16
janeiro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

LITORAL E PROCISSÃO –Depois de tanto ouvir que o nome dela é Jenifer, que meninos vestem azul e meninas vestem rosa, que arma em casa é risco para criança tanto quanto liquidificador, estamos de volta com informações sobre os bastidores da política colhidas no litoral e procissão.

SANTO AMARO – No caso específico da procissão de Santo Amaro em Taquaritinga do Norte ocorrida terça-feira (15), muitos fiéis e poucos políticos. Quando não é ano de eleição, eles adoecem, têm compromisso em pleno mês de janeiro etc. Quando o ano é de eleição, todos estão lá, debaixo de chuva e caminhando quilômetros perto do andor.

QUENTE – E a notícia mais quente da Festa de Santo Amaro na fria Taquaritinga do Norte foi os trinta e nove graus de febre do Deputado Federal Ricardo Teobaldo que o impossibilitou de seguir a procissão. O negócio ficou ainda mais quente quando o deputado se encontrou com a comitiva de Fernando Aragão e conversaram um pouco sobre a eleição 2020.

PRESENÇA – A parte do TRABALHO e do CORAÇÃO eu não sei, mas a deputada Alessandra Vieira marca PRESENÇA em todas as festas dos padroeiros da região. Teve cidade que foi a única deputada participando das festividades. Ou ela é devota de muitos santos, ou está mandando recando para quem é AUSENTE demais, ou está apenas cumprindo o que prometeu em campanha: ser presente.

LITORAL – Enquanto tem prefeito curtindo vários dias de folga (merecidamente) no litoral, tem fiel escudeiro passando de sala em sala na prefeitura para saber quem e quem não trabalhando. Em tempos de Big Brother, todo mundo é monitorado.

INOCENTE – O ex-prefeito de Toritama, Odon Ferreira, é réu em ações criminais e tem bens bloqueados pela justiça. Eu particularmente acho que ele é ‘inocente’. É muita inocência de um gestor em seu primeiro ano de mandato se complicar tanto com questões tão $éria$.

BLOQUEIO – E o Odon não foi o único contemplado recentemente com bloqueio de bens. O prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira, foi alvo de mais um bloqueio de bens.Nem a seleção brasileira de vôlei sofre assim com tantos bloqueios.

OLHOS DA CARA – O deputado estadual Diogo Moraes pode até ter sumido, mas as polêmicas envolvendo seu nome não. A da vez foi o Tribunal de Contas ter suspendido a compra de R$ 1,8 milhão em livros de homenagem a Miguel Arraes pela Assembleia Legislativa. O kit-box com dois livros custaria R$ 456,00. A compra havia sido autorizada pelo deputado Diogo Moraes sem licitação e publicada no Diário Oficial durante o recesso.

RIQUEZA – Antigamente, em Santa Cruz do Capibaribe, era rico quem tinha antena parabólica e uma linha telefônica em casa. Hoje em dia, para ser considerado rico basta ter uma landrover na garagem ou um kit box da biografia do ex-governador Miguel Arraes de Alencar. Se quatro mil livros seriam quase dois milhões, o Calçadão Miguel Arraes foi uma pechincha por pouco mais de treze milhões.

LEITURA E VAQUEJADA – Com o valor de dois kits da biografia de Miguel Arraes no bolso, eu passaria tranquilamente mais uma semana no litoral. Quando reclamarem que Diogo já destinou emenda parlamentar para vaquejada, lembrem que ele tentou investir recursos da ALEPE em leitura, mas o TCE suspendeu.

CUIDADO COM OS NOMES – A situação dos políticos está tão complicada que vale a pena refletir um pouco na hora de batizar seus filhos. Outro dia aconteceu uma discussão enorme num grupo de whatsapp porque confundiram um tal de Edson com o prefeito de Santa Cruz. Se você tem nome igual ao de algum político, cuidado!

ABC – E se você pretende que seus filhos sejam professores um dia, coloquem nomes que comecem com as letras A, B ou C. Isso porque a prefeitura de Santa Cruz vai começar a pagar o restante dos salários de dezembro dos professores efetivos por ordem alfabética. Parece que aprendeu com Hilário.

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

11
janeiro

Ponderação com Janielson Santos

Obrigado, professor 

É possível que haja poucos clichês mais verdadeiros, que aquele onde afirma que ‘a educação é o caminho’. Tenho plena convicção disso e, muito provavelmente por esse motivo, minha indignação ao constatar a desvalorização, sob vários aspectos, do professor brasileiro, e sua extrema falta de prestígio perante órgãos governamentais e a sociedade em geral.

Dados revelados pelo ‘Índice Global de Status de Professores de 2018’, divulgado pela Varkey Foundation, organização voltada para a educação, mostra que o país não estacionou, está pior: caminha na contramão.

Numa junção triste onde soma, entre tantos outros elementos, a falta de respeito dos alunos, salários insuficientes direcionados por governos incompetentes (no mínimo) e visto como uma carreira pouco segura para os jovens, o resultado é de um país na última posição, entre 35 analisados, no que diz respeito ao prestígio à categoria.

Ensino fundamental, médio e superior. Sempre fui de instituição pública. Não se surpreenda quando eu disser que tive (e tenho) diversos super-heróis que carregam conhecimento como arma e um livro como escudo. Não tenho dúvidas que, onde quer que eu chegue, terá uma carga considerável de suas contribuições.

Pessoas que se entregam e dedicam-se, a todo instante, na construção de uma sociedade minimamente mais justa. Infelizmente, ainda precisam reafirmar e lutar para assegurar direitos adquiridos ao longo de muitos anos. Uma luta na sala e outra fora dela, as duas com o mesmo objetivo.

Pra sintetizar essa figura, deixo aqui registrado o nome de Luciene Cordeiro (para aprender com ela, não precisei ser seu aluno em sala). Esta semana oficializou saída da diretoria do SINDUPROM –PE (Sindicato Único dos Profissionais do Magistério Público das Redes Municipais de Ensino no Estado de Pernambuco). Ela foi uma das fundadoras do órgão e, há quase três décadas, simboliza, na região, essa incansável luta por uma educação um pouco mais digna e respeitável com a classe.

Sinto que o mundo precisa, entre tantas outras coisas, de pessoas dispostas, ativas, criativas, prestativas, operacionais, voluntariosas, guerreiras, educadoras! Essas características não podem passar despercebidas. Jamais esquecidas. Precisam ser exaltadas, parabenizadas e valorizadas.

Por mais respeito aos profissionais da sala de aula. Por mais consideração à categoria. Por mais ‘Lucienes’.  A todos os professores (que estiveram/estão comigo em sala, ou não), minha eterna gratidão.

As opiniões e informações aqui expressas são de responsabilidade de seu idealizador  

07
janeiro

Colisão entre motocicleta e caminhão deixa vítima fatal na zona rural de Santa Cruz do Capibaribe

Nas primeiras horas desta segunda-feira (07), uma motocicleta colidiu em um caminhão na conhecida Estrada do Pará, zona rural da cidade de Santa Cruz do Capibaribe.

O condutor do caminhão fugiu do local e não foi localizado. A vítima, que pilotava uma motocicleta Honda CG de cor chumbo, placa KJK – 4331, colidiu em um caminhão de modelo desconhecido. Francisco de Assis Sousa Santos (53 anos) residente na Barra de São Miguel – PB, não resistiu e foi a óbito no local.

 

*Fotos/Jabson Nunes

28
dezembro

Artigo – Por Adriano Oliveira

A futura eleição municipal

O sucesso eleitoral de Bolsonaro tem incentivado candidaturas aliadas ao futuro presidente na vindoura eleição municipal. As articulações políticas e a formação da conjuntura começam a ser construídas em 2019. A lógica exige que as alianças sejam formadas de acordo com a conjuntura em que os eleitores estarão inseridos em 2020.

Jair Bolsonaro poderá ser um grande eleitor no próximo pleito municipal. Embora, isto não signifique que candidatos apoiados pelo futuro presidente serão eleitos. O que existe aparentemente de concreto, neste instante, é que Bolsonaro influenciará a formação de um bloco de candidatos a prefeitos que irão se confrontar com partidos que militam na esquerda, como o PT, PSB, PCdoB e PDT.

A influência do governo Bolsonaro atingirá grandes e médias cidades.  Podendo, claro, influenciar eleitores de municípios com baixa densidade populacional. Entretanto, preciso fazer uma alerta: A possível influência positiva de Bolsonaro na vindoura eleição só ocorrerá se o seu governo conquistar popularidade. Esta poderá estar nos campos moral e econômico. É possível que a agenda moral de Bolsonaro mantenha razoável popularidade para ele, independente do desempenho da economia. Mas a agenda moral traz rejeição. Assim como um desempenho econômico pífio.

Bolsonaro será eleitor estratégico na futura eleição municipal. Mas a força do seu apoio é uma incógnita. Candidatos opositores ao governo Bolsonaro poderão ter bom desempenho, principalmente se a popularidade do presidente da República estiver em baixa.

A crise econômica esteve presente na eleição de 2016. Ela possibilitou a origem de eleitores tolerantes com incumbentes. Estes votantes perdoaram prefeitos candidatos à reeleição, pois “acreditaram” que os prefeitos não fizeram mais ou não cumpriram as promessas em razão da crise. Em 2020, a crise econômica estará ou não presente. A existência dela tem o poder de criar eleitores tolerantes. Mas isto não é uma certeza. Sentimentos de mudança, a depender da conjuntura municipal, e não da nacional, também devem ser considerados.

Prefeitos bem avaliados tendem a ser reeleitos. Mas como conquistar popularidade diante da escassez? Este é o grande desafio dos atuais prefeitos. Independente de Bolsonaro ou da crise econômica, prefeitos precisam convencer eleitores que merecem continuar. A eleição municipal começou. Feliz 2019!

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26
dezembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RESUMÓRIO ESPECIAL

O ÚLTIMO – Mais uma vez chegamos ao último Resumório do ano. Como de costume, o último do ano é sempre mais leve, sereno, calmo, ordeiro, tranquilo; provavelmente influenciado pelo clima das inúmeras confraternizações que acontecem ao longo do mês. Falando em confraternização, se você é político e tem mandato, já fez em outros anos e esqueceu de fazer neste pós-eleição, ainda faltam cinco dias para acabar o ano. 

CANCELADOS – Os eventos festivos com atração musical em Santa Cruz foram cancelados por determinação judicial. Comenta-se a boca miúda que o matadouro também pode ser fechado neste fim de ano. Muito complicado isso. Além de proibirem as festas na rua ainda podem comprometer o churrasco em casa.

