de 14,62595, o que credenciava a sigla a eleger, de saída, 14 deputados federais e ainda disputar sobras de votos com 0,62595 de uma vaga, concorrendo com 188.716 votos excedentes.

Pois bem, nesse pleito, no preenchimento das 70 vagas a que São Paulo tem direito, foram disputadas 11 vagas por sobras de votos e o PSL abocanharia 3 delas (o método das maiores médias de partição de sobras tende a favorecer as grandes votações), totalizando 17 vagas conquistadas.

Acontece que 7 candidatos desses 17 previamente “eleitos” tinham votação inferior a 10% do QE, abaixo, portanto, de 30.149 votos. Então, ao cabo do pleito, o PSL elegeu oficialmente apenas 10 parlamentares dos 17 a que teria direito não vigorasse a Lei 13.165.

A lei reza que as vagas não preenchidas por inobservância do requisito mínimo de votação serão redistribuídas para os partidos ou coligações que apresentem maiores médias e que simultaneamente tenham candidatos com votações superiores aos 10% do QE.

Isso equivale, na prática, a fixar o quociente partidário do PSL em 10 vagas e encetar novas rodadas de repartição de sobras. Na configuração resultante, as vagas disputadas por sobras passaram de 11 para 15 e as 7 vagas suprimidas do PSL foram para o DEM (2), PSB, PCdoB, PR, Podemos e SD.

A questão como um todo é controversa. De um lado, evitou-se que um conjunto de candidatos com baixas votações ascendessem ao Legislativo, em detrimento de outros com votações mais expressivas. Ainda assim, se pode argumentar que o sistema em uso no Brasil não é o majoritário (o da “verdade eleitoral”), e sim o proporcional, que valoriza a votação no partido ou na coligação, não a votação individual de seus integrantes.

De outro lado, a vontade soberana do eleitor foi violada: ele consignou seu voto nominal e de legenda ao partido PSL, expressando seu sentimento de que gostaria de eleger candidatos deste partido, não do DEM, não do PSB, não do PR, etc. A escolha do eleitor foi desconsiderada.

E o que dizer da intervenção na proporcionalidade? Caso o PSL houvesse elegido 17 deputados como sua votação indicava, haveria uma razoável proporcionalidade entre votos recebidos pelo partido (21%) e vagas conquistadas (24%), que é o princípio que norteia o sistema proporcional. Com a supressão de 7 vagas, a proporção restou alterada: tendo 21% dos votos o partido ficou com apenas 14% das vagas.

É possível imaginar vários exemplos, como este de São Paulo, em que a intervenção na proporcionalidade é danosa para o sistema. Como lembra o ministro Gilmar Mendes, realçando um caso in extremis, é concebível, com a instituição da CDI, que um

“partido ou coligação que tenha obtido mais votos não preencha sequer uma vaga, considerando que nenhum candidato obteve a referida cláusula (grande pulverização de votos entre os candidatos do partido ou da coligação ou número espetacular de votos de legenda)” [“Reforma eleitoral: perspectivas atuais”, 2017, p. 27].

A eleição paulista de 2018, todavia, sai do campo das hipóteses e adentra no mundo real: um só partido deixou de eleger 7 parlamentares em uma mesma eleição e em um mesmo estado. O impacto da medida, antes irrelevante nas simulações (comprovado pelo TSE em simulações para os pleitos de 2012 e 2014), pode, na verdade, se tornar expressivo no mundo real.

O fato é que o assunto já foi parar no STF, mesmo antes da eleição de São Paulo. Com efeito, em março do ano passado o PEN, atual Patriotas, tendo posteriormente o PSL como amicus curiae, ajuizou na Corte Máxima ação direta de inconstitucionalidade (ADI), com pedido de medida cautelar, em face do artigo 4º, da Lei 13.165/15 e da nova redação do art. 108, já referidos.

Na peça jurídica o Patriotas argumentava, resumidamente, que a exigência de votação mínima contida na norma estatuída afrontava a democracia representativa, a soberania popular e o mecanismo proporcional de eleição. A matéria está pendente de julgamento pelo Pleno do STF.

Enfim, os artigos 108 e 109 da lei em comento, não obstante já albergando correções promovidas pelo próprio TSE (Resolução nº 23.456, de 15 de dezembro de 2015), quando submetidos à prática eleitoral, mostram dubiedades, omissões e contradições. Sobejam afrontas à evidência empírica, conforme atestam vários exemplos*.

Existe, todavia, uma maneira simples de evitar todas as possíveis inconsistências da aplicação da lei e, também, danos colaterais aos fundamentos do modelo proporcional.

Da feita que o propósito que embasa a CDI é impedir que candidatos de votações olímpicas possam eventualmente ter assento no Parlamento, então, pela lógica, todas as votações que estejam abaixo do limite da CDI devem ser expurgadas ex ante do sistema, após o cálculo normal do QE, não deixando brechas para eventuais ocorrências que se pretendem evitar*.

Extraídas tais votações, tem-se como resultado um novo quantitativo de votos válidos e um novo QE, ambos mais baixos que os originais. A alocação de cadeiras, então, se fará regularmente consoante o quociente partidário e a distribuição de sobras pelo método D’Hondt das maiores médias.

A única diferença agora é a de que o conjunto dos votos válidos nesta fase é composto por votações individuais sempre maiores que o limite da CDI, tornando possível a aplicação da lei sem contestações. Problema resolvido.

 

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14
agosto

As Curtinhas de Romenyck Sttiffen

Tudo calmo?

 

Bastidores: Assim como fizemos na semana passada, onde analisamos os bastidores do Grupo Taboquinha, essa semana analisaremos a pavimentação para as eleições de 2020 do Grupo Boca Preta.

Tudo calmo?: Pois é, após diversas trocas de farpas entre o vice-prefeito, Dida de Nan, e o Secretário de Educação, Joselito Pedro, nas principais emissoras de rádio da cidade, podemos observar uma calmaria no ninho Boca Preta, principalmente para o grande público.

Surtiu efeito: As diretas e indiretas trocadas entre os pré-candidatos a prefeito do grupo Boca Preta estavam atingindo e desgastando o prefeito Edson Vieira. O mesmo “conversou” com os pré-candidatos e o efeito de calmaria continua surtindo efeito.

Centralização: Diferente do grupo Taboquinha onde existe três lideranças em pé de igualdade e cada um quer falar mais alto, no grupo Boca Preta todos sabem que o poder está centralizado de forma inconteste, até o momento, nas mãos do prefeito Edson Vieira.

Só ele: Óbvio que haverá sequelas, que alguns sairão chateados e poderão cruzar os braços em 2020, mas todos sabem que Edson é quem irá escolher o candidato a prefeito do grupo e o favoritíssimo a ocupar o cargo é o secretário Joselito Pedro.

A preparação: Uma coisa é certa, mesmo sendo a única liderança, atualmente, de um grupo politico, a maior preparação de Edson não é a formação de uma chapa para 2020, mas se preparar para cair à ficha, independente de qualquer resultado, de que o mesmo não terá mais a caneta na mão em janeiro de 2021.

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