NATAL DE POÇO FUNDO – O Natal de Poço Fundo foi cancelado, após decisão judicial, acatando pedido do Ministério Público. A prefeitura só deve realizar festejos após efetuar o pagamento do 13º de funcionários públicos. Ruim para quem continua sem receber o 13º e não foi dançar um forró do bom com Magníficos para tentar esquecer.

EU PAGO – O vice-prefeito Dida de Nan tentou viabilizar um Natal de Poço mais modesto, com apoio de amigos, mas não foi possível devido a problemas com segurança, uma vez que o 24º Batalhão não garantiria efetivo para o evento. Há quem diga que faltou a influência de outrora no Governo do Estado, afinal uma ligação de um aliado é diferente da ligação de um ex-aliado.

MELHOR ASSIM – Se o vice-prefeito Dida de Nan tivesse conseguido bancar o Natal de Poço Fundo, o certo seria o Secretário de Educação, Joselito Pedro, bancar alguma banda no Réveillon. Ambos são pré-candidatos a prefeito em 2020 e assim nenhum deles sairia favorecido perante a opinião popular.

PRÓXIMOS EVENTOS – Fizeram um São João de três milhões e o Natal de Poço Fundo não aconteceu. A organização dos blocos de carnaval de Santa Cruz começa a ficar preocupada com a possibilidade de afetar a comemoração de Momo. Se for para deixar os professores sem receber o décimo antes do Natal, é melhor não trazer Walkíria Santos e outras atrações para o São João da Educação 2019. Economizem para pagar a folha em dia. Sem forró a categoria sobrevive, sem comer não.

A LISTA II – Semana passada, revelemos que o pedido mais desejado de Natal foi o salário de novembro dos professores do Brejo da Madre de Deus. Em segundo lugar, ficaram com empate técnico, o Natal de Poço Fundo e o décimo terceiro dos professores de Santa Cruz, desbancando grandes favoritos, como por exemplo, Alan prefeito em 2020, Fernando Aragão mais simpático, Diogo Moraes mais presente e uma gestão boa como a de Edilson Tavares.

NOVAS ESCOLAS – Esta semana, o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira, entrega uma escola no Bairro Polis Pacas e assina o Termo de Abertura de Processo Licitatório para construção de outra escola. Um investimento de mais de cinco milhões e meio. Dinheiro para construir escolas tem, para pagar professor também, é só esperar mais um pouco.​

ANO NOVO – É fim de Resumório e de ano, só nos resta agradecer pelo carinho dos leitores e desejar que o ano novo seja repleto de alegrias e conquistas. Parabéns a quem foi eleito, a quem ressurgiu das cinzas, a quem atingiu seu objetivo, a quem conseguiu um gabinete nos andares mais altos da ALEPE. A você que não foi eleito, que foi traído politicamente, a você que está e será rifado até 2020, boa sorte e abra o olho. Aquele abraço!

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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26
dezembro

As curtinhas do Romenyck Stiffen – Especial

Coluna Especial (I): Concluímos mais um ano no Blog do Ney Lima e na rádio Polo FM. Apesar de estarmos há mais de 5 anos, a responsabilidade de fazer parte de dois grandes meios de comunicação de Santa Cruz do Capibaribe-PE e região só aumenta. Portanto, nesse aprendizado constante, só temos a agradecer aos parceiros de 2018.

Coluna Especial (II): Quero agradecer e abraçar, nas últimas curtinhas do ano, toda uma equipe que nos dá um imenso suporte: a família AVANT, em especial meu amigo Thonny Hill que focará em seu projeto pessoal e infelizmente não teremos mais a nossa convivência diária dos últimos 5 anos. Nesse contexto, também agradecemos a família do Blog Ney Lima e a família da Polo FM, pois se alguns não farão mais parte de nossa convivência diária, outros chegam para novas amizades, a exemplo dos amigos Márcio Felipe e Alena Bezerra.

Coluna Especial (III): O agradecimento se estende a todos os políticos de Santa Cruz e região do Polo de Confecções, pois apesar das constantes divergências ideológicas, o respeito sempre foi mutuo, o que nos rendeu exclusividade em diversos assuntos.

Coluna Especial (IV): Agradeço aos amigos que estiveram comigo diariamente em 2018 e que nos irmanamos a cada dia no programa Rádio Debate. São eles: Ney lima, Ralph Lagos e professor Tenório. Contudo, não poderia esquecer os amigos Silvio José e Hildo Teixeira, que também estiveram presentes durante o ano no referido programa, mas que hoje estão à frente de programas de grande audiência na grade da mesma emissora.

Coluna Especial (V): Nosso agradecimento especial também é para você, leitor do Blog do Ney Lima e ouvinte da rádio Polo FM, que durante o ano de 2018, sofreu ao nosso lado, sentiu a emoção que sentimos, ficamos felizes juntos, divergiu de nossas opiniões… Mas como uma família de verdade, não nos abandonou.

Coluna Especial (VI): Portanto, nessa última curtinha do ano de 2018, desejamos boas festas e firmamos o compromisso de encararmos lado a lado mais um ano que chegará cheio de desafios, mas juntos driblaremos todas as adversidades. É o que deseja esse amigo, Romenyck Stiffen e família.

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20
dezembro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

O desafio das oposições!

Desafios: Já falamos em outro momento, em nossas curtinhas, sobre os desafios de alguns dos prefeitos de nossa região para os próximos anos e, automaticamente, para o pleito eleitoral de 2020. Hoje destacaremos os desafios das oposições de algumas dessas cidades.

Santa Cruz do Capibaribe: A oposição do município é hoje muito forte. Para ter uma ideia, a bancada na Câmara de Vereadores é a maior da história política da cidade. Contudo, a mesma cresceu de forma muito rápida e é nítida a dificuldade de uma real união, devido, principalmente, uma disputa de ego entre algumas lideranças.

Brejo da Madre de Deus: O grupo de oposição na cidade cresceu de forma semelhante a de Santa Cruz, portanto, hoje também tem o mesmo problema. Apesar do discurso afinado em relação à artilharia contra o prefeito Hilário, a oposição parece uma Torre de Babel em relação ao projeto de 2020.

Taquaritinga do Norte: Na Dália das Serras, a oposição tem que iniciar do ZERO MESMO, criar um projeto político e renovar seus quadros, entendendo que os resultados podem não ser imediatos, mas a semente necessariamente tem que ser plantada e muito bem regada.

Toritama: É de olho na ‘Caixinha de Surpresa’ da política de Toritama que a oposição, ou oposições, tem que refletir que não são tão grandes como “acham” que saíram do pleito de 2018 e iniciar um verdadeiro projeto político de olho em 2020.

Jataúba: Na referida cidade, as eleições de 2018 fez um novo grupo surgir com grandes expectativas para 2020, liderado pelo empresário Boy. Contudo, o resultado da recente eleição da Câmara, vencida pelo grupo do prefeito Antônio de Roque, surge como um recado que o jogo político não é brincadeira e não se pode cochilar um só minuto.

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19
dezembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RESUMORIAL – Em dezembro de 2015, foi escrito o primeiro Resumório no Blog do Ney Lima. Já são três anos de contagem dos fatos políticos de uma forma leve e descontraída. Para cada personagem político que não gostou de alguma abordagem, coleciono histórias e depoimentos como a de um moto-taxista, cujo nome e número da jaqueta não sei, que me parou no trânsito, quase duas horas da tarde, eu morrendo de fome, pois tinha saído da Rádio Polo direto para casa, desejando um prato de feijão tanto quanto os professores do Brejo desejam receber o salário de novembro. Foi um susto e uma alegria. Alguém se aproximando de moto ainda nos causa medo. Ele elogiou o Resumório e pediu que em algum momento eu contemplasse a classe dos moto-taxistas na coluna. Recentemente, o Brasil viu a força e a importância dos caminhoneiros, que carregam coisas. Não vamos esquecer da importância dos moto-taxistas, que carregam gente. Gente como a gente, que trabalha bastante e lê o Resumório todas as quartas.

A SUGESTA – Não sei se foi por causa da ‘butada’ que o prefeito Edson Vieira deu no seu programa de rádio aos sábados ou se foi por motivos pessoais, como ele alega. Só sei que o ex-síndico do Moda Center, Allan Carneiro Maia, largou a diretoria e já está pronto para ingressar na carreira política.

PATERNIDADE – Eu já vi muita briga por paternidade de obras, mas disputar paternidade de sugesta foi a primeira vez. Quando disseram que Allan Carneiro deixou a diretoria do Moda Center depois da fala do prefeito no sábado, o vereador Ernesto Maia disse que Allan saiu da diretoria depois da sugesta dele, na terça-feira, também em um programa de rádio. O Grande Vilão disse que se a saída do ex-síndico do Moda Center tivesse sido por conta da fala do prefeito, ele teria saído logo na segunda. Como ele saiu na quarta, foi depois da sugesta dele.

SEMELHANÇAS – Alan já carrega na bagagem o sobrenome Maia, coisa que pouca gente sabe. E agora vai ser lembrado como EX, assim como José Augusto que é ex-vereador, ex-síndico, ex-prefeito e ex-deputado federal. Esperamos que as semelhanças parem por aí. Não consigo imaginar Allan dizendo que morre pelo Moda Center.

ESTREIAS – Quinta-feira (13) aconteceram duas grandes estreias: o filme Aquaman e a inauguração do Bob’s em Santa Cruz. E numa cidade cheia de peculiaridades, nada mais comum do que o prefeito da cidade fazer uso da palavra na inauguração de uma lanchonete. O filme eu já assisti. O sanduíche e o milkshake, logo logo apareço por lá para degustar.

ATRASOS – Uma coisa que está na moda neste fim de ano é o atraso de pagamentos. Os mais badalados da semana foram os atrasos nos aluguéis das delegacias em Pernambuco e o salário de novembro dos professores do Brejo da Madre de Deus. Isso para não falar dos salários dos garis de lá e de cá.

ASSUSTADOR – E tão assustador quanto uma greve de caminhoneiros é a angústia dos professores do município de Santa Cruz por não saberem se vão receber o décimo terceiro amanhã, último dia do prazo legal. Até o momento, não se sabe se está garantido o pagamento para toda a categoria amanhã.

A LISTA – E a ‘euquipe’ do Resumório já teve acesso a lista dos pedidos mais desejados da população neste Natal. Em primeiro lugar ficou o salário de novembro dos professores do Brejo da Madre de Deus. O topo da lista se deve a grande quantidade de professores e, principalmente, a grande quantidade de pessoas que eles estão devendo.

FAVORITOS – O salário dos mestres de Brejo liderou os pedidos de Natal, desbancando grandes favoritos, como por exemplo, ser motorista do filho de Bolsonaro, cobertura da central de feiras, construção de nova rodoviária, conclusão das duplicações, coleta de lixo sem atrasos, água nas torneiras em todos os bairros da cidade, o prefeito Edson Vieira não falar tanto “claro e evidentemente”, que Zé Augusto mantenha a palavra nos acordos.

ORÇAMENTO – Depois das alterações no orçamento de 2019 feitas pelos vereadores, remanejando para outras áreas consideradas prioritárias milhões que estavam inicialmente destinados ao Coniape e eventos, podemos ter em vez do desejado Wesley Safadão, no São João da Moda do próximo ano, apenas uma banda de “pife”.

LULA LIVRE – Até o fechamento desta coluna não se sabe se o Lula estará livre ou não no Natal. Pela agonia de muita gente, parece até que convidaram o ex-presidente para a ceia.​

​​            “Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido”

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13
dezembro

Artigo -Por Adriano Oliveira

RISCOS E OPORTUNIDADES DO NOVO GOVERNO

 

Os primeiros passos do governo Bolsonaro revelam riscos e oportunidades. Preocupações e esperanças existem. Quais os riscos e as oportunidades do futuro mandatário da República?

O presidente eleito é um homem só. Fala para ele mesmo. Deseja liderar, mas teme a concorrência do poder e não delega responsabilidades. O presidente mostra ausência de visão de país. Não fala dos problemas do Brasil. Insiste no discurso moral. E sugere que é através da moral que o Brasil sairá da crise econômica. Desigualdade e inclusão social não fazem parte do seu vocabulário.

Enfretamento à corrupção. O presidente Bolsonaro insiste neste discurso. Merece aplausos. Mas a corrupção no Brasil não é simples de ser combatida e não deve ser enfrentada de maneira célere. A celeridade no combate à corrupção produz crises política e econômica. Se a Lava Jato não fosse tão intensa, a reforma da Previdência poderia ter sido aprovada no governo Temer.

A nomeação de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça traz esperança para os utópicos e receio para os realistas. Os primeiros acreditam que é possível construir coalizão partidária, aprovar reformas e resgatar o bem estar-econômico atrelado ao efetivo combate à corrupção. Vejo incompatibilidade. Uma ação de cada vez. Ou melhor: essas duas agendas não podem ocupar o mesmo lugar no governo. A atuação do futuro ministro da Justiça poderá provocar crises políticas e impossibilitar a formação de coalizões partidárias eficientes para a aprovação de reformas.

Os filhos de Bolsonaro foram eleitos. Conquistaram mandatos em razão da fama do pai. Se não fosse o pai, talvez não estivessem no Parlamento. Por serem filhos do presidente, suspeito que acreditam que devem liderar o governo Bolsonaro. E ao fazerem isto, desconfio que eles entendam que têm que interferir nas ações do governo. Temo pela relação dos filhos de Bolsonaro com as lideranças partidárias, com os presidentes do Senado e da Câmara, com os ministros, e, claro, com o presidente da República.

Medo da impopularidade. Aos poucos, Bolsonaro conquistou popularidade e aplausos. Conquistou a presidência da República. É possível que o presidente eleito não esteja preparado para as vaias e, claro, a impopularidade. Bolsonaro foi eleito, mas o seu sucesso eleitoral evidenciou que existe um forte eleitorado oposicionista. A ausência de declarações incisivas quanto à reforma da Previdência indica que o presidente eleito teme a impopularidade. E por isto, poderá vir a ser um administrador de crises. E não um presidente reformista.

A falta de habilidade política. O discurso do presidente Bolsonaro e sua equipe é centrado na defesa do fim do toma-lá-da-cá. Na montagem dos ministérios, o presidente dispensou os partidos. Recentemente, procurou as agremiações partidárias e, no mesmo instante, a crise no PSL explodiu. Estes fatos mostram que o futuro presidente tem déficit de disposição para fazer política. No caso, para conversar, atender pedidos e convencer a classe política.

A esperança que resta, e dai surge a oportunidade, está em Paulo Guedes e os militares. O ministro da Fazenda pode convencer Bolsonaro a fazer política e, por consequência, aprovar projetos que possibilitem a recuperação econômica. Pode convencer o presidente a abandonar a agenda moral e se dedicar a agenda econômica. Os militares têm o poder de alertar o presidente Bolsonaro dos desafios do país. Da necessidade de dialogar com o Congresso. E de revelar ao futuro mandatário da República de que não estão dispostos a perderem a credibilidade que possuem na opinião pública.

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12
dezembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RESUMÓRIO

 

A FILHA DA COSTUREIRA – De tomara que caia florido, Alessandra Vieira foi diplomada como a primeira deputada estadual de Santa Cruz e entra para história de nossa política. Por ser de Santa Cruz e filha de costureira, as atenções também estariam voltadas para seu look. O modelo agradou alguns, os de sempre. E desagradou outros, também os de sempre. Esperamos que sua atuação parlamentar agrade a todos.

PRESTIGIADOS – A diplomação de Alessandra Vieira e Diogo Moraes, semana passada, levou mais gente de Santa Cruz a Recife do que um jogo do Santa Cruz e Flamengo no mundão do Arruda.

VIDA SOFRIDA – A vida do menino Augusto aparenta ser de muito sofrimento. O primeiro emprego foi ser vereador. Depois recebeu como castigo e imposição do pai a presidência da câmara. Nem imagino os efeitos psicológicos que isso pode acarretar no futuro. Para completar tamanho sofrimento, só falta ele ser forçado a casar com uma linda loira estrangeira de olhos azuis ou ter de passar carnaval e réveillon nas badaladas praias nordestinas.

HILÁRIO – O prefeito de Brejo da Madre de Deus, Hilário Paulo, pagou o décimo terceiro dos professores, mas não pagou o salário de novembro. Resumindo: Ele não tinha dinheiro para pagar o décimo. O que ele fez? Pagou o décimo. É “hilário”, em todos os sentidos!

OCUPAÇÕES – Os professores do Brejo da Madre de Deus, assim como já aconteceu em Santa Cruz, ocuparam a prefeitura. Os mestres de lá podem até não terem suas reivindicações atendidas, mas certamente não vão passar calor e beber água de canudo.

LETRA A – No  Brejo também inventaram uma moda de fazer o pagamento dos professores por ordem alfabética, coisa de quem gasta três milhões em São João ou inaugura praça com Márcia Felipe. Fica a dica, quem desejar que seus futuros filhos sejam professores, não esqueçam de batizá-los com nomes iniciados com a letra “a”. Por garantia, façam feito números importantes em agenda telefônica, iniciem com “aa”.

ALUGUÉIS – O governo do estado de Pernambuco está acumulando dívidas com aluguéis de delegacias. Houve despejo em São José do Egito e dizem que em Santa Cruz já vai em cerca de cento e vinte mil reais de débito. E pensar que alugar imóvel para o governo sempre foi um bom negócio, até para uma Rainha Fenícia.

EXERCÍCIO – O prefeito de Santa Cruz está com uma barriguinha saliente. Precisa de exercício físico. Os que se preocupam com sua saúde poderiam lhe sugerir umas pedaladas, mas ele pode interpretar mal.

MARÉ – Derrota na presidência da câmara, mais um conta rejeitada pelo Tribunal de Contas, pedido de desbloqueio de bens negado, ação de improbidade administrativa … a semana para o prefeito Edson Vieira não podia ser pior. Única esperança de reação é o Sport ficar na primeira divisão, caso tenha êxito na ação protocolada no STJD contra o Ceará.

IMPIMPA – Será que o prefeito Edson Vieira vai entrar para história como primeiro prefeito com um pedido de impeachment? Acho muito difícil cassarem o mandato dele, mas em terra que se tiram dois presidentes por que não um prefeito?

DIRETO DA REDE – De acordo com João Paulo, não aquele que foi Papa, mas o professor: “Bolsonaro disse que era difícil ser patrão no Brasil. Realmente, bom mesmo é ser motorista dele”.

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Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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12
dezembro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

SEM RUMO!

Situação difícil – O prefeito de Brejo da Madre de Deus, Hilário Paulo, passa por um baixo astral político e administrativo que parece sem fim. O mesmo tem dois anos para reverter um quadro que parece irreversível, mas não impossível.

Situação política – Após sair das urnas com uma vitória arrasadora, com uma oposição pequena e aparentemente fragilizada, Hilário fez escolhas que lhe renderam o afastamento de importantes aliados, fazendo, assim, crescer uma oposição assustadora a sua pessoa.

Câmara – Recentemente, Hilário sofreu uma derrota humilhante na Câmara de Vereadores. Em um ambiente onde contava com a maioria dos parlamentares, observou sua bancada reduzir drasticamente. Podemos destacar como ‘a cereja do bolo’ e a simbologia dessa humilhante derrota, o rompimento do ex-líder do governo, Flávio Diniz, sendo eleito presidente da Casa de Leis pelo grupo de Oposição.

Vice – A eleição da câmara também deixou a simbologia do rompimento entre Prefeito e Vice, pois Hilário teve a certeza que não pode contar com os vereadores ligados a Josivaldo. Nas redes sociais, a estratégia de colocar o “Azul de verdade” para quem ficou ao lado de Hilário e não seguiu Josivaldo, só realça cada dia mais a rachadura e a fragilidade do grupo de situação.

Sem rumo – Contando com a liberação de asfaltamento de ruas para criar pauta positiva em sua administração, o prefeito Hilário passa uma sensação de que perdeu o rumo de sua administração, pois a ausência de obras estruturadoras com recursos próprios, folha inchada e salários atrasados virou uma constante em sua gestão.

Radical – Sem contar com o apoio da Câmara, sem o apoio do vice, com a grande maioria dos funcionários públicos insatisfeitos com sua gestão e sem obras estruturadoras para mostrar a população, é necessário Hilário repensar seu governo ou, futuramente, entrará de forma negativa para galeria dos péssimos administradores, não apenas de Brejo, mas de uma região.

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11
dezembro

Artigo – Por Jota Oliveira

SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE: ATÉ ONDE IREMOS?

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No próximo dia 29, Santa Cruz do Capibaribe completa 65 anos de emancipação política. Esse período transcorreu contando uma bela trajetória. Histórias de superação, desenvolvimento, construção e criatividade. Muito temos que falar acerca dessa cidade que acolhe a todos sem fazer distinção. Sem preterir ninguém.

Uma coisa, no entanto, nos deixa preocupados neste momento festivo: o desprestígio e os maus tratos à memória e aos costumes da nossa gente, que ao longo dos anos, lutou pelo fortalecimento da Capital da Sulanca.

A desatenção pelas nossas tradições, cuidou logo de desdenhar desse codinome que tanto nos honrou nas décadas finais do século XX – CAPITAL DA SULANCA! A memória física (construções) do centro antigo, é dizimada diariamente, diante das autoridades que parecem não se importar com o legado de conquistas dos nossos antepassados. A memória cultural, desde há muito, é rejeitada e seus propagadores não têm espaço e nem vez.

Onde estão o São João nas ruas, as chegadas de lenha, o quebra-lajeiro, as festas de padroeiro, a Semana do Folclore, o Ypiranga e as grandes vaquejadas? Por que, mesmo com tanto dinheiro, ninguém canaliza recursos para a reativação dos movimentos de cultura popular? Como? Pois até mesmo as festas comandadas pelo poder público são as que mais descaracterizam as nossas tradições!

CHEGA! BASTA! Já passou da hora de pararmos para fazer uma longa reflexão ou então, os filhos naturais de Santa Cruz do Capibaribe estarão alijados do comando dos destinos da cidade (poderes executivo e legislativo) assim como ocorre em outras áreas. Não que os nossos irmãos adotivos não sejam merecedores de tal honra. É que até agora, estes Têm demonstrado verdadeiro desconhecimento e, por conseguinte, desinteresse pela nossa história e costumes.

Faça você, sem aquele envolvimento político-partidário, um questionamento e responda, sinceramente.

– O serviço de atendimento à Saúde em Santa Cruz do Capibaribe é satisfatório, comparável ao posicionamento desta terra no cenário econômico da Região?

– Você acha adequado o Terminal Rodoviário de Santa Cruz do Capibaribe?

– E o transporte público? Atende as suas necessidades?

– O serviço de Assistência Social acolhe bem as pessoas em situação de vulnerabilidade?

– É fácil a locomoção para pessoas com dificuldade de mobilidade pelas nossas ruas e calçadas ou passeio público?

Não é de hoje. Não é de agora. Quando tudo era – aparentemente – mais difícil, nossa gente dispunha de segurança, diversão, atenção e até um ‘campo de pouso e decolagem para pequenos aviões’.

Pela sua grandeza de bonificar àqueles – que mesmo fazendo-lhe declarações de amor – apenas sugam as riquezas oferecidas, “PARABÉNS SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE: 65 ANOS DE CONQUISTAS”!!!

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05
dezembro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

O GRANDE VITORIOSO

COMO SEMPRE… – Se a eleição para mesa diretora da Câmara fosse uma matemática exata, na galeria dos presidentes haveria uma grande alteração e o futuro quadro do biênio 2019-2020 teria Helinho Aragão, por exemplo. Mas, como sempre, a mesma é um caixinha de surpresas e o resultado, mais uma vez, foi o inesperado.

O RESULTADO: O que parecia impossível ocorreu e a mesa diretora foi composta por Augusto Maia presidente e três integrantes da bancada de Diogo completando a chapa. Foram eles: Ronaldo Pacas como vice-presidente; Júnior Gomes – primeiro secretário e Carlinhos da Cohab como segundo secretário.

ÉRAMOS TRÊS: Com o intuito de conquistar a presidência da câmara para Augusto, José Augusto Maia precisou rifar Helinho e Capilé da mesa diretora, perdendo, em troca, a influência que exercia sobre os dois vereadores, reduzindo, assim, a denominada “bancada de Zé” a um membro.

20 ANOS: Há 20 anos ocorria o rompimento entre Edson Vieira e Zé Augusto, após uma suposta “traição” em 1998, pois a época o candidato a deputado estadual, Edson Vieira, esperava um apoio de Zé Augusto Maia e não teve. Na comemoração desses 20 anos, Edson mais uma vez esperou um acordo de Zé Augusto em vão, pois como muitos sabem, a presidência da Câmara seria conquistada pela bancada de Zé com os votos da bancada de Edson.

O VITORIOSO: Resumindo, o grande vitorioso do dia de ontem foi o grupo liderado por o deputado estadual Diogo Moraes (PSB). O mesmo conseguiu, através de uma estratégia idealizada pelo vereador Ernesto Maia (PT), derrotar o prefeito Edson Vieira e isolar José Augusto Maia, reduzindo sua bancada de influência.

ANOS DIFÍCEIS – O grande derrotado foi o prefeito Edson Vieira, que nos bastidores tentou se unir com um eterno inimigo e acabou levando mais uma rasteira. Ele terá uma forte oposição nos próximos anos e poderá ver CPIs contra o seu governo serem colocadas em prática e em um futuro próximo.

O MIMO: Zé Augusto recebeu um mimo e o gesto que esperava por parte do grupo de Diogo, viu seu filho se transformar presidente, mas terá que refletir muito a que custo isso ocorreu.

DESTINO: Os olhos estarão voltados nesse momento para Helinho e Capilé, pois poucos sabem o posicionamento que os mesmos tomarão. O rompimento com Zé é nítido, ambos disseram que ficarão na oposição ao governo municipal, mas em que oposição ambos ficará? Irão aderir ao grupo de Diogo ou enfileirar grupos de oposições que surgem na cidade?

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29
novembro

Artigo – Por Adriano Oliveira

OS DESAFIOS DE BOLSONARO

 

Antes da posse, a euforia é constante. As comemorações não cessam, pois o adversário foi derrotado e a expectativa do que ocorrerá é, geralmente, positiva. O eleito e os seus aliados mais próximos não enxergam riscos, apenas bonança. O vitorioso precisa ser prudente. Descartar a euforia. Alertar aos assessores que riscos estão postos. E atrelados a eles, os desafios. Neste instante, o discurso de Bolsonaro ainda é de euforia. Quais são os desafios de Bolsonaro?

O principal desafio é animar a economia. Quando falo isto, alerto que economia animada não significa, apenas, ações bombando. As pessoas querem bem-estar, independente da renda. Os eleitores das classes C e D desejam ir ao Shopping, comprar uma TV, almoçar em um restaurante e aproveitar o verão na praia com a família e uma boa cerveja. A classe média sonha em viajar, sem abandonar o plano de saúde, ou a escola particular dos filhos. Os ricos desejam ficar mais ricos. A classe E quer conquistar dignidade.

Para alcançar o primeiro desafio, Bolsonaro precisa conversar com o Congresso. Não desprezar políticos, em particular, os membros do MDB, Centrão e PSL. Não adianta insistir no desejo do fim do toma-lá-da-cá. Este existirá. Nenhum político vai conquistar desgaste em troca de nada. Muito menos em troca de um abraço do presidente Bolsonaro. Político gosta de voto e de estar no poder. Fazer bem aos políticos é o segundo desafio do presidente eleito.

Se a prioridade é a economia, por que perder tanto tempo debatendo temas morais? Se Tereza não comprar uma nova TV para assistir a Copa América, ela vai reclamar. Embora, o chefe do Executivo continue a falar em Escola sem partido. A aplicabilidade da Escola sem partido é impossível. E não é prioridade para o eleitor. A prioridade é posto de saúde aberto com médico e recuperação do poder de compra. Portanto, o presidente Bolsonaro deve desprezar temas morais e gastar as suas energias com a economia.

Até o instante, a competente equipe econômica de Bolsonaro, não falou em políticas sociais. O Brasil é pobre. Não adianta viver no mundo do Instagram. O Brasil requer políticas sociais agressivas. Portanto, o último desafio de Bolsonaro é alinhar recuperação da economia com promoção do bem-estar econômico para todos. Sabendo que as classes C, D e E precisam de políticas sociais focalizadas. Os desafios são nítidos. Basta apenas, o presidente agir!

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28
novembro

Resumório! A coluna do Professor Tenório

DE POÇO FUNDO – O vice-prefeito de Santa Cruz, Dida de Nan, deu entrevista no programa Rádio Debate da Polo FM e disse o que todo torcedor do Vasco diz há anos: Cansei de ser vice. As palavras não foram bem essas, mas a ideia era. Dida quer alçar outros voos na política e mostrar que Poço Fundo pode produzir além do excelente doce, um ótimo prefeito.

JOGANDO A TOALHA – Na entrevista, Dida fez declarações contundentes, principalmente sobre disputar a prefeitura em 2020. Pensei que ele iria “jogar a toalha” e desistir da ideia de ser prefeito se não fosse o preterido do prefeito Edson Vieira. Ao que tudo indica, ele vai tentar permanecer com a toalha ainda por um bom tempo.

A FORÇA DOS DISTRITOS – Já tivemos um prefeito da Vila do Pará e, pelo tom de Dida, está na hora de um prefeito de Poço Fundo. É a força dos distritos. Depois que Brejo elegeu um prefeito do Olho d’Água do Púcaro, Santa Cruz eleger um de Poço Fundo é fichinha.

LERO, LERO – O prefeito de Taquaritinga do Norte, Ivanildo Lero, se diz traído após a eleição do Professor Jurandir para a presidência da Câmara de Vereadores da Dália da Serra com o apoio dos vereadores de oposição e de Eraldo da Pedra Petra. Imagino a cena de Eraldo e Jurandir rindo do prefeito: Enganamos ele mais uma vez lero, lero… 

ANTECIPAÇÃO – Diferente do que está acontecendo com a disputa da Taça Libertadores da América, que já foi adiada não sei quantas vezes, a última sessão da câmara de vereadores de Santa Cruz que definirá a nova mesa diretora estava prevista para 13 de dezembro e será antecipada pelo atual presidente da casa, Zé Minhoca. Político antecipando serviço não é coisa que se veja todo dia.

TRABALHO – Não faz muito tempo, Zé Augusto e Edson Vieira estavam disputando nas emissoras de rádio quem teria trabalhado mais por Santa Cruz. O resultado de quem trabalhou mais eu não sei, só sei que se eles separados trabalharam muito, juntos vão dar muito trabalho, principalmente a quem sonha conquistar presidência de câmara ou prefeitura sem as bênçãos deles.

ENQUANTO ISSO – Enquanto os bastidores para escolha da presidência da câmara de Santa Cruz estão pegando fogo, o deputado Diogo Moraes deve estar em algum país oriental tomando saquê e comendo sushi. Ou pode estar fazendo articulação virtual.

POVO AVEXADO – Está circulando em grupos de WhatsApp uma mensagem parabenizando o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe. Inicialmente pensei que fosse pela disputa do prêmio Prefeito Empreendedor, mas era por já ter deixado o espaço da Arena da Moda praticamente pronto para o São João 2019, faltando cerca de sete meses para o início dos festejos juninos. Esses peladeiros são avexados demais. Tenham paciência que a licitação para reforma do Arizão está praticamente pronta. Eu mesmo espero desde janeiro por uma licitação para sanearem a rua em que moro. 

PRA NÃO GASTAR – O prefeito de Toritama, Edilson Tavares, se orgulha, com razão, de ter construído e entregado para população toritamense três grandes escolas. Interessante que domingo passado, houve concurso público para cidade de Toritama e as três belas escolas não foram usadas na aplicação das provas. Algumas escolas de Santa Cruz foram usadas. Será que a localização lá não era boa ou foi pra não gastar as escolas?

INIMIGO DO SUPERMAN – O governo de Bolsonaro tem tanto general que estou vendo a hora ele convidar o inimigo do Superman, o General Zod, para algum ministério.​​

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido”

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21
novembro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

Mexer no time!

MOMENTO RUIM – Nas curtinhas da semana passada, falamos sobre os altos e baixos do momento político e administrativo do prefeito Edson Vieira (PSDB), apontando a fase ruim que o prefeito passa nas últimas semanas no que diz respeito, principalmente, à questão administrativa.

DIFÍCIL – Analisamos também que a situação do prefeito na câmara de vereadores não é das melhores. Dentro de sua bancada de “sustentação”, poucos saem em sua defesa de forma qualificada e os demais se mostram acomodados. Contudo, ficou claro que esse comodismo também estacionou em algumas secretarias.

COMODISMO – Na audiência pública da LOA (Lei Orçamentária Anual), ficou perceptível o comodismo de alguns Secretários de Governo, que foram despreparados para referida audiência. Isso deixa a sensação que não participaram da construção do projeto do Executivo e, no mínimo, não leram o que correspondiam as suas respectivas secretarias.

FEIJÃO COM ARROZ – Também é notório que alguns secretários não estão fazendo, sequer, o ‘feijão com arroz’ do governo e mergulharam no referido comodismo da gestão, sem apresentarem um mínimo de ações criativas em suas respectivas pastas.

O CHOQUE – Como diria um amigo: “Ser bom no bom é bom demais; o difícil é se destacar nos momentos difíceis”. A sensação é que o prefeito Edson Vieira precisa dar um choque de gestão na própria gestão, dando assim novo fôlego e criatividade em seu governo para os próximos dois anos.

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21
novembro

Ponderação com Janielson Santos

Em cinco anos de rádio, o frio na barriga me serve de combustível

Mais que um alerta é meu companheiro, parceiro e meu amigo fiel. Uma lembrança para advertir a responsabilidade e indicar que alguma coisa melhor pode ser produzida a cada dia

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Tarde de quinta-feira, 21 de novembro de 2013. Recebo uma ligação por volta das 16h e sou surpreendido: Convite para que apresente um programa de rádio. Pela primeira vez e sozinho! Nervoso, respondo que sim, sem pensar muito, afinal, o programa começaria em pouco menos de duas horas…

Foi mais ou menos nesse cenário, que inicio (até o momento pequena, é verdade), minha jornada no rádio. O programa era o ‘Direto ao Ponto’, pela Rádio Vale do Capibaribe AM, programa que estava produzindo há apenas 30 dias.

Chego à emissora em um estágio de ansiedade fora do normal, numa mistura de sensações que não consigo decifrar. Ao mesmo tempo em que quero iniciar o mais breve possível, também desejo que o intervalo comercial demore, afim de respirar um pouco mais e colocar as ideias em ordem.

O operador da mesa de som, informa: ‘começa em dois minutos’. Era apenas o tempo de término da ‘Ave Maria sertaneja’ com Gonzagão.

Ofegante, trêmulo e com aquele frio na barriga, numa liberação de adrenalina nunca antes sentida, dou o ‘boa noite’ minutos após as 18h.

E foi… A sensação é indescritível.

Ao longo desses cinco anos, muitas etapas. Inúmeros erros e falhas foram cometidos. Outro tanto de acertos foram alcançados, descoberta de atalhos, ajustes, correções e novos desafios aceitos.

Pesquisas, exames, análises, observações, estudos, foram realizados num processo de aprendizagem que entendo que deve ser contínuo, diário, ininterrupto. Acomodação não combina com a necessidade de transmitir algo, ao menos, aceitável e plausível, para quem liga um rádio.

A busca incessante por algo de qualidade a cada dia deve-se ao fato de compreender que existe alguém do outro lado do aparelho que merece respeito, um mínimo de esforço, dedicação e razoabilidade em todas as mensagens. Essa busca não pode ter fim.

Aquele frio na barriga não me deixou, desde então. Não foi embora dois anos depois da estreia, quando iniciei os trabalhos nos programas ‘Cidade Notícia’ e no ‘Estúdio 1’, na Rádio Polo FM (onde estou há três anos), segue comigo por todo esse tempo, antes de cada ‘bom dia’, ‘boa tarde’ ou ‘boa noite’ ao microfone.

Esse frio na barriga não me esquece no início de cada edição. Mais que um alerta é meu companheiro, parceiro e meu amigo fiel. É uma marca. Uma lembrança para advertir e indicar, sempre, que existe uma responsabilidade gigantesca nisso tudo. Deixa a certeza diária que alguma coisa melhor pode ser produzida a cada dia, a cada hora, a cada instante.

13
novembro

Artigo – Por Adriano Oliveira

BOLSONARO E MORO

 

Ao escolher o juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça, o presidente eleito Jair Bolsonaro trouxe simbolismo para o seu governo. O referido magistrado teve atuação destacada na meritória Operação Lava Jato. Moro representa para parcela do eleitorado, o homem destemido, corajoso e que não tem medo de prender grandes empresários e políticos.

Ao optar por Moro, Bolsonaro trouxe a agenda combate à corrupção para o seu governo. Ao aceitar, Moro mantém a esperança acessa de que atos de corrupção serão punidos. A corrupção precisa ser enfrentada. Entretanto, é importante trazer à tona, a seguinte questão: Bolsonaro é presidente eleito. Portanto, é governo. Moro, ao virá ministro, não será mais magistrado. Mas membro de um governo.

Como deputado, Bolsonaro pode falar o que quiser. Pode ignorar colegas nos corredores do Congresso. Com Sérgio Moro, ocorre o mesmo. O magistrado precisa ser e parecer independente. Não precisa dar frequentes explicações sobre as suas decisões judiciais. O que importa é a lei. Bolsonaro e Moro, a partir de janeiro, terão funções diferentes. Estarão no governo.

O exercício do poder atrai o contrapoder. Moisés Naím, em seu belo livro, O fim do poder, faz este alerta. Aliás, este livro é leitura obrigatória para quem pensa que o exercício do poder não tem limites e que não é efêmero. Bolsonaro, como presidente, e Moro, como ministro, tem e terá poderes. Ressalto, porém, que os seus poderes estarão limitados.

O principal desafio do presidente Bolsonaro é realizar reformas importantes que possibilitem a recuperação da economia. Então, o futuro presidente precisará negociar com o Congresso. Agradá-lo. Pois, qualquer político, apesar das exceções, deseja ocupar espaços no poder e obter benefícios. Não existe outra regra. Sérgio Moro também não deve relegar o Congresso. Isto significa que ele não pode “empurrar” medidas contra a corrupção sem conversar com políticos, inclusive, com as velhas raposas.

Bolsonaro e Moro podem criar uma encruzilhada. Se ações do ministério da Justiça contrariar políticos, estes podem, por consequência, contrariar o presidente Bolsonaro em alguma votação no Congresso. A nomeação de Sérgio Moro cria desafios para o governo Bolsonaro, em particular, na relação Executivo e Legislativo. Bolsonaro e Moro precisarão ter muita sabedoria e paciência no exercício do poder.

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09
novembro

Artigo – Por Adriano Oliveira

CENÁRIOS PARA O GOVERNO BOLSONARO

 

O sucesso eleitoral de Jair Bolsonaro está na categoria do imponderável. Tal categoria não é novidade em eleições. Às vezes, o imponderável é observado, tanto em eleições municipais como estaduais. Desta vez, após período de regularidade, o imponderável aconteceu na disputa presidencial.

A partir de janeiro de 2019, o governo Bolsonaro começa. E ele terá diversos desafios imediatos, os quais não podem ser adiados. O principal desafio do futuro presidente da está no âmbito da economia. É necessário reformas para que elas possibilitem a superação da crise econômica. Caso o governo Bolsonaro não priorize a agenda econômica, ele poderá ser punido pelos eleitores.

O presidente eleito, até o instante, fez a opção de insistir na agenda moral. E não é claro quanto à agenda econômica. Qual agenda será priorizada? O caminho da agenda moral pode até trazer relativa popularidade para o governo Bolsonaro. Mas não será suficiente para lhe trazer popularidade e governar com tranquilidade. A agenda econômica, independente da agenda moral, tem condições de trazer, inicialmente, impopularidade, mas em breve futuro, a popularidade aparecerá.

Defino como agenda moral, os debates sobre posse de armas, “Escola sem partido” e resgate da família. O debate sobre tais temas tem o poder de entreter parte dos eleitores e de provocar forte dispêndio de energia por parte do governo Bolsonaro no Congresso, no espaço midiático e na opinião pública. O debate econômico também. Mas ao contrário do debate moral, a melhoria dos indicadores econômicos e o retorno do bem-estar de parte majoritária dos eleitores contribuem para o crescimento da popularidade do futuro governo.

Com o objetivo de vislumbrar possibilidades, repito, vislumbrar possibilidades, construo, neste instante, três cenários para o governo Jair Bolsonaro:

Cenário 1: O governo Bolsonaro privilegia pautas econômicas. Prioriza a reforma da Previdência. O relacionamento com o Parlamento e a imprensa é profícuo. Inicialmente, o governo conquista relativa impopularidade. Mas, em seguida, em razão do bom desempenho do mercado e do crescimento econômico, com geração de empregos, o governo Bolsonaro conquista popularidade e adquire condições de ser reeleito. O bolsonarismo positivo se consolida em grande parcela do eleitorado.

Cenário 2: O governo Bolsonaro prioriza as pautas morais. Gerencia as pautas econômicas. Incipiente reforma da Previdência é aprovada. O crescimento econômico não ocorre. A relação com o Parlamento e a imprensa é tumultuada, conflituosa. Parlamentares mostram contrariedade com ações do ministério da Justiça. O presidente Bolsonaro usa as redes sociais para se comunicar com o eleitor e responsabiliza a classe política pela não recuperação econômica. O bolsonarismo negativo (rejeição) se consolida em grande parcela do eleitorado.

Cenário 3: O governo Bolsonaro prioriza pautas morais. Nenhuma reforma da Previdência é aprovada. A crise econômica persiste. Relação conflituosa entre o presidente da República, Congresso e imprensa. Crises políticas fortes passam a ocorrer com frequência. Manifestações pujantes contra o governo acontecem. O impeachment passa a ser visto como alternativa por parte da classe política.

Diante dos cenários, os atores escolhem como agir. Neste caso, os atores podem construir o cenário mais adequado. Qual cenário, o presidente Bolsonaro escolherá?

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07
novembro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RESUMÓRIO

 

POLÊMICA – Feiras da alta temporada no Moda Center  começaram e o horário do sábado, que praticamente  já existia, gera polêmica. Impressionante como após doze anos ainda não se consegue definir qual melhor horário de vendas. Deixa o cliente escolher e vai lá atendê-lo. Pronto!

MAIS UMA – Pela segunda vez em poucos dias, a agência do Bradesco de Santa Cruz foi alvo de tentativa de assalto. Como diz um Jovem amigo meu, é o jeito as bodegas da cidade voltarem a vender no caderno. Os índices de violência podem estar diminuindo estado a fora, mas por aqui a diferença não está assim tão grande.

TROCA DE FARPAS – O vereador Júnior Gomes e o prefeito Edson Vieira protagonizaram uma severa troca de farpas em entrevistas concedidas em emissoras de rádio. A impressão que fica é que existe alguma coisa mal resolvida e que não vai parar por aí. Pra quem gosta da zuada, é só aguardar os próximos pronunciamentos  e preparar a Pipoca. Inveja, arrogância, prepotência, ódio, raiva, gente não feliz e fraqueza são alguns dos adjetivos usados.  

NO BURACO – A PE-160, no perímetro urbano de Santa Cruz está finalmente sem nenhum buraco. Já sobre as contas da prefeitura, não podemos dizer o mesmo. Atrasos e demissões em massa são uma pequena demonstração do fundo do poço em que se encontram as finanças do Palácio Braz de Lira. Tomara que uma ida a Brasília seja capaz de amenizar o tamanho do desgaste político causado por essa crise financeira.

LIGAÇÃO PREMIADA – Há dias que vários servidores contratados da prefeitura estão sendo demitidos, inclusive por contato telefônico. Fico imaginando se esses servidores contemplados com a ligação premiada forem convidados para confraternização de fim de ano como seria o clima. Presente de amigo secreto fiado e pouco motivo para sorrir.

ENXUGANDO GELO – A quantidade de demissões não vai resolver o problema financeiro da prefeitura enquanto indicações políticas, parentes e aderentes tiverem seus contratos garantidos, mesmo não sendo exemplos de produtividade. Querem enxugar a folha, mas desse jeito vão permanecer enxugando gelo.

UNIÃO – A tão falada união Taboquinha está tão longe como sempre esteve. Impressionante como os cozinheiros da política do lado vermelho nunca conseguem acertar o ponto desse tempero. Muita ponte ainda vai passar por baixo dessa água, assim mesmo, tudo trocado e bagunçado como sempre foi essa história.

ELE NÃO – A canalização da raiva, revolta e descontentamento dos Maístas, seguidores incondicionais de Zé Augusto, foi toda direcionada para Fernando Aragão. Nesse quesito, Fernando só ganha para Ernesto em rejeição no clã dos originais.

O NOVO – José Augusto começou mais uma vez com a defesa de um nome novo para disputar a eleição de 2020. Da última vez que ele saiu com essa conversa em 2016, a chapa que ele apresentou inicialmente foi Fernando Aragão e Galego de Mourinha. E olhe que esses dois jovens não eram adeptos do uso de tablete. Quero mesmo ver a faixa etária dos candidatos do chamado consenso.

ITINERÁRIO – Os candidatos a deputado estadual filhos da terra estão usando passaporte e pneus de carro após o período eleitoral. Um está no Japão, outro vai para Portugal e outra foi em Poção. Os destinos foram bem diferentes, assim como será a agenda política de cada um daqui pra frente.

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​​”Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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31
outubro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RECADO AOS AZUIS – Nem sempre vencer uma primeira batalha é garantia de vitória lá na frente. Autoconfiança demais atrapalha. Saber lidar com favoritismo é muito importante para quem deseja uma campanha vitoriosa, principalmente respeitando o potencial do adversário. Hoje em dia, ninguém faz nada escondido. De forma discreta e silenciosa ou de forma extravagante, sempre vai ter alguém de olho e denunciando os erros que passam despercebidos ou tentam esconder. Chega de desculpas esfarrapadas. Assumir o erro e aceitar a punição é muito mais nobre e respeitoso com as milhares de pessoas que sempre apoiam e confiam em vocês. Apesar do insucesso, parabéns Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense pela campanha na Libertadores 2018! Que sua história sirva de exemplo. 

ACABOU – O fim do segundo turno encerrou, oficialmente, o período de fuga de debates, bate boca com amigos em grupo de WhatsApp, promessas, carreatas, passeatas, festas da vitória, desentendimento entre irmãos da mesma igreja e produção maciça de memes e fake news. Algumas dessas situações continuam acontecendo, parece até que esqueceram que a eleição acabou.

CARONA ZERO – Motivo de orgulho pra uns, de decepção para outros, Santa Cruz do Capibaribe foi a única cidade do estado de Pernambuco que Bolsonaro venceu Haddad. A turma que coordenou desde o início a campanha de Bolsonaro na cidade deixou bem claro que não aceita caroneiros que querem se aproveitar do sucesso deles. A Operação Carona Zero foi iniciada.

PARABÉNS – Quando o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe botarem em prática as promessas de campanha, principalmente aquelas que não são muito favoráveis aos trabalhadores, merecerão parabéns por cumprir o que foi prometido. Não terão enganado ninguém. E a esquerda fará o que sabe fazer de melhor, ser oposição.

TRANSPORTE – Mais uma denúncia envolvendo transporte escolar em Santa Cruz. Três ônibus estão em uma oficina em Caruaru há dois anos por falta de pagamento. Pelo menos estão sendo lavados. Não sabia que o problema deles era grude. Se com o recebimento de mais de dez milhões dos precatórios, o dono da oficina não recebeu, pode perder a esperança porque vai ficar difícil receber.

VANTAGENS – Segundo o vereador Pipoca, em discurso na reunião da câmara, vereadores exigiriam vantagens para realocação da LDO 2019. Uma colocação séria dessas desperta uma dezena de perguntas. Como assim? Quem? Quando? Onde? Como? Ele sabe da seriedade da fala? Foi a primeira vez? Que tipo de vantagem? Isso vai ser investigado? Prefiro acreditar que foi um equívoco do vereador, assim como o meu que falei em dez perguntas e só coloquei nove. 

11 CONTRA UMA – O prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira, conta hoje na Câmara de Vereadores com um “exército de uma mulher só”. Essa é a sensação que se tem quando a vereadora Jessyca Cavalcanti tenta combater os ataques dos 11 vereadores de oposição. Quanto à presidência da câmara, são 11 homens e um segredo.

HALLOWEEN PARLAMENTAR – Todas as vezes que o vereador Júnior Gomes é chamado para fazer uso da tribuna nas reuniões da câmara de vereadores de Santa Cruz, sempre fica aquela expectativa do tom de seu discurso. Se vai ser propositivo ou combativo, leve ou pesado, sincero ou irônico ou um pouco de tudo. O cardápio dele é bem variado. Na véspera do Halloween, eu vi a hora ele perguntar a bancada do prefeito antes de começar a falar: travessura ou gostosura?

CAPRICHAR NO VISUAL – A recomendação do presidente eleito Jair Bolsonaro é filmar os professores em sala de aula. Fica a dica para os companheiros e companheiras: Caprichem no visual. Reservem uma parte do grandioso salário para maquiagem, manicure e cabeleireiro. Farda vai ficar demodê. Já que é pra ficar famoso nas redes sociais, que seja com um look moderno.​​

DIRETO DA REDE – “Astronauta Marcos Pontes pretende revogar Lei da Gravidade no governo Bolsonaro”. Está correto, essa lei deve ter sido criada por algum esquerdopata.​

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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26
outubro

Ponderação – Com Janielson Santos

Organizar a casa é um ‘dom’ que nem todos tem

Controlar gastos e deixar uma prefeitura em dia é tarefa ainda mais árdua

 

Um simples consultor organizacional vai apontar que manter a casa arrumada deve ser um hábito. Evitar a bagunça, além de deixar o lar agradável e receptivo, tende a tornar a rotina menos desgastante e estressante.

Na área financeira, organizar as contas pessoais pode ser um desafio. Para mantê-las em dia, é importante não perder datas, fazer armazenagem de recibos, priorizar demandas essenciais, controlar despesas que possam gerar juros, entre outras coisas. (Estou aprendendo muito disso após o casamento…)

É bem verdade que nem todo mundo aproveita o tempo que tem de forma produtiva e inteligente para arrumar a casa. É bem verdade que nem todo mundo aproveita a verba que tem para priorizar o necessário e essencial.

Se para uma simples residência isso parece um ‘problemão’, leve para uma prefeitura e podemos ter um desastre.

Reconhecida como um antídoto contra a ‘gestão arriscada’ dos recursos públicos, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) completou recentemente 18 anos de existência,  enfrentando uma dificuldade imensa para seu cumprimento.

Não à toa, dados oficiais apontam que, em 2017, aproximadamente 80% das prefeituras pernambucanas descumpriram o limite de despesa com pessoal, que é de, no máximo, 54% da receita do município. (A título de informação, Santa Cruz do Capibaribe ultrapassou 60% dos gastos para esse fim, no segundo quadrimestre deste ano).

Sob a argumentação da existência da ‘crise’ e de conseguir manter serviços básicos, prefeitos seguem a baladinha, contratando cada vez, inchando a folha e lotando gabinetes, secretarias e gerências.

Para tentar restaurar o problema, gestores costumam correr às pressas nos últimos anos de governo, a fim de evitar complicações judiciais e eleitorais futuras. Parecem não perceber que, após a falta de cronograma, responsabilidade, atenção, respeito e/ou organização inicial, o impacto será desgastante e negativo da mesma forma.

Na ponta de tudo isso, costuma sofrer quem realmente trabalha, com atrasos salariais e cortes em funções precisas, em detrimento de altos ordenados e cargos criados para ‘só Deus sabe’.

O desrespeito à LRF, como apontado anteriormente, não é um mal exclusivo do Polo de Confecções de Pernambuco (muito menos de Santa Cruz). No entanto, me parece razoável verificar os problemas da minha casa, antes de qualquer residência vizinha.

As opiniões e informações aqui expressas são de responsabilidade do autor

23
outubro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

PRECISA DE OXIGÊNIO

POUCAS ALTERAÇÕES – Após o final do primeiro turno das eleições de 2018, estamos pontuando algumas observações sobre o mapa político das cidades do Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco. Nas que analisamos até então, destacamos alterações nos mapas políticos com surgimento e fortalecimento de novos grupos, contudo, em Taquaritinga, pouca coisa mudou.

FORÇA CALABAR – Há quase duas décadas, o Grupo Calabar é soberano nas urnas do município e, em 2018, não foi diferente. O prefeito Lero (PDT) e seu grupo apoiaram as reeleições dos deputados Ricardo Teobaldo (Podemos) e Diogo Moraes (PSB), federal e estadual respectivamente. O deputado Diogo Moraes, por exemplo, teve mais que o dobro da votação da segunda colocada, Alessandra Vieira (PSDB).

TEVE MAIS – Além de comemorar as eleições do deputado federal Ricardo Teobaldo e o deputado estadual Diogo Moraes, Lero ainda assistiu seu candidato ao Governo do Estado, Paulo Câmara (PSB), ser reeleito, mesmo não sendo majoritário na cidade.

CANSOU – Com exceção das eleições de 1992 e 2012, o ex-prefeito Jânio Arruda disputou todas as eleições de prefeito desde 1988. Foram cinco no total. O êxito de Jânio no final da década de 80 até fins da década de 90 é inquestionável, contudo, são basicamente duas décadas sem êxito nas urnas e, em 2018, não foi diferente. Seus candidatos a deputado federal e estadual apanharam feio nas ruas.

OXIGÊNIO – Com a dificuldade do surgimento de um terceiro grupo, as urnas de 2018 apontaram que o grupo de oposição precisa de novo oxigênio e trabalhar novos nomes visando às eleições de 2020. Caso contrário, dificilmente conseguirá tirar a reeleição do prefeito Lero, principal vencedor em 2018.

As opiniões e informações aqui expressas são de responsabilidade de seu idealizador

19
outubro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

MAPA POLÍTICO DE BREJO

MAPA POLÍTICO – Como já apontamos nas últimas curtinhas, estamos fazendo um levantamento do novo mapa político das cidades de nosso Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco após as eleições de 2018, hoje faremos nossas observações sobre o município de Brejo da Madre de Deus.

VELHA POLARIZAÇÃO – Apesar de algumas tentativas frustradas de terceiras vias, há décadas que acompanhamos a polarização política em Brejo da Madre de Deus entre os denominados Jacarés X Bocas Pretas, com as lideranças de Roberto Asfora e Dr. Edson, respectivamente.

DIVIDIU (I) – As eleições de 2018 embaralhou o cenário político da cidade, o grupo Jacaré, por exemplo, saiu dividido. De um lado o ex-prefeito Roberto Asfora apoiou o candidato a deputado estadual Tallys Maia, enquanto o empresário Rubinho Nunes e boa parte da bancada de vereadores de oposição apoiaram Diogo Moraes.

DIVIDIU (II) – O grupo de situação também saiu dividido nessas eleições de 2018, pois o ex-prefeito Dr. Edson e o prefeito Hilário apoiaram a candidata a deputada estadual Alessandra Vieira, enquanto o vice-prefeito Josevaldo saiu com candidatura própria.

MAJORITÁRIO – É fato que Dr. Edson e Hilário fizeram Alessandra majoritária no município com pouco mais de 4 mil votos. Contudo, a soma dos candidatos da oposição e de Josevaldo chegam a mais de 8 mil votos, ou seja: 4 mil a mais do que o ex-prefeito e o prefeito atual deram a sua candidata.

CORTEJADO – Com a perca de vereadores, a exemplo de Júnior de Miguelão e Bolão que foram para oposição, e a votação expressiva do vice-prefeito Josevaldo, que obteve quase 3.500 votos, o prefeito Hilário terá que se mostrar como um exímio articulador para manter a hegemonia e o favoritismo do grupo Boca Preta para as eleições de 2020. Nesse contexto, Josevaldo é peça fundamental.

QUEDA LIVRE – Após uma derrota acachapante de sua esposa nas eleições municipais de 2016, Roberto Asfora perdeu a quebra de braço interna dentro do grupo Jacaré nas eleições de 2018, onde deu uma votação muito aquém do que era esperado ao seu candidato e ficando atrás da votação conquistada pelo grupo liderado pelo empresário Rubinho Nunes.

2020 – O cenário de 2018 aponta quatro grupos políticos, mas haverá fusões entre esses. É necessário saber quem conseguirá melhor se articular até 2020 e aglutinar lideranças.

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17
outubro

Resumório! – A coluna do Professor Tenório

A FESTA – Como já falei, eleição em Santa Cruz é um verdadeiro carnaval de 45 dias e pra fechar com chave de ouro a edição 2018, não podia faltar trio elétrico. O Resumório de hoje é com B de Bell. Se você perdeu o show porque o orgulho não deixou, porque foi para Carneiros andar de lancha ou qualquer outra razão, não se preocupe, eu conto tudo “Aqui Agora”. Dava pra se sentir literalmente no carnaval, era fila pra comer, pra mijar, muita gente bonita, bebida, uns empurrões ali outro acolá, mas nada que tirasse o brilho da grande festa.

UMA FESTA PARA TODOS – Era tanta gente que acho que foram os eleitores dos 49 deputados que estarão na ALEPE em 2019. Todas as tribos, todas as cores estavam lá. Os gasoseiros tiraram o prejuízo das passeatas minguadas da campanha. A prova de que era uma festa para todos foi o deputado Diogo Moraes ter pedido para Bell cantar a música do “Ôh mainha”. Nessa hora, percebeu-se uma turma mais animada.

VELHOS HÁBITOS – Santa Cruz cresce, mas algumas pessoas não conseguem se livrar de velhos hábitos. Para matar saudade da época em que se ligava um som estridente na mala de um carro e competia com outro som a poucos metros, um rapaz ligou o som do carro, parado às margens da PE 160, num volume ensurdecedor ouvindo Bell e não desligou quando o trio se aproximou. Deixar de ouvir ao vivo para exibir a potência do som do carro é, no mínimo, desnecessário. Até porque se ouviu o som do Trio de quase todo canto da cidade.

A CARA DE FERNANDO – O trio estava lotado de personalidades, mas o que chamou a atenção foi Fernando Aragão. A cara de Fernando num trio elétrico com Bell Marques tocando as antigas, comemorando uma vitória na política é a mesma dele comprando pão numa segunda de manhã.

MULTIDÃO – A PE-160 e a Avenida 29 de Dezembro foram tomadas por uma multidão poucas vezes vista na história dessa cidade. A 29, com carros e motos estacionados, parecia cena do filme Guerra mundial Z, o povo correndo por cima de motos e carros com cara de zumbi.​

ABRAÇOS DA DISCÓRDIA – Alguns vereadores estavam em cima do trio, mas só Carlinhos da Cohab ganhou abraço de Bell Marques. No Forró da União de não sei que ano, ele era o mais citado também. Se isso rende voto ou prestígio eu não sei. Só sei que os colegas parlamentares não simpatizam muito com a insistência e necessidade de aparecer mais que os outros. Os abraços da discórdia são apenas uma gota no oceano das desavenças que estão por vir. 

ENQUETE MENTAL – O que está mais difícil de acontecer, Diogo Moraes atender o pedido de Bell Marques e combinar com o prefeito Edson Vieira a data do próximo carnaval do Diogão ano que vem ou Bolsonaro perder a eleição?

ENGANO – E não é que as profecias da torcida do contra estavam enganadas; pelo menos por enquanto. Eu vi trabalhadores cumprindo expediente na obra de duplicação da PE-160 após a eleição e em pleno sábado de feriadão. O medo que faz é quando eles entram de férias.

MUDANÇA DE OPINIÃO – Mudar de opinião é normal, normal, normal. Só não imaginei que ouviria algumas pessoas gritando: “Fica Temer”. Nem moradores da Rua Grande que eram contra o asfalto estão pedindo para asfaltar, pelo menos o resto que falta. A reclamação é que o asfaltamento não foi concluído e já está paralisado há algum tempo.

MURO NÃO – A polêmica da semana foi com a pintura de alguns muros particulares com a hashtag “Ele não” em Santa Cruz do Capibaribe. O pessoal que apoia Bolsonaro foi lá e cobriu a pintura, também chamada de pichação. Conheço alguém que disse: Vou colocar na frente de casa, mas não aceito cal ou tinta branca. Quero um porcelanato.

PRESENTE DE GREGO – A festa de Diogão foi domingo. O aniversário do prefeito Edson Vieira é hoje, dia 17, como disse ele. E o presente, de grego, é por conta do Governo do Estado.​​

“Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido”

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17
outubro

Artigo – Por Adriano Oliveira

HADDAD TEM CHANCE?

 

Disputar eleições contra cisne negro é tarefa árdua. Pois é difícil para o estrategista avaliar o impacto da estratégia que deve promover a desconstrução do cisne. Pesquisas, em particular qualitativas, têm o poder de antecipar o efeito da estratégia. Porém, mesmo com a possível mudança da estratégia, a dificuldade de enfrentar o cisne negro continua.

Por ser um cisne negro, Bolsonaro é o imponderável, o fenômeno. Retiro o chapéu para o economista Paulo Guedes. Desde cedo, Guedes vislumbrou o potencial de Bolsonaro. Pode ter sido intuição. Não tem problema. Estrategistas e cenaristas não devem relegar a intuição. Ela é importante. O desempenho de Bolsonaro no 1° turno mostrou que qualquer previsão para o 2° turno deve considerar que ele é favorito para vencer a eleição.

Bolsonaro obteve expressiva votação e contrariou preditores tradicionais do voto. Ele não tinha tempo de TV adequado, recursos financeiros, estrutura partidária e candidatos competitivos aos governos estaduais. Mesmo diante da escassez, Bolsonaro avançou sobre territórios lulistas, como a região Nordeste e as classes D e E.

O favoritismo de um candidato não obriga você desprezar o competidor oponente. Não desprezo Haddad, apesar de considerar Bolsonaro favorito. Quais as chances de Haddad? O candidato do PT retirou Lula da campanha. Estratégia correta. Ele agora é mais Haddad. Pois o antilulismo é rejeitado, assim como o bolsonarismo, se é que ele exista. No instante em que Lula sai da campanha, Bolsonaro passa a ter um novo adversário, qual seja: Haddad. Como o eleitor reagirá ao novo posicionamento estratégico de Haddad?

Bolsonaro irá a algum debate?  Caso não vá, como reagirá o eleitor? E se Bolsonaro for, qual será o seu desempenho? Haddad terá a oportunidade de trazer temas econômicos para a campanha, e, com isto, tentar esvaziar o debate moral trazido por Bolsonaro. Como reagirá o eleitor? E, por fim, pode surgir uma “onda democrática”, onde esta adquirirá condição de obter volume na rejeição de Bolsonaro. Mas esta onda existirá?

Faço perguntas, pois não tenho respostas. O desempenho de Bolsonaro no 1° turno me permite classificá-lo como um fenômeno. E assim como no futebol, anular fenômenos é tarefa árdua para qualquer competidor. Alckmin sabe disto. Ele tentou sabiamente desconstruir Bolsonaro, mas não conseguiu. Haddad conseguirá?/

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17
outubro

As curtinhas do Romenyck Stiffen

NOVA LIDERANÇA!

Mapa político – As eleições de 2018 vêm mudando o mapa político do Brasil e nossas cidades do Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco não são um caso a parte. Em nossas curtinhas de hoje, traremos um dos maiores exemplos dessa mudança: a cidade de Jataúba.

Velha polarização – Desde 2004 que acompanhamos a polarização do prefeito Antônio de Roque pelo grupo de Situação e de Fábio Mamão representando a Oposição naquela cidade. O duelo direto entre ambos já ocorreu por três vezes nesse período e foram todos vencidos por Antônio de Roque.

Soberano – O prefeito Antônio de Roque reina soberano, estando em seu quinto mandato a frente do Executivo da cidade. Antônio de Roque conquistou seu primeiro mandato de prefeito ainda em 1992, ainda teve êxito em 2000, 2004, 2012 e 2016, sem falar em alguns sucessores que conseguiu fazer no decorrer desse período.

Cansou? – Se Antônio de Roque é soberano no grupo de Situação, o líder Fábio Mamão foi candidato por quatro vezes consecutivas ao cargo de prefeito da cidade pelas oposições, todas sem êxito. As mesmas ocorreram em 2004, 2008, 2012 e 2016.

Em xeque – As eleições estaduais de 2018 colocaram em xeque as duas lideranças acima citadas, pois os mesmos não conseguiram fazer seus candidatos majoritários na cidade, surgindo, assim…

Uma nova liderança – O empresário Boy quebrou a polarização entre Antônio de Roque e Mamão. Ele fez a candidata a deputada estadual Alessandra Viera, e o candidato a deputado federal Silvio Costa Filho, majoritários na cidade de Jataúba, e também assistiu ambos serem eleitos.

Nova Oposição – Boy liderou um novo grupo de Oposição, deixando a míngua o líder Fábio Mamão, além de colocar em risco a soberania de Antônio de Roque em Jataúba.

Que venha 2020 – As eleições de 2018 em Jataúba deixaram muitas expectativas para 2020, pois um novo grupo despontou na política da cidade, mudando de fato o mapa político do município.

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10
outubro

Resumório! – A coluna do professor Tenório

RESUMÓRIO

 

ACABOU – Passada a ansiedade das apurações, aquela preocupação de seu candidato não ser eleito e o medo de ter poucos votos, agora é hora de comemorar, em caso de vitória. E hora de inventar desculpas e arrumar culpados, em caso de derrota. Também é hora de mangar um pouco, mas sem partir pra violência. Perder uma eleição e descobrir que esqueceu o carregador do celular no meio de uma viagem, pense em duas coisas ruins!

ÚLTIMOS DIAS – O que começou frio, ficou morno e esquentou de vez na reta final. Os últimos dias de campanha em Santa Cruz do Capibaribe foram movimentados e teve até uma surpreendente passeata meia noite. A mulher da meia noite botou muita gente nas ruas.

CARNAVAL DE 45 DIAS – E na reta final, a campanha finalmente se transformou no carnaval de quarenta e cinco dias de sempre. Teve desfile (carreata) com fantasias, carros alegóricos, ala de quadriciclos, ala de caminhões, de cavalaria. Muita música, bebida, fogos de artifício e animação. Como é mais carnaval do que campanha, foi muita festa e pouca proposta.

MUITA GENTE E MUITA VAIA – A eleição de 2018 ficará marcada na lembrança pela quantidade de gente nas filas para votar e pela quantidade de vaias em políticos. Teve vaia pra todo gosto: espontânea, orquestrada, por vingança e por pirraça. De algumas e de alguém, a gente nunca esquece, imagine quem levou!

PARABÉNS PARA VOCÊ – O domingo depois da apuração dos votos foi marcado pela festa de aniversário do prefeito com o um trio elétrico na rua. Foi uma festa de aniversário sem bolo e sem parabéns pra você. Na verdade, teve muitos parabéns para Alessandra Vieira. Foi uma festa de “Alêversário”, com muitos convidados.

MAIS FESTA – Próximo domingo tem mais festa, com Bell Marques no meio da rua. Será que ele vai cantar aquela: Ôh mainha…? “Mude esse mundo” com certeza estará no repertório. Só sei que com Bell na avenida, vai ter eleitor de todas as cores curtindo a festa. Será o mais perto da “união” que vão conseguir até depois de 2020. Para quem sempre brechava as carreatas do adversário na campanha, uma olhadinha domingo não custa nada.

SONHO DE CRIANÇA – Um companheiro não vê a hora de ir para avenida curtir Bell Marques na comemoração de uma vitória Taboquinha. Segundo ele, esse sonho foi interrompido há trinta anos por Ernando Silvestre, que venceu a eleição municipal de 1988 para Oseas Moraes e Zinha Vieira, vice.

NERVOS – O que a campanha em Santa Cruz teve de calma, o pós-campanha está tendo de tensa e delicada. Banho de whisky em vereador, troca de empurrões e murros em local público, arremesso de garrafa em casa de prefeito, roubo de bandeira em festa de vitória e pedra e intimidação em casa de vereador são alguns dos ingredientes que revelam um grande problema: antes só não sabiam perder, agora também não sabem ganhar.

DE VOLTA – Os vereadores de Santa Cruz voltaram ontem do “repouso eleitoral” remunerado com o uso da tribuna na reunião da câmara. O clima de campanha ainda estava muito colado neles, era adesivo de candidatos no peito, no microfone e enormes bandeiras estendidas no plenário. Parecia que a campanha não tinha acabado ainda.

HUMILDADE E OTIMISMO – O grupo liderado por José Augusto Maia, que conta com três vereadores, está dando uma lição de humildade e otimismo. Primeiro, Tallys, que ficou em terceiro lugar em número de votos na cidade, disse que era o maior vencedor. Depois os três vereadores pretendem lançar chapa própria para presidência da câmara, contra os oito vereadores que apoiam Diogo e os seis que apoiam Edson.

PESQUISAS – Mais uma eleição em que institutos de pesquisas erram feio. Se continuar assim, é melhor se basear no cara ou coroa, par ou ímpar, palitinho, pedra, papel e tesoura ou no bozó.

ELES NÃO – Os deputados federais e ex-ministros Mendonça Filho e Bruno Araújo tentaram uma vaga no senado e receberam um singelo não da população nas urnas. Será que eles dormiram atravessados na cama, acordaram no meio da noite com os pés para fora e pensaram que eram grandes?

VOTO CONTESTADO – Os sulistas que elegeram Tiririca e Alexandre Frota bombardeiam as redes sociais com insultos aos nordestinos por não terem votado maciçamente em Bolsonaro. Será mesmo que deveríamos aprender a votar igual a eles?​

ELEIÇÃO SEM EMOÇÃO – Depois de uma eleição de primeiro turno com quatro candidatos filhos da terra disputando vaga na ALEPE, quatro disputando vaga na Câmara Federal e outro disputando vaga como vice-governador, além de um segundo turno intenso dividindo o país entre petistas e antipetistas, como danado o pessoa do Moda Center vai chamar a atenção do pessoal com uma eleição para nova diretoria com chapa única? Muito difícil, principalmente sem carreata, girândola, carros alegóricos, reboques e afins.​

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Não me queiram mal. Apenas pensem nisso, enquanto lhes digo que fica o dito para ser rido.”

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05
outubro

Ponderação – Com Janielson Santos

Aceite a vontade popular

Não problematize ainda mais e evite congestionar a fila da irresponsabilidade e inconsequência

 

Uma eleição presidencial talvez nunca tenha ficado tão em pauta no cotidiano do brasileiro médio, quanto à deste ano. A vitória de qualquer um dos lados extremos da disputa, tende a ser dramática.

O clima criado e fortalecido ao longo desses dias, a rejeição de ambos os candidatos e a série de embates de eleitores (sobretudo no campo virtual) carregados de sentimentos, (muitas vezes de inverdades e ausente de senso crítico), não deixa dúvidas quanto à indignação prevista após a divulgação do resultado.

Diante de tudo isso, algo banal e que em outra eleição seria descartável, desta vez é necessário ser dito: É preciso aceitar a verdade das urnas. É preciso aceitar que, nesses 22 anos de urna eletrônica no país, nunca houve qualquer caso comprovado de manipulação de resultado. É preciso aceitar os dados que serão apresentados, para não tumultuar ainda mais um processo que, por si só, já é desgastante.

O vira-latismo está presente na teoria que duvida do equipamento. Quem sofre desse complexo, apresentada genialmente por Nelson Rodrigues, não consegue compreender que seu país pode ser referência em algo de fato. Para ser bom suficiente, precisaria ser criação europeia ou norte-americana…

Duvidar do resultado das urnas antes, durante ou depois da contagem dos votos não contribui. A menos que se prove alguma irregularidade do procedimento usado, em benefício de algum candidato, só mostrará irresponsabilidade, desespero (na possibilidade simples de agitação, um mau-caratismo, indecência, insensatez) e, em última instância, evidenciará um sinal de mal perdedor.

Não esqueçamos da derrota recente de Aécio Neves, que levantou a possibilidade de forma inconsequente e, pouco tempo depois, foi flagrado em conversas grampeadas, ao dizer que queria apenas ‘encher o saco’.

Exaltar essas deduções, apenas por agito, é não ter escrúpulos. Tem a possibilidade real de motivar um exército de potenciais lunáticos adeptos de teorias conspiratórias mirabolantes.

Seja qual for o resultado desse pleito, ele deve ser respeitado. Deve ser compreendido como a vontade popular da maioria daqueles que se dispuseram a decidir por seu futuro pelos próximos quatro anos. Deve ser entendido, antes de qualquer coisa, que é mais que necessário e urgente saber conviver com o contraditório.

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